segunda-feira

Passadeira vermelha = museu de moda ao ar livre

Ontem estive até às 4h30 da manhã a ver os Oscars. O esforço de combater o soninho de beleza valeu a pena. Não me desiludi. Coloquei um alerta no telemóvel para lembrar-me que só me falta ir ver o The Fighter ao cinema. Quanto ao Indomável, o Winter's Bone e o Biutiful, ainda estou em avaliação interna para decidir se vou vê-los no grande ecrã ou se os vejo em casa em DVD. Tenho sobretudo dúvidas quanto ao Indomável porque os irmãos Cohen já me enganaram um par de vezes e não me está a apetecer ser enganada novamente. Sim, porque não me venham cá dizer que o "Este País não é para velhos" é espectacular. A única coisa que pode levar esse adjectivo é o penteado do Javier Barden que é para lá ridículo mas nem por isso merece o gasto num bilhete de cinema.  
A cerimónia, este ano, teve para mim um problema: a apresentação da mesma. O James Franco esteve muito fraco, sempre com aquele registo do sorrisinho irónico. Se não fosse pelo esforço da Anne Hathaway, aquilo teria sido pior que um festival de junta de freguesia. Onde é que estão o Billy Cristal ou a Whoopi Goldberg, esses sim grandes anfitriões!!

A distribuição dos senhores dourados elegantes foi bem justa e não deixou ninguém surpreendido. Já o desfile das senhoras elegantes pela passadeira vermelha já não foi tão justa, sobretudo para nós comuns mortais que ansiamos por deitar a mão a um daqueles trapinhos. Aqui vão as fotos dos meus vestidos preferidos. A Anne Hathaway esteve sempre no seu melhor, usou vários e lindos vestidos de 8 designers que marcam sempre presença na passadeira vermelha, esse museu de Bela-Costura!!

O meu preferido é o azul de Armani Privé


A escolha perfeita para quem tem 14 anos. A foto não faz justiça ao vestido lindo da actriz de Indomável

Hillary Swank com um Million Dollar Dress

Uma simples mas elegante Reese

Sandra Bullock num vermelhão lindo foi uma das apresentadoras mais elegantes e simpáticas da noite.

Miss Paltrow em Calvin Klein cantou uma das canções nomeadas


domingo

O que eu gosto de uma boa pechincha...

... de fim de saldos e de um vale de desconto e de uma promoção inesperada quando se chega à caixa para pagar e de um leve 2 pague 1 e de uma liquidação total porque a loja vai para obras. A minha satisfação multiplica-se quando o termo assenta que nem uma luva a um objecto há muito desejado. Hoje deu-se um desses felizes fenómenos. Não se trata de uma luva mas de um belo par de sapatos estilo " Oxford Shoes " que traduzindo para miudos, são sapatos de design masculino mas próprios para senhora. Calculem o contentamento de imaginarmos uma peça e ela surgir no nosso campo de visão tal como a idealizámos. 
Foi assim que aconteceu com os mais recentes habitantes do meu roupeiro. Os Oxford Shoes surgiram em força nesta estação mas ao princípio olhei-os com desconfiança. Até que vi esta foto da Emma Watson usando uns e achei que, caso não fossem demasiado à macho executivo, a coisa até podia resultar. A atracção física tornou-se paixão desenfreada e não pude deixar de adquiri-los.

Ficam bem com vestidos, saias e com umas calças de corte direito clássicas. Se acharem que são demasiado masculinos podem compensar com um acessório muito feminino estilo uma blusa com laço ou flor ou talvez um acessório na cabeça como uma bandolete de cetim.
Vá, digam olá ao meus meninos:


sábado

As Cores aos pares

Pelo que já pude observar in loco nas lojas que todas nós gostamos de frequentar, para a Primavera / Verão que se aproxima vamos ter muitas cores a fazerem par com um substantivo. Ele é o azul cueca, ele é o rosa bebé, ele é o verde água ou o verde floresta, ele é o amarelo canário ou ainda o laranja vitamina.
A palete de cores foi crescendo ao longo das décadas ( antigamente não se ouvia falar em nude ) e já não se limita a um castanho, a um preto, a um roxo ou a um vermelho. Há que acrescentar mais qualquer coisinha. Portanto o branco pode ser branco sujo ou branco pérola. O verde pode ser verde azeitona ou verde alface, o azul pode ser azul petróleo ou azul marinho. Acho que só o preto tem escapado a companhia.
No entanto, o que importa é que vem aí a altura do ano em que toda a gente sai da sua área de segurança e ousa arriscar em cores mais ao estilo "Olhem para mim porque eu CHEGUEI".
Mas atenção, nada de abusar, não queremos que ninguém tenha de proteger os olhos com uns óculos de sol de lentes duplas. 
Aqui vão umas fotografias do desfile da Mango no Brasil relativamente à colecção Primavera / Verão 2011 



quinta-feira

A Alta-Costura

Uma vez vi um documentário sobre Alta-Costura muito interessante. Uma das clientes que costuma ter lugar cativo nos desfiles mais privados da Chanel disse que adquiria constantemente peças desse segmento porque as considerava arte. No entanto, ao contrário das peças de arte que o marido comprava, ela não se limitava a contemplá-las mas também a vesti-las. Excelente maneira de defini-lo, ouso dizer...

Por falar em Alta-Costura, apanhei há uns dias no Fashion TV, o desfile do Elie Saab na Paris Fashion Week (Colecção de Haute Couture Primavera/ Verão 2011). Não havia um único vestido que não fosse deslumbrante. Espero que a Rachel Zoe se tenha apoderado de alguns modelitos para as suas clientes desfilarem nos Oscars. A Scarlett Johansson levou um aos Globos de Ouro.



quarta-feira

Moda na História de Portugal

Tomei hoje conhecimento de um episódio da História de Portugal relacionado com o tema vedeta deste humilde blog.
Quando a família real portuguesa fugiu para o Brasil por causa do flagelo das invasões francesas, a Rainha Carlota Joaquina e as suas damas apanharam uma valente dose de piolhos durante a viagem. Para exterminarem as desagradáveis criaturinhas, as infelizes senhoras viram-se obrigadas a rapar as suas cabeleiras. Vai daí, a "Megera de Queluz" ( como era conhecida por viver no Palácio do mesmo nome e por ter um temperamento complicado ) enrolou um turbante em volta da sua cabeça, gesto imitado pelas restantes.
As senhoras brasileiras ao avistá-las, pensaram de imediato tratar-se de uma moda europeia e a coisa propagou-se.
E assim, Carlota Joaquina lançou uma tendência que ainda hoje se mantém, sobretudo na Bahia.


Aqui vai uma foto da própria e uma imagem do cartaz do filme " Carlota Joaquina - Princesa do Brasil " de 1995 com a actriz brasileira Marieta Severo.


segunda-feira

As Sabrinas

Quem tem menos do que 1,60 m de altura como eu costuma evitar esse calçado rasteiro que dá pelo nome de sabrina. No entanto, seja a moça pequena como a sardinha ou alta como uma torre, não há motivo aceitável para se resisitir às sabrinas da marca brasileira Melissa ou às espanholas Pretty Ballerinas. Em ambas o conforto aliado ao design é tentador. As Melissas têm inclusive um detalhe que adoro: um aroma adocicado que enche as divisões onde se encontram.
Para quem não conhece há que experimentar. As Pretty Ballerinas ( imagem da esquerda ) podem ser facilmente encontradas no El Corte Inglês ou nas lojas Godiva ao passo que as Melissas ( imagem da direita ) estão à venda, por exemplo, na Gardénia. 

domingo

Bolinhas ou não, eis a questão!

Lembrei-me há pouco de uma discussão ocorrida no início desta semana entre mim e algumas colegas de trabalho. Uma delas mostrou o forro da sua mala e comentou que o adorava por ser preto às bolinhas brancas. Outra recordou com nostalgia um vestido azul escuro às bolinhas que tinha tido em tempos e eu, timidamente, comentei que esse padrão nunca tinha sido alvo de muito amor da minha parte. Gerou-se logo ali o debate e a discórdia. Houve quem mencionasse o sucesso nos anos 50.
Que é um dos padrãos mais famosos de sempre, disso ninguém tem dúvidas. Que é muito girly, lá isso também é. O problema é que não me convence. Mesmo quando é usado por mulheres famosas pelo seu estilo aqui como a SJP.
Se algum dia eu encontrar uma peça de roupa às bolinhas que me agrade, terá direito a foto com destaque neste espaço que me é tão querido!