" De noite ou de dia a luta é a alegria... " cantam os Homens da Luta e ontem de facto do Marquês de Pombal ao Rossio a luta foi de alegria apesar do motivo triste que levou cerca de 200 mil pessoas ( só em Lisboa ) a desfilarem pela avenida mais luxuosa de Portugal.
Fiquei muito surpreendida com a adesão. Enquanto esperava por uma amigas ao fundo da Av. Fontes Pereira de Melo vi passarem por mim pessoas de todas as idades e sobretudo de todos os estilos. Desengane-se quem apostava que só iam estar presentes os amigos e simpatizantes do Bloco de Esquerda. Vi por lá o punk com a devida crista no cabelo, a tia com a mala da Louis Vuitton, os dreads, os betos com o mocassim castanho e a camisola da Ralph Lauren, os hippies, os da geração Morangos com Açúcar com os seus cabelinhos cortados à chapada e calças ao fundo do rabo, os amantes das rastas, as adolescentes chiques. Em suma, um melting pot unido contra a precaridade no trabalho que atinge a muitos.
A manifestação decorreu de forma pacífica, arriscaria mesmo dizer, em ambiente de festa, com slogans e cartazes originais que iam desde as faixas de 10 metros ou mais até às simples folhas A4 escritas à pressa com um marcador preto onde se lia: abaixo os recibos verdes, a precaridade saiu do armário, tou farto de vos ouvir ou ainda, e o Povo, pá! Houve quem levasse o garrafão do vinho, o tambor, a flauta, a gaita-de-foles e outros intrumentos musicais para o evento decorrer sempre em bom ritmo.
Um protesto que pode na prática não dar em nada mas que pelo menos serviu para mostrarmos aos nossos governantes a insatisfação geral que todos sentimos.
Para terminar, quero deixar o meu elogio à organização e claro, ao poder das redes sociais neste tipo de acontecimentos!













