Tirei a carta de condução aos 23 anos, comprei um carro logo de seguida, um Clio azulinho com um ano e conduzi durante 6 meses. Foram os piores 6 meses da minha vida. Jurei por nunca mais! Descobri a minha inaptidão para a condução logo ao fim de poucos dias a tentar dominar o volante e a embraiagem. No entanto, as pessoas à minha volta tanto me disseram que com um pouco de prática eu chegava a bom porto, que insisti durante mais algum tempo. Não resultou. A condução não é para mim. Digo-o com convicção e já me habituei às críticas que ouço constantemente.
O meu transporte são os meus pés. É um transporte barato, demora exactamente o tempo que eu quero a chegar ao destino e permite-me fazer exercício físico. Vou e venho para o trabalho a pé o que representa 35 minutos em cada viagem de ida e em cada viagem de volta. Deixei de ter passe há muito tempo apesar de recorrer ao metro quando o tamanho da caminhada para chegar a algum local é de uma duração muito ousada.
O meu sonho era termos uma boa rede de ciclovias para poder utilizar a minha bicicleta em segurança como principal meio de transporte mas suspeito que... not going to happen so soon. De facto, as ciclovias andam a ser feitas. Ainda há pouco tempo me dei conta que existe uma na Av. Duque d'Ávila. Mas daí a poder fazer uso da bicicleta em segurança são outros quinhentos. Além das infraestruturas, precisamos também de uma mudança de mentalidades. Precisamos que as pessoas comecem a aderir em massa. Já é possível encontrarmos um ou outro ciclista nas ruas de Lisboa, sem ser por questões de desporto. Já cheguei a ver na zona do Saldanha um rapaz de fato e gravata a pedalar a todo o vapor, dirigindo-se certamente para o seu local de trabalho. A visão fez-me sorrir com gosto.
Há uns meses atrás li num jornal que a venda de scooters tinha aumentado 400% em 2010 sobretudo depois de ter sido anunciado que com a carta de condução de ligeiros podia-se conduzir motociclos de 125 cc. Pensei que uma motinha também podia ser uma ideia interessante para mim. Muitas vezes, sobretudo quando saio à noite, fico dependente de boleias e ter um veículo motorizado podia acabar com este meu hábito de melgar os outros para me levarem a casa.
Bem, este é um plano que necessita ser bem elaborado. Já estive a ver alguns modelos e além da Vespa existe outra motinha que me seduziu, principalmente porque dizem que é a moto mais fácil para quem é principiante na coisa: a Honda PCX
Vocês vão ver, um dia vou à concentração de Faro qual motard experiente e sobretudo, fashion!
Aqui vão umas fotos das duas meninas:
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| Vespa 125 |
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| Honda PCX |