quarta-feira

O que se coloca na mala de viagem...

... quando o destino é Nova Iorque? O mais fashion, o mais chique ou o mais confortável? Eu, que adoro moda, opto sempre pelo confortável, mesmo quando se trata do local com mais glamour do mundo. Vou percorrer a cidade que nunca dorme com calças de ganga, ténis All Star e camisolas básicas. Levo apenas um vestido e um par de sapatos altos para o espectáculo que vamos ver na Broadway. Por falar em espectáculo, quase que tivemos de desistir da ideia de assistir a um. O nosso eleito foi desde o início o "Wicked" mas quando verificámos que os bilhetes ultrapassavam os 200 Euros, ficámos desanimadas. Mais tarde, com a ajuda da agência de viagens, conseguimos avançar com o projecto e acabámos por optar pelo Mary Poppins, mais em conta, mas que também está no Top Ten dos mais vistos.
As expectativas são grandes. Não conheço ninguém que não tenha gostado de ir à Big Apple. Uma amiga minha disse-me inclusive, que tinha vindo de lá outra pessoa.
Museus, restaurantes, Central Park, Empire State Building, Ground Zero, Times Square. Tanta coisa vista em filmes e séries mas nunca na vida real. 
Amanhã é o grande dia. Prometo que irei contar tudo! Vai ser um diário de viagem... 

segunda-feira

E o filme que se segue é...

... ou melhor, era para ser o "Camino", filme que arrecadou uma boa quantidade de Goyas que são assim uma espécie de Oscars espanhois. As críticas eram boas e sabia pela sinopse que a história era um pouco triste, uma menina que se apaixona pela primeira vez e descobre pouco depois que está fatalmente doente. No entanto, quando comecei a investigação pelo vídeos do Youtube, como habitualmente faço, houve imediata mudança de ideias. Só o trailer bastou para me deixar lavada em lágrimas. Talvez quando o FMI se for embora, volte a ganhar coragem para este tipo de filmes. Até lá not going to happen. Porém, quero aqui deixar bem claro que o filme parece-me ser muito bom. Portanto, para vós, os duros, aqui fica a mensagem. Ide ver, ide ver! E depois vinde contar-me...


Tropa de Elite, cinema de elite

Eu disse que ia ao Londres ver, não disse. Pois então, numa palavra, adorei! Não há cá aquela sensação do gostei mais do primeiro do que do segundo ou vice-versa. Ambos são bons, ambos são muito violentos, ambos são ficção baseada na mais pura realidade do Rio de Janeiro. A única coisa irreal é aquela honestidade do Capitão Nascimento imune a tanta corrupção. Wagner Moura interpreta magistralmente a personagem. O homem não sorri durante todo o filme, no entanto, é a personificação do bem numa luta em que o mal tem várias caras. Em frente dos olhos de quem vê Tropa de Elite  desfilam centenas de personagens mas as honestas contam-se pelos dedos de uma mão. 
O mais assustador do filme é a facilidade e a rapidez com que se aperta o gatilho. A vida humana parece não valer nada. 
Banda sonora, cenários, diálogos, tudo é violento. Violento mas perfeito. Às vezes fica-se com a sensação que estamos a ver um documentário. Alguns actores parecem ter saído directamente das favelas. 
O cinema brasileiro era totalmente desconhecido para mim antes de Cidade de Deus. Seguiram-se outros filmes como Carandiru que me fizeram pensar que no Brasil não se fazem apenas bons produtos para televisão. Actualmente não hesito quando estreia um filme brasileiro nas salas de cinema. Os argumentos e as interpretações são normalmente o que merece maior destaque. 
Venham os próximos!  

quarta-feira

A pé, de bicicleta ou de moto pelas 7 colinas de Lisboa

Tirei a carta de condução aos 23 anos, comprei um carro logo de seguida, um Clio azulinho com um ano e conduzi durante 6 meses. Foram os piores 6 meses da minha vida. Jurei por nunca mais! Descobri a minha inaptidão para a condução logo ao fim de poucos dias a tentar dominar o volante e a embraiagem. No entanto, as pessoas à minha volta tanto me disseram que com um pouco de prática eu chegava a bom porto, que insisti durante mais algum tempo. Não resultou. A condução não é para mim. Digo-o com convicção e já me habituei às críticas que ouço constantemente.
O meu transporte são os meus pés. É um transporte barato, demora exactamente o tempo que eu quero a chegar ao destino e permite-me fazer exercício físico. Vou e venho para o trabalho a pé o que representa 35 minutos em cada viagem de ida e em cada viagem de volta. Deixei de ter passe há muito tempo apesar de recorrer ao metro quando o tamanho da caminhada para chegar a algum local é de uma duração muito ousada.  
O meu sonho era termos uma boa rede de ciclovias para poder utilizar a minha bicicleta em segurança como principal meio de transporte mas suspeito que... not going to happen so soon. De facto, as ciclovias andam a ser feitas. Ainda há pouco tempo me dei conta que existe uma na Av. Duque d'Ávila. Mas daí a poder fazer uso da bicicleta em segurança são outros quinhentos. Além das infraestruturas, precisamos também de uma mudança de mentalidades. Precisamos que as pessoas comecem a aderir em massa. Já é possível encontrarmos um ou outro ciclista nas ruas de Lisboa, sem ser por questões de desporto. Já cheguei a ver na zona do Saldanha um rapaz de fato e gravata a pedalar a todo o vapor, dirigindo-se certamente para o seu local de trabalho. A visão fez-me sorrir com gosto.
Há uns meses atrás li num jornal que a venda de scooters tinha aumentado 400%  em 2010 sobretudo depois de ter sido anunciado que com a carta de condução de ligeiros podia-se conduzir motociclos de 125 cc. Pensei que uma motinha também podia ser uma ideia interessante para mim. Muitas vezes, sobretudo quando saio à noite, fico dependente de boleias e ter um veículo motorizado podia acabar com este meu hábito de melgar os outros para me levarem a casa. 
Bem, este é um plano que necessita ser bem elaborado. Já estive a ver alguns modelos e além da Vespa existe outra motinha que me seduziu, principalmente porque dizem que é a moto mais fácil para quem é principiante na coisa: a Honda PCX
Vocês vão ver, um dia vou à concentração de Faro qual motard experiente e sobretudo, fashion!
Aqui vão umas fotos das duas meninas:


 
Vespa 125
Honda PCX
   

terça-feira

São mulheres destas que eu admiro!

Acabei de ver na TVI uma reportagem sobre uma senhora da qual me tornei admiradora incondicional. Maria José Silva é simultaneamente, proprietária da queijaria mais tradicional do Porto, a Queijaria Amaral, e, tchanan... cineasta. Apesar de só ter ido uma única vez na vida ao cinema, a Realizadora do Povo como é conhecida, já escreveu, realizou e produziu 12 filmes. Também se dedicou a criar as respectivas bandas sonoras e protagonizou algumas das longas metragens.Todas estas obras made at home foram pagas do seu próprio bolso. Maria José Silva, que já contagiou parte da família e amigos com esta sua paixão pela sétima arte, já tem mais um argumento terminado e está a reunir verbas para avançar com o projecto. 
Os filmes são sempre grandes e arrebatadoras histórias de amor que terminam em casamentos ou outros finais felizes do mesmo estilo. 
A filmografia inclui títulos como:
- Os velhos não são trapos ( 1985 )
- A Rosa da Felicidade ( 1987 )
- Aconteceu no Natal ( 1995 )
- Mulheres Traídas ( 2007 )
- A mãe que eu sempre sonhei ( 2010 )
Maria José Silva é a prova viva que com um pouco de imaginação e muita paixão se pode fazer tudo na vida, mesmo quando ninguém nos ensinou a fazê-lo. 

domingo

Hoje vi na rua...

... mais propriamente no Centro Cultural de Belém, uma senhora octagenária vestida com um lindo vestido padrão xadrez cujas cores remetiam para a bandeira do nosso país. Perguntei-me: será esta uma profunda manifestação de patriotismo face aos últimos acontecimentos? Será que esta senhora, assim como eu, acha que o Rei D. Afonso Henriques está a dar voltas no seu caixão porque tivemos de ir pedir dinheirinho aos alheios?
Eu, tal como ela, estou preocupada. Mas daí a começar-me a vestir de acordo com a bandeira nacional é que não. Há que separar as águas, ou melhor, há que separar as cores. Vermelho e verde juntos no mesmo outfit e ainda para mais em versão xadrez, é coisa para lá de catastrófica. Vou mais longe e acrescento: é coisa para pedir colocação de bandeira a meia haste.
Podemos estar falidos mas há que manter o bom gosto!