sábado

O casamento real visto por mim, uma plebeia

Boda real merece neste blog as mesmas honras que são atribuídas à cerimónia anual dos Oscars. Se na passadeira vermelha de uma desfilam estrelas de cinema com os seus melhores modelitos, na passadeira vermelha da outra, desfilam princesas e outros títulos monárquicos. Quem não é de sangue azul, esmera-se por parecê-lo e quem o tem, por vezes demonstra não merecê-lo tal é o mau gosto do look.
Comecemos pela noiva. Deslumbrante. Nunca gostei tanto de um vestido de casamento com renda e de manga comprida. É claro que naquela moça qualquer trapinho assentaria bem. Nunca tive dúvidas que ela optaria por algo clássico, até porque o protocolo não permite loucuras, mas Kate Middleton soube tocar na modernidade ao optar pela sucessora de Alexander McQueen para desenhar o seu vestido. Lembro-me do vestido da princesa Letizia ter sido largamente elogiado mas foi sempre minha opinião que era demasiado pesado para a figura frágil da então prometida de Filipe de Espanha. No caso de Letizia era o vestido que a vestia, no caso de Kate, é ela que claramente veste o vestido. 


Depois de analisadas várias fotografias das presenças femininas no histórico acontecimento, concluí que a actual Duquesa de Cambridge herdou o seu bom gosto da mãe que ia muito elegante numa criação de Catherine Walker, a estilista preferida da Princesa Diana:


As usual, não me desiludiram Victória da Suécia ou Charlene Wittstock, esta última numa criação de Giorgio Armani:




A Victória da Suécia está é com um rabinho um pouco avantajado que dá para ver melhor nesta foto:


Surpreendeu-me pela positiva a filha da Princesa Ana, Zara Phillips e pela negativa, a Princesa das Astúrias, aka Letizia da qual sinceramente, esperava mais:



A Victória Beckam levava um vestido de sua autoria que muito me agradou. Os Louboutins ainda que bonitos, são demasiado altos para uma mulher tão grávida, mas o que acho realmente medonho, é o chapéu. Não havia necessidade, é lamentável. Lamentável é também a melhor palavra para definir os chapéus de algumas convidadas ilustres. Sim, não chamemos de originais as criações Philip Treacy que se encontravam nas cabeças das filhas do princípe André e de Sarah Ferguson que não teve a honra de ser convidada ( I wonder why... )



E assim, caríssimas,  foi como se coloriu o casamento romântico do Principe William e Miss Catherine Middleton... Ai se a Lady Di fosse viva. Essa sim, deslumbraria tudo e todos. No doubts!

sexta-feira

Mais fotos da viagem

Apple Store

Monet no MoMa

Picasso no MoMa

Pollock no MoMa

Van Gogh no MoMa - A noite estrelada

Milkshakes e Hot Dogs


E o que se traz na mala de viagem...

... quando se volta de Nova Iorque? Muitas recordações maravilhosas, respondo sem hesitar. Às vezes quando as nossas expectativas são muito grandes, e/ou a fasquia é demasiado alta, decepcionamo-nos. Não aconteceu desta vez. Nova Iorque foi um sonho que se tornou realidade e não um sonho que se tornou num pesadelo. Pena foi o tempo ter sido escasso. Daí a violência a que nos sujeitámos ao ponto de termos andado uma média de 9 horas por dia. O recorde foi no Sábado, dia 23, pois saímos do Hotel às 9h20 da manhã e só regressámos perto das 10 da noite. 
No Top 10 coloco Times Square e a Broadway, que é outra realidade, outra dimensão; St Paul's Cathedral; a vista do Empire State Building e a arquitectura maravilhosa dos Edifícios Chrysler e Hearst; os quadros que sempre vimos nos livros da escola de Salvador Dali, Monet, Picasso e Van Gogh no MoMa; a arte medieval do Metropolitan; a Grand Central Station ( talvez a estação de comboios mais bonita que já vi ); a Brooklyn Bridge e finalmente, as placas com inscrições ( muitas vezes declarações de amor ) nos bancos de jardim do Central Park.
Algo que também merece uma menção honrosa são as lojas da 5ª Avenida e sobretudo a Loja da Apple que é de visita obrigatória, mesmo para quem não se interessa muito por gadgets como eu.
As desilusões, ainda que pequenas, foram o Ground Zero talvez porque eu esperava encontrar já um pequeno memorial no local e o que vi foram as obras em curso do novo edifício que ficará onde antes era o World Trade Center. Também não fiquei grande fã de Chinatown, Little Italy e até mesmo Wall Street.
Quanto a compras, aí sim, a coisa correu mal, mas também, como é que se vai arranjar tempo para compras quando se quer ver tudo o que é monumento, tudo o que é local de peregrinação como a Estátua da Liberdade, tudo o que é obra famosa em museus? Pois é meus amigos, algo tinha de ser sacrificado e eu preferi vir com mais saber e cultura na bagagem do que trapinhos. Muito bonitos, é verdade, mas que também existem por estas bandas. A única grande marca que vi por lá e que não existe em Portugal é a Victoria's Secret. No entanto, quem é que precisa da Victoria's Secret quando se tem a Women's Secret? Para a família trouxe ténis. Os All Star lá são ao preço da uva mijona.
Nova Iorque pode ser resumida numa só palavra: grande! Os edifícios são grandes, os carros são grandes ( 80% são SUV e 5% limousines, sobram 15% de viaturas normais ), os passeios são grandes, os copos dos refrigerantes são grandes mesmo quando pedimos o small size. Por fim, os encontrões que levamos na rua também são grandes. As pessoas não fazem por mal, simplesmente são demasiadas e às vezes, o espaço torna-se reduzido para a multidão de turistas, homens de negócios, mulheres frenéticas às compras que partilham as ruas.
Os americanos são, no geral, bastante simpáticos. Assim que sacávamos do mapa em busca de orientação, alguém perguntava se precisávamos de ajuda. Idem, sempre que nos mostrávamos confusos no metro. Por falar em metro, de facto aqui em Portugal fomos mal, ou melhor, muito bem habituados. Não há estações de metro como as nossas. As de Nova Iorque podem-se juntar às de Paris, Londres e Itália. Muito más!
Faltou-me ver o Gospel numa igreja de Harlem. Fica para a próxima, se houver próxima. Se não houver, já me dou por agradecida por esta experiência. Vim de lá uma pessoa mais enriquecida!

Times Square

Empire State Building

Banco de Jardim no Central Park

Estátua da Liberdade

Edifício Hearst

Edifício Louis Vuitton e Yellow Cabs

Ground Zero



quarta-feira

O que se coloca na mala de viagem...

... quando o destino é Nova Iorque? O mais fashion, o mais chique ou o mais confortável? Eu, que adoro moda, opto sempre pelo confortável, mesmo quando se trata do local com mais glamour do mundo. Vou percorrer a cidade que nunca dorme com calças de ganga, ténis All Star e camisolas básicas. Levo apenas um vestido e um par de sapatos altos para o espectáculo que vamos ver na Broadway. Por falar em espectáculo, quase que tivemos de desistir da ideia de assistir a um. O nosso eleito foi desde o início o "Wicked" mas quando verificámos que os bilhetes ultrapassavam os 200 Euros, ficámos desanimadas. Mais tarde, com a ajuda da agência de viagens, conseguimos avançar com o projecto e acabámos por optar pelo Mary Poppins, mais em conta, mas que também está no Top Ten dos mais vistos.
As expectativas são grandes. Não conheço ninguém que não tenha gostado de ir à Big Apple. Uma amiga minha disse-me inclusive, que tinha vindo de lá outra pessoa.
Museus, restaurantes, Central Park, Empire State Building, Ground Zero, Times Square. Tanta coisa vista em filmes e séries mas nunca na vida real. 
Amanhã é o grande dia. Prometo que irei contar tudo! Vai ser um diário de viagem... 

segunda-feira

E o filme que se segue é...

... ou melhor, era para ser o "Camino", filme que arrecadou uma boa quantidade de Goyas que são assim uma espécie de Oscars espanhois. As críticas eram boas e sabia pela sinopse que a história era um pouco triste, uma menina que se apaixona pela primeira vez e descobre pouco depois que está fatalmente doente. No entanto, quando comecei a investigação pelo vídeos do Youtube, como habitualmente faço, houve imediata mudança de ideias. Só o trailer bastou para me deixar lavada em lágrimas. Talvez quando o FMI se for embora, volte a ganhar coragem para este tipo de filmes. Até lá not going to happen. Porém, quero aqui deixar bem claro que o filme parece-me ser muito bom. Portanto, para vós, os duros, aqui fica a mensagem. Ide ver, ide ver! E depois vinde contar-me...


Tropa de Elite, cinema de elite

Eu disse que ia ao Londres ver, não disse. Pois então, numa palavra, adorei! Não há cá aquela sensação do gostei mais do primeiro do que do segundo ou vice-versa. Ambos são bons, ambos são muito violentos, ambos são ficção baseada na mais pura realidade do Rio de Janeiro. A única coisa irreal é aquela honestidade do Capitão Nascimento imune a tanta corrupção. Wagner Moura interpreta magistralmente a personagem. O homem não sorri durante todo o filme, no entanto, é a personificação do bem numa luta em que o mal tem várias caras. Em frente dos olhos de quem vê Tropa de Elite  desfilam centenas de personagens mas as honestas contam-se pelos dedos de uma mão. 
O mais assustador do filme é a facilidade e a rapidez com que se aperta o gatilho. A vida humana parece não valer nada. 
Banda sonora, cenários, diálogos, tudo é violento. Violento mas perfeito. Às vezes fica-se com a sensação que estamos a ver um documentário. Alguns actores parecem ter saído directamente das favelas. 
O cinema brasileiro era totalmente desconhecido para mim antes de Cidade de Deus. Seguiram-se outros filmes como Carandiru que me fizeram pensar que no Brasil não se fazem apenas bons produtos para televisão. Actualmente não hesito quando estreia um filme brasileiro nas salas de cinema. Os argumentos e as interpretações são normalmente o que merece maior destaque. 
Venham os próximos!