segunda-feira

Moda e Literatura - a união perfeita

A Moda num Mundo Global

A Vida Económica - Grupo Editorial acaba de lançar aquele que deverá ser mais um livrinho de cabeceira de todos os que trabalham na área na Moda ou são simplesmente apreciadores desse mundo onde se criam trapinhos com muita imaginação e design e que movimentam milhões de Euros / Dolars. Atenção que não vão lá encontrar as últimas tendências. O livro não está propriamente repleto de fotos e ilustrações. O tema central é a forma como este fenómeno se tem desenvolvido nos últimos anos a nível internacional. Por outras palavras, há mais ênfase na questão Moda enquanto Negócio do que na questão Moda enquanto Arte.  O livro é fruto de muita investigação por parte dos autores ( de várias nacionalidades ) e permite-nos ficar a conhecer melhor os meandros desta indústria. 
O preço de venda ao público é de 15,00 Euros e é possível comprá-lo aqui:

                                          http://livraria.vidaeconomica.pt/

quinta-feira

Man Booker International

Todos os anos, costumo estar atenta aos vencedores do Nobel da Literatura, do Pulitzer e do Man Booker Prize. Hoje foi anunciado quem levou para casa o Man Booker International, que premeia não um livro mas toda uma obra e acontece de 2 em 2 anos. Philip Roth, o autor de American Pastoral ou The Human Stain é o primeiro americano a poder gabar-se de ter conseguido tal proeza mas a sua vitória não reuniu consenso entre os membros do juri. Há algumas semanas atrás já havia sido anunciado o vencedor do Man Booker, que confere um prémio a um único livro e que acontece anualmente. Esse livro tem o título de A Questão Finkler e foi escrito pela mão de Howard Jacobson. Li uma crítica a elogiá-lo e fiquei com curiosidade. Está na minha lista de próximas aquisições mas ainda vai levar algum tempo a trazer um exemplar para casa. Tenho uma série de livros a aguardarem impacientemente pelo momento em que vou poder agarrar neles. Não posso acrescentar mais um assim sem data para o começo da leitura.  
Nunca li nada do Philip Roth apesar de conhecer alguns dos seus títulos e de saber que ele já tem no curriculum uns quantos prémios importantes, entre os quais o Pulitzer que ganhou em 1998. 
Tenho de pesquisar mais sobre a obra do senhor para ver se vale a pena contribuir para que a conta bancária dele aumente aí uns 15 ou 20 Euros.  

quarta-feira

As Aventuras de Tintin

Vem aí o mais recente filho de Steven Spielberg: As Aventuras de Tintin, o ruivo mais simpático de sempre cuja poupinha no cabelo me faz sempre sorrir. Outros nomes de peso ligados a esta muito aguardada produção, são o de Peter Jackson ( para quem já se esqueceu, é o pai da Trilogia do Senhor dos Aneis ) que chamou a si a missão de Produtor, o de Daniel Craig que tirou férias do James Bond e ainda, o de Jamie Bell que desempenha o papel de protagonista. Jamie, que se tornou famoso com Billy Elliot, tem sabido gerir bem a sua carreira e não foi votado ao esquecimento, tendo entrado em grandes blockbusters como King Kong, Flags of Our Fathers do Clint Eastwood ou Jumper ( este assim um blockbuster mais para os adolescentes ).

A Paramount já deu a conhecer ao mundo o primeiro trailer e os primeiros cartazes. A Portugal o filme só deverá chegar no fim do ano.
Vejam o trailer aqui:


terça-feira

Um reality show fictício

É a melhor definição que se pode dar a esse programa magnífico que tem a unha do Bruno Nogueira. "O último a sair" é dos programas mais inteligentes que acampou na RTP nos últimos tempos. A apresentação do Miguel Guilherme é simplesmente sublime. No entanto, o melhor é sem dúvida a interpretação do Gonçalo Waddington que no outro dia provocou um valente ataque de riso a mim e aos que comigo assistiam ao programa quando ele decidiu tomar duche de triquini. Nem precisou de abrir a boca. A imagem valeu por mil palavras ou melhor, por mil piadas. 
Sempre que vejo um episódio pergunto-me se haverá por aí algum telespectador mais desatento ou ingénuo que ainda não tenha percebido que aquilo não é bem um reality show mas antes uma bela sátira aos reality shows que abundam desde há mais de uma década nos canais televisivos. 
No outro dia, durante um almoço com colegas de trabalho, um deles recordou-nos a todos alguns dos momentos mais marcantes dos reality shows portugueses. Quem não se lembra das cenas de faca e alguidar protagonizadas pela Gisela no Masterplan, senhora que aplicava o vernáculo em 90% das frases que dizia? Quem já esqueceu a virginal Margarida do Bar da TV, cuja mãe, ao vê-la partilhar o quarto com uma outra concorrente que possuía um vibrador, lhe exigiu o regresso imediato a casa em Borba. Argumentos utilizados pela mãe para convencer a filha: " Margarida, eu já não vou à Missa, Margarida. Margarida, o teu pai já não faz a barba, Margarida. Margarida, eu já não vou ao supermercado."  
A Margarida não cedeu mas sosseguem os vossos corações, mãe e filha fizeram as pazes posteriormente. 
Outro programa maravilhoso foi "As Mulheres de A a Zé" uma espécie de concurso onde o Zé Maria, vencedor do primeiro Big Brother, fazia o papel de sultão num harém. A ideia era o Zé de Barrancos escolher a sua Sherazade e ela levar um apartamento como prémio. Não, a história não teve um final feliz. Sultão e Sherazade não ficaram juntos para sempre no T0 oferecido pela TVI.
Eu, que admito, em tempos que já lá vão, dava uma ou outra espreitadinha nestes folhetins da vida real, destaco apenas um momento que muito me emocionou e que foi a paixão do Sérgio e da Verónica no Big Brother 2 ( não estou a ser irónica ). Recordo como se fosse hoje as lágrimas da Teresa Guilherme no directo em que se deu a expulsão da Verónica seguida da saída voluntária do Sérgio. O problema foi quando a mítica apresentadora resolveu mandar vir com o público que se encontrava no estúdio por terem batido palmas à saída da concorrente. Este foi sem dúvidas um dos momentos de maior requinte da televisão portuguesa só comparável à actuação da Bárbara Guimarães como Lady Gaga no recém terminado Portugal Tem Talento. Too much não? 
Sugiro que após a leitura deste texto, se dediquem a uma pesquisa profunda no Youtube sobre estas pérolas.     

As aventuras amorosas de Strauss-Kahn vs as aventuras financeiras de Portugal

Deus e o sindicato dos Anjos lá "em cima" estão sempre a ajudar Portugal. Fazendo uso de uma manobra que considero genial conseguiu-se desviar a atenção do mundo do tema " Portugueses pedem ajuda ao FMI" para o tema / romance de cordel " Director Geral do FMI acusado de tentativa de violação". Note-se a elegância da estratégia Divina: o FMI mantém-se nas bocas do mundo mas os protagonistas agora são outros. Dizem por aí, que após o anúncio da ajuda financeira estar prestes a chegar à terra lusa, os juros baixaram e os mercados acalmaram mas eu tenho que cá para mim, a coisa deveu-se ao facto de o Sr. Strauss-Kahn ter sido apanhado com as cuecas na mão. Homem poderoso a ser apanhado em traje menor -que aposto que devia ser bem caro, cueca Hugo Boss ou Armani no mínimo -  pede mais capa de jornal que as dificuldades financeiras de um país. Se os mercados acalmaram foi porque agora anda tudo ocupado durante o horário de trabalho a comentar as cambalhotas do cavalheiro.
Estou para ver o que o Moody's ou outras agências financeiras do estilo vão dizer de toda esta história de sangue, suor e lágrimas. Que rating atribuirão a Strauss-Kahn?      

quinta-feira

Dúvida que me assolou o espírito...

Será que já devia começar a usar o acordo ortográfico? Se calhar já era altura para isso, mas não me está a apetecer lá muito. Vou prosseguir com o que me ensinaram na Primária. Se a D. Natividade, que me iniciou nos meandros da leitura e da escrita me topasse a escrever óptimo sem p, digamos que o óptimo passava de imediato a péssimo...

E depois da Depressão provocada pela Eurovisão, veio a Animação

E porque o que faz falta é animar a malta e a mim nada me dá mais ânimo do que ir às compras, eis aqui ao vivo e a cores - e de facto há muitas cores - as minhas últimas aquisições:



Na primeira foto destaco o lenço que foi adquirido na Massimo Dutti. Adoro os lenços e écharpes que todos os anos constam das colecções desta marca espanhola com nome italiano. Não costumo lá comprar muita coisa porque o número mais pequeno deles normalmente fica-me um pouco grande, sobretudo no que se refere a calças e saias. Mas nunca resisto aos lencinhos. Fiquei de olho num rosa e cinzento. Ainda há-de ser meu.
Na 2ª foto, aquisição feita na Zara, a melhor amiga das mulheres.