quarta-feira

A voz de Adele

Sempre adorei vozeirões femininos, daqueles que até fazem arrepiar os que não conhecem o medo. Quando ouvi Amy Winehouse pela primeira vez, achei que ia ser uma fiel fã até ao fim dos meus dias. No entanto, desiludi-me bastante com os seus devaneios sobretudo quando vi a performance degradante com que ela presenteou o público presente no Rock in Rio há uns anos trás. 
Recentemente descobri Florence & The Machine e foram tantas as vezes que ouvi Between Two Lungs e Cosmic Love que dei cabo de um CD. Há semanas atrás, comecei a dar algum descanso à Florence porque descobri a Adele. Fiquei apaixonada pela canção Rolling in the Deep. Entretanto, descobri mais estas duas belas melodias - Turning Tables e Set Fire to the Rain -  que aqui coloco à vossa disposição. Suspeito que mais uma vez vou-lhes dar tanto uso que vou destruí-las. Lá vai mais um CD ser reformado por invalidez.



    

Cannes...

... está cada vez mais norte-americano e menos europeu. Assim o dizem as boas ou as más línguas. Pelo que pude verificar, pelo menos no que diz respeito à histeria do que se passa na passadeira vermelha, o fenómeno já foi completamente importado. Ele é ver as actrizes a desfilarem no seu melhor e a pousarem para as centenas de fotógrafos presentes no certame. O momento alto foi quando a Angelina Jolie chegou. Os paparazzi e jornalistas acorreram para junto da actriz como se ali estivessem a ser distribuídos bilhetes de lotaria com prémio garantido. 
E dos filmes presentes na competição, o que dizer? A longa-metragem do Terrence Malick já está na minha lista. Do realizador apenas conheço A Barreira Invisível, com o qual foi nomeado para o Oscar nas categorias de Melhor Realizador e Melhor Argumento Adaptado. Outro filme mais recente que tem a sua assinatura é o Novo Mundo, com Colin Farrell, baseado na história verídica de John Smith e a sua Pocahontas. Uma boa filmografia e agora uma Palma D'Ouro podem ser bons motivos para me levarem a ver a obra vencedora de Malick mas a verdade é que vou ver a Árvore da Vida por causa dos actores principais do elenco: Brad Pitt e Sean Penn. O segundo já foi devidamente e duplamente premiado pela brilhante carreira que tem construído. Ao primeiro falta-lhe conseguir a proeza, o que tem sido na minha opinião, muito injusto. Brad Pitt há muito que provou que não tem apenas uma cara bonita. Provou-o em Babel e em O Estranho Caso de Benjamin Button, num registo dramático, bem como em Destruir Depois de Ler ou Sacanas sem Lei, num registo mais cómico. Neste último, realizado por um dos meninos queridos de Cannes, Quentin Tarantino, bastava Brad Pitt entrar em cena, para me desmanchar a rir. A personagem nem precisava abrir a boca.
Cannes é uma competição ligada ao cinema à qual por vezes não dou a devida atenção. Penso que isso ainda se deve ao amargo de boca que me provocou a atribuição do prémio mais cobiçado ao pior filme que já vi na minha vida, Elephant de Gus Van Sant. Os apreciadores de filmes alternativos podem-me atirar as pedras que quiserem mas o filme, baseado no tiroteio do Liceu de Columbine, entediou-me e chocou-me pela falta de energia. Como pôde um certame premiar em anos anteriores obras inesquecíveis como Pulp Fiction ou Dancer in The Dark e mais tarde, colocar na mesma categoria essa longa-metragem ou melhor, lenta-metragem que é Elephant. Em duas palavras: não gostei!
Voltando a coisas mais felizes, aqui ficam umas fotos das senhoras que abrilhantaram Cannes:


Uma Thurman que fez parte do Juri merecia também ela um prémio pelos vestidos deslumbrantes que usou

A Giulietta da Alfa Romeo
 
Salma Hayek

Penélope Cruz de dia

Angelina Jolie e o seu acessório mais bonito, o marido

Gong Li, a actriz asiática mais bonita dos últimos tempos
 


segunda-feira

Como NÃO vestir uma criança para uma cerimónia...

... sobretudo quando NÃO se trata da 1ª Comunhão ou do Baptizado dessa mesma criança e ela é uma mera convidada.
O vestido desta menina não escapou à minha costela fiscalizadora. Deparei-me com ele no Baptizado da filha de uma amiga minha. Gabo a originalidade de quem se lembrou de colocar pétalas de rosa frescas dentro do tule mas o resultado final não foi propriamente merecedor de elogios. O pior mesmo foi o collant rendado. Pergunto-me quem terá sido a autora de semelhante outfit: a menina ou a mãe da menina? Se foi a menina, do mal o menos. Tem perdão. É nova, inocente, ainda não conhece o conceito de fashion killer, ainda não sabe que uma má indumentária pode trazer-lhe repercussões para o resto da vida, traumas dignos de frequentar a chaise longue de um psicólogo. Se foi a mãe, aí a coisa azeda. Mas há mães que são assim, querem ornamentar demasiado os seus rebentos e esquecem-se no meio da euforia que muitas vezes a qualidade está na simplicidade. E depois ocorre a catástrofe. Eu bem me lembro de algumas saias de pregas pirosas que a minha mãe me obrigou a usar na infância. Quantas vezes tive de recorrer ao truque de lhes deitar as bainhas abaixo só para não ter de as levar para a escola:  "olha mãe, não posso levar esta saia hoje, tens de coser a  bainha" ou então "olha mãe, esta saia está suja, não posso levar isto que é uma vergonha". O que vale é que a maioridade para estes assuntos chega bem antes dos 18 anos. Eu aos 10 já dominava completamente o meu guarda-roupa. Mas ainda cometi alguns erros. Há fotos de uma fatinho verde alface escolhido por mim na Cenoura que comprometem seriamente a minha entrada no Céu quando for desta para melhor.



Moda e Literatura - a união perfeita

A Moda num Mundo Global

A Vida Económica - Grupo Editorial acaba de lançar aquele que deverá ser mais um livrinho de cabeceira de todos os que trabalham na área na Moda ou são simplesmente apreciadores desse mundo onde se criam trapinhos com muita imaginação e design e que movimentam milhões de Euros / Dolars. Atenção que não vão lá encontrar as últimas tendências. O livro não está propriamente repleto de fotos e ilustrações. O tema central é a forma como este fenómeno se tem desenvolvido nos últimos anos a nível internacional. Por outras palavras, há mais ênfase na questão Moda enquanto Negócio do que na questão Moda enquanto Arte.  O livro é fruto de muita investigação por parte dos autores ( de várias nacionalidades ) e permite-nos ficar a conhecer melhor os meandros desta indústria. 
O preço de venda ao público é de 15,00 Euros e é possível comprá-lo aqui:

                                          http://livraria.vidaeconomica.pt/

quinta-feira

Man Booker International

Todos os anos, costumo estar atenta aos vencedores do Nobel da Literatura, do Pulitzer e do Man Booker Prize. Hoje foi anunciado quem levou para casa o Man Booker International, que premeia não um livro mas toda uma obra e acontece de 2 em 2 anos. Philip Roth, o autor de American Pastoral ou The Human Stain é o primeiro americano a poder gabar-se de ter conseguido tal proeza mas a sua vitória não reuniu consenso entre os membros do juri. Há algumas semanas atrás já havia sido anunciado o vencedor do Man Booker, que confere um prémio a um único livro e que acontece anualmente. Esse livro tem o título de A Questão Finkler e foi escrito pela mão de Howard Jacobson. Li uma crítica a elogiá-lo e fiquei com curiosidade. Está na minha lista de próximas aquisições mas ainda vai levar algum tempo a trazer um exemplar para casa. Tenho uma série de livros a aguardarem impacientemente pelo momento em que vou poder agarrar neles. Não posso acrescentar mais um assim sem data para o começo da leitura.  
Nunca li nada do Philip Roth apesar de conhecer alguns dos seus títulos e de saber que ele já tem no curriculum uns quantos prémios importantes, entre os quais o Pulitzer que ganhou em 1998. 
Tenho de pesquisar mais sobre a obra do senhor para ver se vale a pena contribuir para que a conta bancária dele aumente aí uns 15 ou 20 Euros.  

quarta-feira

As Aventuras de Tintin

Vem aí o mais recente filho de Steven Spielberg: As Aventuras de Tintin, o ruivo mais simpático de sempre cuja poupinha no cabelo me faz sempre sorrir. Outros nomes de peso ligados a esta muito aguardada produção, são o de Peter Jackson ( para quem já se esqueceu, é o pai da Trilogia do Senhor dos Aneis ) que chamou a si a missão de Produtor, o de Daniel Craig que tirou férias do James Bond e ainda, o de Jamie Bell que desempenha o papel de protagonista. Jamie, que se tornou famoso com Billy Elliot, tem sabido gerir bem a sua carreira e não foi votado ao esquecimento, tendo entrado em grandes blockbusters como King Kong, Flags of Our Fathers do Clint Eastwood ou Jumper ( este assim um blockbuster mais para os adolescentes ).

A Paramount já deu a conhecer ao mundo o primeiro trailer e os primeiros cartazes. A Portugal o filme só deverá chegar no fim do ano.
Vejam o trailer aqui:


terça-feira

Um reality show fictício

É a melhor definição que se pode dar a esse programa magnífico que tem a unha do Bruno Nogueira. "O último a sair" é dos programas mais inteligentes que acampou na RTP nos últimos tempos. A apresentação do Miguel Guilherme é simplesmente sublime. No entanto, o melhor é sem dúvida a interpretação do Gonçalo Waddington que no outro dia provocou um valente ataque de riso a mim e aos que comigo assistiam ao programa quando ele decidiu tomar duche de triquini. Nem precisou de abrir a boca. A imagem valeu por mil palavras ou melhor, por mil piadas. 
Sempre que vejo um episódio pergunto-me se haverá por aí algum telespectador mais desatento ou ingénuo que ainda não tenha percebido que aquilo não é bem um reality show mas antes uma bela sátira aos reality shows que abundam desde há mais de uma década nos canais televisivos. 
No outro dia, durante um almoço com colegas de trabalho, um deles recordou-nos a todos alguns dos momentos mais marcantes dos reality shows portugueses. Quem não se lembra das cenas de faca e alguidar protagonizadas pela Gisela no Masterplan, senhora que aplicava o vernáculo em 90% das frases que dizia? Quem já esqueceu a virginal Margarida do Bar da TV, cuja mãe, ao vê-la partilhar o quarto com uma outra concorrente que possuía um vibrador, lhe exigiu o regresso imediato a casa em Borba. Argumentos utilizados pela mãe para convencer a filha: " Margarida, eu já não vou à Missa, Margarida. Margarida, o teu pai já não faz a barba, Margarida. Margarida, eu já não vou ao supermercado."  
A Margarida não cedeu mas sosseguem os vossos corações, mãe e filha fizeram as pazes posteriormente. 
Outro programa maravilhoso foi "As Mulheres de A a Zé" uma espécie de concurso onde o Zé Maria, vencedor do primeiro Big Brother, fazia o papel de sultão num harém. A ideia era o Zé de Barrancos escolher a sua Sherazade e ela levar um apartamento como prémio. Não, a história não teve um final feliz. Sultão e Sherazade não ficaram juntos para sempre no T0 oferecido pela TVI.
Eu, que admito, em tempos que já lá vão, dava uma ou outra espreitadinha nestes folhetins da vida real, destaco apenas um momento que muito me emocionou e que foi a paixão do Sérgio e da Verónica no Big Brother 2 ( não estou a ser irónica ). Recordo como se fosse hoje as lágrimas da Teresa Guilherme no directo em que se deu a expulsão da Verónica seguida da saída voluntária do Sérgio. O problema foi quando a mítica apresentadora resolveu mandar vir com o público que se encontrava no estúdio por terem batido palmas à saída da concorrente. Este foi sem dúvidas um dos momentos de maior requinte da televisão portuguesa só comparável à actuação da Bárbara Guimarães como Lady Gaga no recém terminado Portugal Tem Talento. Too much não? 
Sugiro que após a leitura deste texto, se dediquem a uma pesquisa profunda no Youtube sobre estas pérolas.