terça-feira

Cueca sem costura versus Cueca fio dental

O combate do ano na indústria têxtil. Qual delas permite acabar com a duplicação do rabo? Qual delas a mais invisível?
Reza a lenda, que o combate começou há uns bons anos atrás quando muitos empresários do ramo da confecção da roupa interior, antecipando-se à crise que já espreitava, resolveram tomar medidas drásticas e cortar no tecido das cuecas. Foi a morte súbita do cuecão à avó. As cuecas fio dental começaram a aparecer em força, primeiro nas lojas e logo depois nos rabos. Surgiu o debate e a discórdia. Havia quem jurasse que as diminutas peças eram sensuais e confortáveis e havia quem afirmasse sem rodeios que aquilo era tão bera quanto um cinto de castidade de aço e nem o argumento apresentado pelas pró fio dental de que tinham ganho espaço nas gavetas e na máquina de lavar roupa, convenceu as contra fio dental.
Para agradar a gregas e troianas, os designers tiveram de lançar mãos à obra, ou melhor, à cueca e criar algo confortável e invisível a olho nu, sobretudo debaixo de vestidos ou calças colados à pele. A ideia era que a mesma fosse perceptível não ao olhar mas apenas ao toque de alguma mão que se atrevesse a ultrapassar as fronteiras da roupa exterior para chegar à interior.
Aparece então, a cueca sem costura, que quando conjugada com a cor nude, é como o camaleão e funde-se com a cor da pele. Foi a fórmula que permitiu às contra fio dental e ( ao mesmo tempo ) contra cueca da avó, suspirarem de alívio.
E vocemessês, qual a vossa fórmula de eleição?

Cueca sem costura em rabo que passou pelo Photoshop, claro está

Cuecão da avó

Cueca fio dental em rabo que também passou pelo photoshop, claro está



domingo

Pedalar pelas ciclovias de Lisboa

Poderosa e Destemida hoje foram pedalar. Poderosa fez um lifting e não hesitou em mostrar-se ao país e ao mundo. Meteram-se à estrada e percorreram os caminhos entre o Parque das Nações e o Instituto Superior de Agronomia. O percurso faz-se muito bem. Pensava erradamente que entre o Cais do Sodré e Belém, as condições ainda não eram as melhores, mas descobri que andava desactualizada.
As mentalidades estão de facto a mudar. Há cada vez mais adeptos da vida saudável. O número de ciclistas com que nos cruzamos é cada vez maior a cada fim de semana que passa.
Será que em 5 anos já estaremos ao nível de Amesterdão e a bicicleta já será de facto uma opção? um transporte tão usado como o carro? Esta resposta apenas e só, o tempo dará, mas estou confiante e Poderosa e Destemida estão orgulhosas por fazerem parte deste movimento.  

Ontem começou o Masterchef português...

... e como é hábito, teve de haver concorrentes humilhados pelo juri. Eu que não sei cozinhar e digo-o sem rodeios ou vergonha, fiquei indignada com alguns comentários. Passo a explicar o motivo da minha indignação. Num programa como o Ídolos, tanto o juri como o espectador consegue avaliar se o candidato a estrela da musica tem voz de cana rachada ou não, se tem ritmo ou ainda, se sabe a letra da canção principalmente quando é em inglês. Em resumo, profissionais e também amadores percebem com facilidade, se aquela pessoa que teve a coragem de ir às audições, tem evergadura para aquele propósito. No Masterchef, só o juri tem essa capacidade. O espectador está privado de provar as iguarias que os concorrentes vão lá, tão orgulhosos, preparar. Houve um dos jurados que simulou um vómito ao meter o dentinho no prato preparado por uma concorrente. A comida tinha muito bom aspecto e a rapariga foi às lágrimas com o que teve de ouvir. Pensei logo para comigo. Amigo, queres experimentar má comida? Então anda cá a casa que eu preparo-te uma suculenta refeição. Até vais chorar, mas não é por mais, é por menos. Eu diria mesmo que até vais gritar pela mãezinha. No entanto, como trazer o jurado cá a casa parece-me tarefa difícil, tenho um plano mais astuto. Se Maomé não vai à montanha vai a montanha a Maomé. Será esta a ordem de trabalhos. Vou-me deslocar ao restaurante deste chef, pedir um pratinho por ele confeccionado claro está e depois vou pedir o Livro de Reclamações. E vou lá escrever com amor alguns comentários bem desagradáveis. Posso não saber cozinhar mas sei comer. Ah isso sei fazer muito bem. E quando digo que gosto de comer, gosto de um bom prato cheio e não de um pratinho em que a comida está toda delicadamente disposta. E é certo e seguro que é deste tipo de comida que este jurado insensível gosta de preparar. Vou escrever no Livro de Reclamações, formosa e segura, a seguinte frase: saio daqui e vou degustar um belo de um bitoque, pois estou cheia de fome após este montinho de carne ainda viva sobre cama de puré de pera abacate aquecida em forno a 2 graus, sarapintada com ervas aromáticas plantadas num terreno no Tibete e regadas por monges.      

A Semana da Moda de Alta Costura de Paris já começou...

... e o John Galliano não voltou. A Casa Dior colocou o assistente do polémico designer à frente desta colecção dando provas que não pretende " fazer as pazes". Isto prova que de facto, ninguém é insubstituível. Sobretudo quando se trata de alguém que resolveu beber uns copos a mais e num estado de total embriaguez, insultar o próximo e elogiar o homem do bigodinho mais famoso e ridículo da Alemanha e do Mundo. Se havia quem achasse que também com ele, a coisa ia simplesmente cair no esquecimento e o seu regresso seria um pouco ao estilo da história bíblica do Filho Pródigo, como aconteceu com a Kate Moss, talvez agora cheguem à conclusão, que isso se calhar vai levar mais tempo. No caso da Kate Moss, ela como que insultou-se a ela própria, não prejudicou ninguém. Já do John não se pode dizer o mesmo.
Filhos pródigos à parte, como de costume, o momento mais aguardado foi o desfilo da Casa Chanel que goste-se ou não, é Chanel e está tudo dito. A senhora que sempre quis ser fotografada com um cigarro na mão está lá no Além a proteger o seu legado e não deixa o Karl fazer nada que não seja divinal.  




sexta-feira

O 3º Aniversário da Zilian

É oficial. A Zilian vem fazendo as mulheres mais felizes há já 3 anos. Para comemorar a feliz data, houve festa de arromba ontem à noite no Restaurante Terreiro do Paço. A animação estava muito original e muitas caras conhecidas não faltaram à chamada. Para fazer a devida vénia à marca, muitas das ilustres presentes calçaram os seus pés com Zilian's. E eu e a minha amiga Sónia, também, claro está!







Lanidor e a Moody's

Parece que a Lanidor leu os pensamentos de muitos portugueses. Resultado: colocou-os nesta bela t-shirt que será distribuída no dia 15 gratuitamente a 10.000 clientes LA card.

quinta-feira

As agências de rating vistas por uma leiga

Adoro as agências de rating. São para lá de simpáticas. Ainda não percebi muito bem se têm outra função que não seja a de lixar ( e digo-o literalmente, visto que nos classificaram de lixo ) os países que não estão nos seus melhores dias. António Saraiva, Presidente da Confederação da Indústria de Portugal considerou o corte do rating do nosso país " um murro no estômago ". Meus caros, vamos lá chamar as coisas pelos seus verdadeiros nomes. O que nos fizeram não foi um murro no estômago. Eu diria que isto foi uma bela carga de pancada, daquelas em que a vítima já está no chão a tentar proteger as partes sensíveis e continua a ser pontapeado sem dó nem piedade. Bullying - aqui está a melhor palavra para descrever a relação agências de rating / países em dificuldades financeiras. Neste momento, deveria entrar em cena o elemento que desempenha o papel do professor ou do auxiliar de educação que nos tenta defender. Proponho que seja a União Europeia. Boa ideia, não? Começavam por nos proteger a nós e se calhar a agências de rating não só nos desamparavam a loja como desistiam também de importunar os senhores que se seguem na lista, a Espanha e provavelmente, a Itália. 
O mais extraordinário em relação às agências de rating é que, segundo o que li no ionline, as mesmas davam a classificação mais do que positiva de AAA à Lehman Brothers e à AIG nas vésperas destas falirem. Sendo assim, aqui está a pergunta que urge colocar: onde é que paira a vossa credibilidade, meus senhores?