terça-feira

Já me disseram que o chocolate cura tudo. Eu sinto-me obrigada a acrescentar que um geladinho da Häagen Dazs também. Hoje cheguei ao Chiado com uma valente dor nos pés depois de ter caminhado cerca de 1 hora e 25 minutos. Assim que comecei a saborear as minhas doses habituais de Doce de Leite e Strawberry Cheesecake, o milagre deu-se e a dor passou. Recomendo a todos. É analgésico que não precisa de receita médica. E sabe tão bem em dias quentinhos como o de hoje.

    

If you're going to San Francisco...

Hoje uma das minhas melhores amigas foi embora do país. Vai viver para a Califórnia. Por quanto tempo não sei, mas suspeito que por muito. Mais uma relação que vou ter de manter à distância. Ela não quis viver a dela com o seu namorado nesses contornos e vai daí, seguiu-o para onde ele já estava e mudou-se para o outro lado do mundo. Isto resulta do facto do nosso país não ter absorvido dois grandes cérebros como tantas vezes faz. Eles não baixaram os braços e foram para onde lhes dão o devido valor. Infelizmente ou felizmente, este é um fenómeno que se está a repetir demasiadas vezes: ter de deixar a terra lusa para se conseguir mais e melhor. Para se conseguir melhores condições de vida, para se obter mais formação, para se viver uma aventura, para se viver um grande amor, ou simplesmente, para mudar.  
É claro que ver os nossos amigos ou a nossa família partir para longe não tem o mesmo significado que há 20 anos atrás. O mundo está mais pequeno. Os transportes são mais e mais rápidos. Fazer uma viagem de avião já não é aquele luxo quase inalcançável que implicava a escolha da roupa domingueira. E depois há a Internet cuja principal vantagem e função é aproximar as pessoas. Vou poder continuar a contar à minha amiga todos os romances de cordel  deste e  daquele, comentar a vida alheia sobretudo se implica cenas de faca e alguidar, vamos poder dizer piadolas de baixo nível, falar das novas séries de televisão ou descrever o trapo A, B ou C que se adquiriu ao preço da uva mijona. Já me estou a imaginar a tomar café ou um cházinho e a falar com ela no Skype. Ou então o nosso grupo de amigos reunidos ao jantar e ela, devido à diferença horária de menos 8 horas, a almoçar connosco, mais uma vez devido à intervenção de um computador, uma webcam e um microfone.
Como tudo na vida, esta história tem uma vantagem: para o ano que vem já tenho viagem. Califórnia, here I come.
E agora Filomena, aqui fica uma canção em tua honra:

If you're going to San Francisco,
Be sure to wear some flowers in your hair.
If you're going to San Francisco
You're gonna meet some gentle people there

For those who come to San Francisco
Summertime will be a love-in there
In the streets of San Francisco
Gentle people with flowers in their hair

All across the nation such a strange vibration
People in motion
There's a whole generation with a new explanation
People in motion people in motion

For those who come to San Francisco
Be sure to wear some flowers in your hair
If you come to San Francisco
Summertime will be a love-in there

If you come to San Francisco
Summertime will be a love-in there

 

   

domingo

Fazer feliz uma criança...

... é saber dar-lhe as doses certas de amor e carinho e por vezes comprar-lhe, não um presente, mas o presente! Ontem foi dia de provocar sorrisos de felicidade em duas crianças que fazem parte da minha existência. A filha de um casal meu amigo e o meu sobrinho receberam, respectivamente, um aquário com um peixinho dourado e uma bicicleta.  Aqueles instantes em que se recebe o primeiro peixinho e a primeira bicicleta deveriam fazer parte do quadro de honra dos melhores primeiros momentos da vida de toda a gente. Na minha humilde opinião, deveriam constar outros como:  a primeira ida à praia ver o mar, a primeira ida ao cinema, a primeira mousse de chocolate, a primeira paixão assolapada seguida do primeiro beijo (normalmente, não é uma boa experiência, não se ouvem sininhos, nem se vêm borboletas, é algo assim bizarro que é suposto ser romântico, só mais tarde, felizmente, é que a coisa se compõe), a primeira bebedeira, a primeira vez que se conduz um carro, o primeiro salário, a primeira vez apenas e tão só. 
Lembro-me do meu primeiro peixe e da sensação relaxante que me dava a simples acção de observá-lo a nadar no seu T1 (o aquário era daqueles redondos e pequenos). Gostava tanto dele que estou convencida que o matei por amor excessivo. Ignorava na altura (e a minha mãe também, aliás a culpa é mais dela do que a minha porque eu era menor e ela não) que não se pode dar quantidades grandes ou mesmo pequenas de comida aos peixes. A quantidade certa deverá ser próxima da microscópica e só deve ser dada uma vez por dia. Alimentação em excesso é mortal para os peixitos.  
A minha primeira bicicleta só me foi parar às mãos aos 12 anos e ainda vive. Era (e é) uma BMX amarela e vermelha e mal chegava com os pés ao chão. Aprendi a dominá-la nas férias de Verão em casa da minha avó. Ainda hoje, apesar de andar na minha Destemida todos os fins de semana, bicicleta é coisa que estará sempre associada a férias de Verão. O que me lembro melhor daquela altura é da vergonha que sentia quando caía e algum miudo passava por mim mesmo no momento do espalho. Era tão humilhante ver aquele sorrisinho de escárnio.
Duas crianças ganharam o dia ontem. Agora há que ganhar os que se seguirão desfrutando ao máximo do peixe dourado e do veículo de duas rodas.
Às vezes a felicidade está nas coisas mais simples.        

sexta-feira

Esse Templo que é a Zara

Estive a reflectir profundamente ( de tal forma que quase levitei ) e concluí que é nos meses de Fevereiro e Agosto que a minha conta bancária sofre desfalques mais tímidos. E porquê, perguntam as vozes interessadas no tema? Porque, está claro, os trapos à venda nas lojas dividem-se em duas categorias -  os restos dos saldos, ou as novas colecções - e não tenho desejos de adquirir nem aquilo que ninguém quis e nem camisolas de gola alta em pleno Agosto! 
Tinha sido sempre assim. A minha pessoa, transbordando de orgulho, até comentou muitas vezes com os seus botões fashion: tanto dinheiro poupado que estava destinado a ser mal gasto!
Hoje um erro foi cometido e a tradição poderá ser quebrada. O perigo espreita. E a culpada é essa cadeia de lojas que Amancio Ortega criou para alegrar e ao mesmo tempo desgraçar o mulherio. Pois a história reza assim: depois de um dia de trabalho intenso, resolvi ir passear-me pela dita. Ao estudar a nova colecção, apercebi-me de coisas bem catitas que ainda são bastante adequadas à estação quente. E começaram logo ali as arritmias. 
As fotos que se encontram na Zara online não fazem jus ao que por lá vi. Sobretudo no caso destas calças largas verdes que aqui parecem umas calças de pijama. Bastante mais bonitas ao vivo:

  As saias que aqui vos mostro também são bem mais interessantes quando vistas e apalpadas in loco.



E estas calcinhas, hã? Ai que devem assentar tão bem sobre o pelo.



Por fim, dois vestidos com potencial:




quinta-feira

Mais um casamento real em Inglaterra

Desta vez foi Zara Phillips, a neta mais velha da Rainha, que deu o nó. Novo desfile de chapéus originais. No entanto, as filhas do Principe André que surpreenderam no casamento do primo William, foram mais contidas desta vez. A Kate também lá estava, irrepreensível como sempre. Não me parece é que esteja com 43 Kilos como apregoam algumas capas de revista.  



Tenho um novo amigo, um Smartphone

Hoje recebi o meu primeiro Smartphone. Assim que lhe pus a vista em cima, fui atormentada por suspeitas de que a nossa relação não ia ser pacífica. Tenho que cá para mim não sou smart o suficiente para um smartphone. Logo ao primeiro contacto- a simples tentativa de colocar o cartão - a coisa correu mal. E lá tive de recorrer ao livro de instruções, que é coisa que nunca pensei que precisasse. Um telemóvel sempre foi para mim bicho simples de domesticar. Mas parece que um smartphone não é um telemóvel qualquer. É máquina aristocrata que até vem com um pequeno CD e muito acessório bonito. Além disso, tem máquina fotográfica com muitos mega pixeis e 16 GB de Memória e dá para ouvir musica e béu béu, pardais ao ninho... Não vou dar uso nem a metade das funções xpto do brinquedo. Telemóvel para mim é para telefonar e para enviar e receber mensagens quando o saldo está curto. Quanto muito vou usar a máquina fotográfica para registar looks ou momentos que mereçam ficar para a posteridade. E vá, também vou experimentar a cena da musica. Se me vir aflita posso sempre recorrer aos ensinamentos de algum adolescente. Os adolescentes dominam os gadgets que por sua vez dominam o mundo.  



quarta-feira

Programas de culinária

Jamie Oliver, Nigella, Miss Dahl e claro, a Bimby têm provocado em mim alguma curiosidade sobre esse mundo colorido e cheio de odores que é a culinária. A verdade é que sei muito pouco sobre o tema. Faço umas sobremesas muito de vez em quando que até correm bem, mas quando se trata de confeccionar comida a sério, a coisa sai sempre mal. Muitos já tentaram corrigir, sem qualquer sucesso, essa falha que não me deixa ser uma fada do lar comme il faut.
Em tempos, no meu aniversário, até me foi ofertado este belo livro que ensina desde o básico ( estrelar um ovo ) até algo mais elaborado ( assar um frango ). Confesso, coberta pela vergonha, que ainda não lhe dei o devido uso e nem ovos foram estrelados, nem frangos assados.  


Entretanto, mais recentemente, a Bimby entrou na minha vida. Tal como sucede com qualquer brinquedo novo, no início a Bimby foi diariamente manuseada, acarinhada, rodeada de todo o tipo de atenções e sujeita a vários e variados elogios. Hoje, vive num cantinho, coberta por um pequeno pano tentando em vão não ser invadida pelo pó. Uma vez que a sua visão me recorda a fortuna que me custou, estou empenhada em fazê-la regressar aos tempos de glória e voltar a dar-lhe o uso que ela merece. Assim sendo, decisão tomada hoje: logo que tenha a minha cozinha pronta, vou torná-la num laboratório e iniciar todo um ciclo de experiências culinárias. Posto isto e face à minha aptidão para o desastre neste campo, podeis todos começar a rezar as vossas preces mais fortes para que acidentes não ocorram e eu saia ilesa desta minha aventura radical.