Férias para a minha humilde pessoa significa sobretudo, ler muito mais do que os habituais 15 minutos diários antes de iniciar o sono de beleza. Significa devorar livros. Na praia, no campo, em casa, num jardim ou num café num centro comercial. Desde que iniciei o repouso do guerreiro a semana passada, já terminei "A Fada do Lar" e já vou a meio de Dom Casmurro. O primeiro foi uma surpresa muito agradável. Da autoria de Sophie Kinsella a mesma de "Louca por Compras" (que foi inclusive adaptado ao cinema), o livro é uma comédia romântica daquelas que eu estava mesmo a precisar. Uma boa história, simples, bem escrita, com alguns momentos hilariantes sobre uma advogada brilhante de Londres que devido a um erro, abandona a sua carreira stressante e muda radicalmente de vida ao tornar-se governanta numa mansão na província.
Às vezes é isto que procuro, uma narrativa com princípio, meio e fim, contada de forma coerente, sem analepses e prolepses, sem quinhentas vozes a contá-la, sem descrições absurdas, sem diálogos filosóficos enfiados assim a meio de um capítulo, só porque é moderno e fica bem e dá um tom todo intelectualoide a um livro. Graças ao Divino ainda há escritores que são mais comerciais que outros e que se preocupam mais com o conteúdo da história que estão a contar do que com a forma da mesma. Sou defensora que em todas as formas de arte, a genialidade também deve ser atribuída à simplicidade. Por vezes os autores estão tão centrados na inovação na literatura, no cinema e sobretudo na pintura que a verdadeira função destes, entreter e agradar, acaba por cair no esquecimento.
"Dom Casmurro" é da autoria de Machado de Assis, escritor brasileiro do século XIX e um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. Lembro-me de ter visto uma telenovela há uns 20 anos atrás que se chamava Helena baseada numa obra dele com igual título. Há muito tempo que não me passava literatura brasileira pelas mãos. Um dos muitos livros do Jorge Amado - uma injustiça nunca ter recebido um Nobel - deve ter sido o último. A ver vamos o que vai sair de "Dom Casmurro". Enredo romântico é certamente. Pelo menos, já posso dizer que adoro os nomes dos protagonistas: Bentinho e Capitu.
Às vezes é isto que procuro, uma narrativa com princípio, meio e fim, contada de forma coerente, sem analepses e prolepses, sem quinhentas vozes a contá-la, sem descrições absurdas, sem diálogos filosóficos enfiados assim a meio de um capítulo, só porque é moderno e fica bem e dá um tom todo intelectualoide a um livro. Graças ao Divino ainda há escritores que são mais comerciais que outros e que se preocupam mais com o conteúdo da história que estão a contar do que com a forma da mesma. Sou defensora que em todas as formas de arte, a genialidade também deve ser atribuída à simplicidade. Por vezes os autores estão tão centrados na inovação na literatura, no cinema e sobretudo na pintura que a verdadeira função destes, entreter e agradar, acaba por cair no esquecimento.
"Dom Casmurro" é da autoria de Machado de Assis, escritor brasileiro do século XIX e um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. Lembro-me de ter visto uma telenovela há uns 20 anos atrás que se chamava Helena baseada numa obra dele com igual título. Há muito tempo que não me passava literatura brasileira pelas mãos. Um dos muitos livros do Jorge Amado - uma injustiça nunca ter recebido um Nobel - deve ter sido o último. A ver vamos o que vai sair de "Dom Casmurro". Enredo romântico é certamente. Pelo menos, já posso dizer que adoro os nomes dos protagonistas: Bentinho e Capitu.





