Mesmo enclausurada no espírito zen do campo, mesmo com reduzido acesso à Internet, mesmo retirada do stress da cidade grande, mesmo sem ver uma loja decente há mais de 5 dias, mesmo com calçado limitado a chinela de enfiar no dedo, a moda nunca me abandona e as notícias chegam até mim. A Fashion's Night Out Lisboa 2011 já tem data marcada. 8 de Setembro é o grande dia, ou melhor, a grande noite e se for como no ano passado, não hesitarei em percorrer todas as belas lojinhas da Av. da Liberdade. No Facebook, as marcas já anunciaram as promoções, animações e brindes que vão disponibilizar aos clientes. Eu vou passar obrigatoriamente pela Loewe. O ano passado estavam a distribuir gratuitamente, repito, gratuitamente porta-moedas cujo preço de venda ao público era de 190 Euros. Aqui vai uma foto do precioso brinde em várias cores. O meu era em amarelo.
terça-feira
domingo
Férias = Mais leitura
Férias para a minha humilde pessoa significa sobretudo, ler muito mais do que os habituais 15 minutos diários antes de iniciar o sono de beleza. Significa devorar livros. Na praia, no campo, em casa, num jardim ou num café num centro comercial. Desde que iniciei o repouso do guerreiro a semana passada, já terminei "A Fada do Lar" e já vou a meio de Dom Casmurro. O primeiro foi uma surpresa muito agradável. Da autoria de Sophie Kinsella a mesma de "Louca por Compras" (que foi inclusive adaptado ao cinema), o livro é uma comédia romântica daquelas que eu estava mesmo a precisar. Uma boa história, simples, bem escrita, com alguns momentos hilariantes sobre uma advogada brilhante de Londres que devido a um erro, abandona a sua carreira stressante e muda radicalmente de vida ao tornar-se governanta numa mansão na província.
Às vezes é isto que procuro, uma narrativa com princípio, meio e fim, contada de forma coerente, sem analepses e prolepses, sem quinhentas vozes a contá-la, sem descrições absurdas, sem diálogos filosóficos enfiados assim a meio de um capítulo, só porque é moderno e fica bem e dá um tom todo intelectualoide a um livro. Graças ao Divino ainda há escritores que são mais comerciais que outros e que se preocupam mais com o conteúdo da história que estão a contar do que com a forma da mesma. Sou defensora que em todas as formas de arte, a genialidade também deve ser atribuída à simplicidade. Por vezes os autores estão tão centrados na inovação na literatura, no cinema e sobretudo na pintura que a verdadeira função destes, entreter e agradar, acaba por cair no esquecimento.
"Dom Casmurro" é da autoria de Machado de Assis, escritor brasileiro do século XIX e um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. Lembro-me de ter visto uma telenovela há uns 20 anos atrás que se chamava Helena baseada numa obra dele com igual título. Há muito tempo que não me passava literatura brasileira pelas mãos. Um dos muitos livros do Jorge Amado - uma injustiça nunca ter recebido um Nobel - deve ter sido o último. A ver vamos o que vai sair de "Dom Casmurro". Enredo romântico é certamente. Pelo menos, já posso dizer que adoro os nomes dos protagonistas: Bentinho e Capitu.
Às vezes é isto que procuro, uma narrativa com princípio, meio e fim, contada de forma coerente, sem analepses e prolepses, sem quinhentas vozes a contá-la, sem descrições absurdas, sem diálogos filosóficos enfiados assim a meio de um capítulo, só porque é moderno e fica bem e dá um tom todo intelectualoide a um livro. Graças ao Divino ainda há escritores que são mais comerciais que outros e que se preocupam mais com o conteúdo da história que estão a contar do que com a forma da mesma. Sou defensora que em todas as formas de arte, a genialidade também deve ser atribuída à simplicidade. Por vezes os autores estão tão centrados na inovação na literatura, no cinema e sobretudo na pintura que a verdadeira função destes, entreter e agradar, acaba por cair no esquecimento.
"Dom Casmurro" é da autoria de Machado de Assis, escritor brasileiro do século XIX e um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. Lembro-me de ter visto uma telenovela há uns 20 anos atrás que se chamava Helena baseada numa obra dele com igual título. Há muito tempo que não me passava literatura brasileira pelas mãos. Um dos muitos livros do Jorge Amado - uma injustiça nunca ter recebido um Nobel - deve ter sido o último. A ver vamos o que vai sair de "Dom Casmurro". Enredo romântico é certamente. Pelo menos, já posso dizer que adoro os nomes dos protagonistas: Bentinho e Capitu.
sexta-feira
Esta malinha amarela da H&M tem o seu charme
Faz parte da nova colecção. Nunca pensei piscar o olho a uma mala desta cor mas uma vez que o preço é muito atractivo, 19.90 €, acho que vou adquiri-la rapidamente. Não vá o IVA subir ;)
quinta-feira
A Conspiradora
A publicidade ao filme realizado por Robert Redford foi pouca ou nenhuma. Soube da existência dele nas salas de cinema pela voz de uma amiga que me disse que gostou muito. Eu, pela minha parte, gostei logo do elenco quando fui fazer a devida investigação no IMDB. James McAvoy, que já nos começa a habituar a filmes de época, lidera um colectivo de actores como Robin Wright ( ex Penn ), Kevin Kline, que está irreconhecível, de tal forma que só me apercebi da presença dele no genérico final, Tom Wilkinson, Evan Rachel Wood ou Justin Long.
O tema central é o assassinato do Presidente Abraham Lincoln no rescaldo da Guerra Cívil norte-americana. Os conspiradores são capturados e julgados. Entre os acusados, encontra-se Mary Surratt, mãe de um dos envolvidos e por isso, acusada injustamente de participar nos planos que levaram à morte do Presidente e à tentativa de homicídio de outras figuras importantes. McAvoy representa o papel do seu advogado de defesa, que começa por recusar a ingrata tarefa, mas que posteriormente, faz uso de todos os seus esforços para provar a inocência da sua cliente.
O filme mostra-nos um episódio da História dos EUA mas mostra-nos sobretudo como se pode manipular a justiça e como, quando um grupo de homens poderosos decide o destino de alguém, nada os impedirá, nem mesmo a Constituição.
Há muito tempo que não via nada saído das mãos de Robert Redford. A última vez tinha sido em O Encantador de Cavalos, onde foi actor e realizador. Quem não se lembra do filme de 1998 com uma Scarlett Johansson ainda miuda? A verdade é que não me parece que ele tenha perdido o jeito. O filme está mesmo muito bom. E agradeço a quem de direito ter tido a possibilidade de ver um filme com qualidade nestes meses de Verão em que às vezes o cartaz não é dos melhores.
Agora só me falta ver os Harry Potter's todos de uma assentada em casa para poder ver no grande ecrã o último da saga.
quarta-feira
E ainda sobre os gelados da Häagen Dazs...
Hoje traí-os. É verdade, confesso. Fui à concorrência. Mas não houve como resistir. Vinda da praia do Estoril, saí no Cais do Sodré e resolvi passear mais uma vez pelo Chiado (para o qual me parece que se mudaram centenas de espanhois, franceses e italianos). E os meus olhos captaram a Santini. E daí a ter um cone com dois sabores na mão foi um passo e a entrega de 2,50 euros.
Este manjar pode ser descrito em 3 palavras: Di-vi-nal!
Este manjar pode ser descrito em 3 palavras: Di-vi-nal!
Por estas horas já tenho mais um buraquinho de celulite no rabo com o cartaz "gelado da Santini repousa aqui". Mas não faz mal. Este fim de semana já vou dar umas valentes pedaladas na minha Destemida e a coisa será devidamente escondida.
Ainda sobre Londres...
Acabei de ouvir na televisão um "cavalheiro" dizer que se alguém se desse ao trabalho de perguntar porque é que aquilo está a acontecer, a reposta dos revoltosos seria algo como: " I don't have a job, man. I don't have a job and I'm broke, man."
E vai daí, está a partir as montras da Miss Selfridge, a pegar fogo a carros e a pilhar o supermercado da esquina mais próxima.
Suspeito que está para breve uma pequena alteração nesta frase tão profunda. Já estou a ouvir os heróis a dizer: "I was broke before, now I am arrested, man."
Melhor falido que preso, não senhores? Vamos lá tomar um Xanax, dar umas braçadas numa piscina de 50 metros ou beber um leitinho quente com mel para acalmar esses ânimos, sim?
E o que está a acontecer em Londres?
E quando todos pensávamos que é só em Portugal e na Grécia que há gente descontente, eis que na suposta pacata Londres, o pessoal resolve revoltar-se à grande, à semelhança do que já havia acontecido há uns anos em Paris. Fofos ingleses e franceses, não quero substimar as vossas dores, até porque lá diz a sabedoria popular - com os males dos outros posso eu bem - mas é assim, quereis desemprego a sério e um salário mínimo mesmo mínimo? Então vinde para a terra lusa e já sabereis o que é bom para a tosse.
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