quarta-feira

Concertos e espectáculos "grátes"

A minha amiga Mafalda é perita em assistir a um bom espectáculo à borla. Ela sabe sempre onde eles estão a acontecer. Na 2ª feira contou-me que tinha estado a assistir a uns concertos no Largo do Intendente que fazem parte do Festival Todos, Caminhada de Culturas. Os Terrakota passaram por lá mas sucesso, sucesso, fez a estreia da Orquestra Todos, composta por 15 musicos de várias nacionalidades e de diferentes estilos. Um italiano, um brasileiro, um romeno, uma portuguesa, indianos, africanos, entre outros. Todos juntos numa Orquestra única dirigida por Mario Tronco e apoiada pela Fundação Calouste Gulbenkian. Hoje deu uma reportagem sobre eles no Telejornal e fiquei mais interessada na banda, chamemos-lhe assim, ao saber que alguns musicos eram cantores de rua como Ali ( acho que se escreve assim o nome dele ), romeno cigano que além de cantar, também dança num estilo muito próprio e inconfundível.
A ver vamos se temos artista(s).


terça-feira

Já temos Miss Universo...

Os concursos de beleza, sobretudo os internacionais, foram sempre seguidos por mim até aí há uns dez anos com interesse e sofrimento. Interesse por causa dos vestidos, sofrimento por causa das candidatas portuguesas. Sempre lhes dediquei uma prece para que ganhassem pelo menos o título de Miss Simpatia. Os turistas sempre disseram que somos tão simpáticos que eu sempre alimentei a esperança de que pelo menos essa faixa, uma Miss Portugal traria para a terra lusa cheia de orgulho da sua menina. 
Nunca aconteceu.
As nossas adolescentes de 17 / 18 anitos ainda a terminarem o Secundário passaram sempre despercebidas quando misturadas com as mulheres feitas dos EUA, com as belezas exóticas da Índia  ou com as boazonas da América Latina, que começam desde pequeninas a torcer o pepino, que é como quem diz, a fazer umas plásticas precoces, a colocar umas extensões, a aprender a desfilar com graciosidade. Por outras palavras, todo um Doutoramento em " Como papar tudo o que é concurso de beleza e de preferência trazer a tiara para casa ".
Este ano, lágrimas saltaram dos meus olhos, ao verificar com assombro que não só a Miss Universo 2011 fala português ( é Angolana ) como a nossa tuguinha Laura Gonçalves ficou entre as 10 finalistas. Mais motivos de emoção: a candidata portuguesa tem 22 anos e é licenciada em Gestão de Empresas. Não será por isso que pela primeira vez fomos longe na competição? pergunto-me cofiando o queixo. Talvez mandar para o concurso propriedade do Donald Trump, alguém com mais uns aninhos e sendo assim, mais experiência de vida, possa ser uma mais valia, não? 
Fica a sugestão. Para a próxima, ou melhor, próximas, em vez de jovens púberes, sugiro mulheres com M grande. Mas sem pêlo na venta. Isso é que não! 




   
Agora a pergunta que não quer calar: alguém por aí sabia que tínhamos uma Miss Portugal este ano?
Devido a um daqueles fenómenos que só os informáticos sabem explicar, deixo de conseguir aceder à rede da minha empresa a partir das 18h00-18h15. Perante esta adversidade, logicamente, não consigo trabalhar. Os peritos na matéria poderão apresentar-me um sem número de explicações credíveis mas eu tenho a minha própria teoria. Suspeito que o meu computador conhece as minhas necessidades e os meus desejos mais secretos. Arrisco afirmar, que até mais do que o meu homem. E quando se tem um computador assim, de que é que uma mulher precisa mais para ser feliz? 

segunda-feira

As grandes séries estão de volta!

A nova temporada da The Good Wife já aí está. Os Kennedys começam hoje na Foxlife e no próximo Domingo temos à disposição mais uma adaptação das célebres histórias do Rei Artur, de Merlin, de Morgana e dos Cavaleiros da Távola Redonda.
No que se refere aos Kennedys, interessa-me sobretudo o pedaço de História dos EUA e de um dos seus líderes mais carismáticos a que vou poder ter acesso. O cinema e a televisão ajudam sempre a conhecer factos, desde que se seja fiel aos acontecimentos históricos. Destaque para a presença de Katie Holmes na série representando Jackie Kennedy. O regresso da actriz numa personagem de peso, o que deve ter constituído o principal motivo para Tom Cruise e a sua adorada igreja terem dado o seu aval.
Em relação à série Camelot, pergunto-me que versão vem aí. Existem centenas de livros que contam as lendas do Rei Artur e dos que lhe são mais proximos. O meu preferido será sempre As Brumas de Avalon que exprime a visão das personagens femininas e no qual ( penso, que pela primeira vez ) a Morgana aparece como sendo "boazinha". Pelo que já li sobre Camelot, a meia-irmã do Rei Artur está de acordo com todas as outras versões e chama a si o papel de vilã. Destaque para a presença dos actores Eva Green e Robert Fiennes, assíduos do grande ecrã e não tanto do pequeno ecrã.



domingo

One Day / Um Dia - um filme fabuloso...

... que me derrubou pela beleza dos diálogos, pela simplicidade e ao mesmo tempo pela genialidade da história, pela interpretação da Anne Hathaway e do Jim Sturgess, que estão cada vez mais bem posicionados na minha lista de actores preferidos.
Um Dia conta a história de um casal que se conhece ( melhor ) na noite da graduação de ambos, dia 15 de Julho de 1988. Todo o filme percorre esse mesmo dia 15/07 nos 20 anos que se seguem. Às vezes juntos, às vezes longe um do outro, por imposição do destino ou por escolha de ambos, a verdade é que em momento algum as personagens deixam de estar presentes na vida um do outro. Um Dia descreve um amor adiado mas que nunca morre, apesar do tempo mal aproveitado em prol desse mesmo amor. 
David Nicholls, autor do livro e do argumento do filme, criou uma história comovente, capaz de convencer até os mais cépticos no que se refere a romance. 
Pontuação máxima para o guarda-roupa realista que recriou com tal precisão as tendências dos anos 90  que por vezes chegou a colocar em risco a beleza da Anne Hathaway ( muito feios os aros dos óculos da Emma ). Aqui fica o trailer:

       

E continuando com o tema das crianças...

Uma antiga colega minha teve uma ideia simplesmente brilhante que já lhe deu honras de um artigo na Time Out. A Eunice tem duas filhas. Quando a mais nova nasceu, a mais velha não lidou muito bem com a situação e sentiu, por algum motivo que só as crianças sabem explicar, que os pais já não gostavam mais dela. Após várias tentativas sem sucesso, a Eunice decidiu contar-lhe uma história sobre uma criança que ia ter um irmão. De forma a tornar a história mais convincente a Eunice tornou a sua própria filha a protagonista da história e acrescentou alguns pormenores que fazem parte da vida real da família. E o problema resolveu-se. Assim, de repente, provavelmente devido àquela magia própria que as histórias infantis guardam em si.
Mais tarde a Eunice decidiu pegar naquela ideia e fazê-la chegar a mais pais com situações semelhantes. Diz o artigo da Time Out da autoria de Catarina Figueira:

" Com o problema superado, Eunice só voltou a pensar na ideia das histórias “terapêuticas” em Março deste ano, quando o trabalho na agência de Publicidade e Marketing onde estava empregada abrandou, dando-lhe tempo de sobra para escrever as primeiras histórias por encomenda. No blog que criou – Era uma vez a história que sonhou – dividiu-as em três categorias: Histórias que ajudam; Histórias para guardar no coração; histórias com Histórias.
As primeiras, as tais que lidam com as fragilidades da criança, são até agora as mais requisitadas; as segundas pretendem assinalar algo especial, como uma data a recordar (um baptizado, um aniversário), o agradecimento a uma avó ou a uma professora ou, no caso dos adultos, um pedido de casamento original ou o anúncio de uma gravidez; finalmente as histórias com História pretendem ser pequenas lições da disciplina fora dos bancos da escola. Eunice lembrou-se desta categoria quando andava à procura da história do Palácio da Pena para contar à filha e tudo o que encontrou foram datas, descrições e factos incapazes de prender a atenção de uma criança.
Depois de receber o briefing do cliente, Eunice senta-se ao computador e começa a idealizar a história à medida. Quanto maior for o volume de informação que tiver na sua posse (nomes, situações, detalhes familiares e de amizade), melhor. “Ao recriarmos o ambiente real da vida da criança há uma elevada identificação com o texto e com as ilustrações e isso potencia a concretização do objectivo da história”, explica a autora, que acredita que as histórias têm capacidade para gerar diálogo, expor fragilidades e criar cumplicidades.
Uma hora é em regra quanto basta para alinhavar o texto do livro, que em média tem oito páginas. Depois de aprovados os conteúdos pela pessoa que encomendou o serviço, é a vez de passar a bola à ilustradora Gabriela Bonito. No caso das histórias que ajudam, a situação é previamente exposta a uma psicóloga e psicoterapeuta de crianças e adolescentes, Rute Agulhas, cujas dicas e conselhos Eunice transforma em palavras, “usando um tom lúdico e nunca invasivo”. Sem pretender substituir-se a um especialista, admite que a maior recompensa é quando a sua história ajuda a resolver um problema que não ia lá com conversas.
Fã incondicional das palavras escritas, Eunice já imaginou uma Fada da Paciência numa história para uma menina que teve de estar várias semanas imobilizada em casa depois de ser operada aos tendões. Noutro livro pôs as conchinhas da Praia da Ericeira a ajudarem um menino a deixar as fraldas num livro a que deu o título de “O dia amarelo do Gui”.
Todas as histórias são enviadas aos clientes através de um link ou encadernadas em livro, que é expedido pelo correio no prazo de duas a três semanas. Os preços oscilam entre os 19,90€ e os 29,90€. Por estes valores, é garantida a recepção de uma história única, original e personalizada. Enquanto se ocupa a “costurar” histórias feitas à medida de outras crianças, Eunice tem à espera uma cliente especial: a filha Matilde, que reclama uma história sobre uma menina canhota que escreve da direita para a esquerda. Uma história feita à sua própria medida. "

Consultem o blog pois é fabuloso:

http://eraumavezahistoriaquesonhou.blogspot.com/
As grandes ideias merecem ser divulgadas.

Mães com estilo...

... ainda bem que as há! Há uns dias fotografei uma que ainda transporta a sua respectiva criança. Esta cuja imagem hoje aqui coloco, fez com que 2 lindos meninos vissem a luz do dia há 2 anos atrás. Ontem foi a festa de aniversário e ela lá foi no seu melhor. E eles também, mas a máquina fotográfica estava sem bateria e não foi possível registar os outfits juniors. Fica então só a foto da progenitora para a posteridade.