domingo

Querido Pai Natal

Faltam exactamente 3 meses para o Natal. Esta é a minha carta com os meus pedidos. Vai com uma certa antecedência porque sou adepta do " não deixes para amanhã o que podes fazer hoje ". 
Devido à crise, aposto que o teu orçamento vai sofrer cortes. Espero, no entanto, que chegue para me ofertares um destes. Tenho sido boa menina, como todos os dias a sopa e obedeço à minha mãe. Vá lá, põe já um duende a tratar deste assunto. Eu e o departamento de acessórios da Michael Kors agradecemos.





Meia Noite em Paris de Woody Allen

Woody, este filme sim, não engana ninguém, tem mesmo a tua assinatura.
Owen Wilson foi o escolhido para protagonista. Se fosse há uns bons anos atrás, o próprio realizador teria chamado para si esta missão. Aqui, como tem acontecido ultimamente, ficou-se por um lugar atrás das câmaras. Nem sequer nos deu o prazer de uma pequena participação especial.
Meia noite em Paris é um filme que nos transporta para o passado da capital francesa numa altura em que a mesma se encontra repleta pelos nomes mais sonantes da Literatura, Pintura e Musica como Ernest Hemingway, Pablo Picasso ou Cole Porter. A comédia poderá no entanto não ser tão "comediante" se a pessoa não tiver alguma bagagem cultural para reconhecer alguns desses mesmos nomes. Gertrude Stein ( personagem interpretada por Kathy Bates ), por exemplo, não é propriamente alguém de que se ouça falar muito na escola, inclusive no secundário. Quem, no entanto, tenha tido a bela disciplina de Cultura e Literatura Norte-Americana na Faculdade, como a minha pessoa, poderá saber que a senhora foi uma escritora muito importante lá nos States. 
Na sala de cinema do Londres onde vi o filme havia uma fila só com adolescentes. Não me parece que tenham percebido as piadas sobre Dali ( interpretado por Adrien Brody ) ou tenham reconhecido os nomes de T.S Eliot, Modigliani ou Toulouse-Lautrec. Eu pela minha parte tive que ir ver ao Google quem eram Luis Buñel ou Man Ray. Descobri que o primeiro foi um importante realizador de cinema espanhol e o segundo, conhecido por inovações artísticas na área da fotografia nos anos 20. 
Em suma, um filme com aquela graça woodyana que nos faz pensar que o dinheiro do bilhete foi muito bem gasto. 
      

sábado

Os brindes das revistas

Continuando com o tema das revistas, ontem recebi a Máxima. Assim que verifiquei o brinde deste mês, os meus olhos brilharam. Está na Moda as revistas de Moda trazerem sempre um presentinho. Ele é amaciadores, ele é sacos de desporto, ele é cremes, ele é blocos de notas, ele é vernizes, ele é desodorizantes. Eu cá, gosto! Uma vez o "anexo" foi um belo protector solar para o cabelo que usei o Verão inteiro. O Marketing resultou. Este ano comprei-o para usá-lo novamente. 
A edição de Outubro da Máxima presenteia os seus leitores com um saco de fim de semana ( ou de desporto ) da Pepe Jeans. Giro e útil. Só que desta vez, o Marketing não me apresentou algo que desconhecia. Para mim a Pepe Jeans dispensa apresentações. As calças de ganga da marca assentam sempre bem, sejam elas modelo justo ou modelo largo. De qualquer forma, questões de publicidade à parte, é grátis, logo venha ele.

       

quarta-feira

A Exame

Sou leitora assídua de várias revistas. A Vogue ou a Máxima por causa do tema da Moda, a Sábado porque tem reportagens interessantes sobre tudo e mais alguma coisa ( tendo substituído a Visão na minha lista de favoritas quando esta resolveu abusar no número de capas com a palavra "crise" ). Confesso que também leio a espanhola Hola ( não IHola, como muitos acham, pois o símbolo i antes do H é um ponto de exclamação ao contrário ) porque a minha mãe gosta de a comprar e há sempre um exemplar lá por casa. 
Depois há a Exame, a única que me faz sonhar. 
Mensalmente leio as entrevistas / testemunhos dos grandes gestores e dos seus feitos extraordinários para aumentar os resultados das empresas pelas quais são responsáveis. Mensalmente leio como este ou aquele teve uma ideia genial para iniciar um negócio e actualmente, não só as portas continuam abertas, como a empresa cresceu e já dá emprego a um considerável número de pessoas. Mensalmente leio como algumas empresas 100% nacionais já estão a pensar na internacionalização. Mensalmente leio casos de sucesso que me fazem pensar e lá está, sonhar. Sonhar que também eu um dia poderei ter uma ideia brilhante que resulte num negócio igualmente brilhante. Algo que implique um investimento de entrada pequeno para não desistir logo à partida. Algo que me traga um retorno rápido. Algo de que eu goste. 
Ou então, esquecer os sonhos de criar a minha empresa e substituí-los pelos de estar à frente de uma que não minha, para que eu possa ajudar ao seu desenvolvimento, a ter sucesso, a se destacar cá dentro e lá fora. Porque isso seria igualmente bom. Para mim, é grande a satisfação que se obtém quando se ajuda uma empresa a ser bem sucedida. Criam-se postos de trabalho, gera-se a possibilidade de conceder a um determinado número de famílias, o acesso a algum conforto. Se são cargos bons porque os salários são altos? É verdade sim senhor. Mas também é verdade que as responsabilidades são altas. E que quem está disposto a assumi-las pode deitar-se todos os dias com valentes dores de cabeça: com o cliente x que já não paga as facturas há mais de 6 meses; com o fornecedor y que não entregou as matérias-primas a tempo e logo não será possível cumprirmos com os prazos com que nos comprometemos; com o colaborador z que coloca baixa atrás de baixa e os colegas reclamam porque é preciso fazer o trabalho dele. 
Um bom gestor tem sempre trabalho de casa, tem sempre de zelar pelo sucesso da sua equipa para que ele próprio tenha sucesso, tem sempre de se lembrar que não é a empresa que é um ser vivo mas as pessoas que a compõem. E para que essas pessoas trabalhem satisfeitas, há que ouvi-las, há que respeitá-las, há que entender os sinais que elas enviam. E quando necessário, porque às vezes acontece, há que lembrá-las que estão ali para trabalhar e não para fingirem que o fazem, pois ao fazerem-no estão a colocar em risco todos os outros.     

segunda-feira

Dia 18 de Novembro estreia a última parte da saga "Twilight". Indivíduos do sexo masculino e sobretudo feminino, de todo o mundo, na faixa etária dos 12 aos 18 anos, vão dirigir-se a passos largos para os cinemas mais próximos. E eu também, permitem-me que acrescente. Admito sem medos e sem tabus, de peito aberto, que adoro um bom romance adolescente.
É verdade, sim senhor. Gostei dos filmes anteriores, apesar de achar que a vampirada é um pouco dada ao drama. Além disso não me conformo com o facto de a Bella andar sempre muito mal arranjadinha, sobretudo quando está lado a lado com as vampiras estilosas. Tirando estes defeitos, gosto da fórmula herói salva donzela em apuros e jura-lhe amor eterno, literalmente.



   

domingo

Este anúncio da Louis Vuitton...

... merecia moldura e local de destaque no meu quarto. Malas e Pugs, a combinação perfeita aos meus olhos. Já uma vez coloquei aqui um post revelando a adoração que tenho por estes cães. Repito o que escrevi na altura: um dia vou ter um e chamar-lhe Giorgio ( ou Louis, em honra da Vuitton, que lhe concedeu tamanha honra! )

Assim é o Amor / Beginners

A minha amiga Cristina adora ir ao cinema. Para ela, isso de ver um filme em casa sabe-lhe a pouco. Durante uns tempos invejei-a. Mais tarde imitei-a. E agora há certos trailers que me fazem correr para o grande ecrã mais próximo. E a corrida tem valido sempre a pena. Ontem vi o "Assim é o Amor" com Ewan McGregor e Christopher Pummer nos papeis principais. Para mim, o veterano actor foi durante muito tempo apenas o Capitão Von Trapp da Musica no Coração. Até que recentemente o vi no papel de Tolstoi em A Última Estação e já não sei qual o desempenho que ocupa mais destaque na minha memória. Quanto a Ewan McGregor, são várias as personagens encarnadas pelo actor que me conquistaram mas Christian, o apaixonado e pobre escritor de Moulin Rouge que cantava os benefícios do amor está em permanente disputa pelo primeiro lugar no pódio com Ed Bloom, o protagonista de Big Fish de Tim Burton ( aliás, o meu filme preferido do realizador que estranhamente não incluiu Johnny Depp no elenco ). 
O filme conta a história de um pai que aos 75 anos e após ficar viuvo, decide assumir a sua homossexualidade. A vida sem amarras é pouco tempo depois assombrada pela ausência de saúde. Ao mesmo tempo assiste-se à tentativa de Oliver, o filho, iniciar uma relação com futuro. 
Diz-se que Christopher Plummer é um forte candidato ao Oscar de Melhor Actor Secundário. Estou plenamente de acordo e acrescento mais. O cão Arthur também merecia um ou pelo menos uma menção honrosa. A presença do simpático animal confere ao filme um ingrediente indispensável. 
Um filme sobre o recomeçar na vida mesmo quando o fim dela está próximo.