quinta-feira

Habemus Nobel da Literatura!!

E eu não faço a mínima ideia de quem seja o senhor. Coisa que aliás acontece muitas vezes quando se trata deste famoso e cobiçado prémio. Tomas Transtromer, poeta sueco, foi o nome que recebeu tamanha honra. Um filho da terra, portanto. Tenho que cá para mim, não o vou ler. A poesia para a minha pessoa tem de ser muito, repito, muito especial para eu gostar dela.
Aqui fica a foto do autor. Alguém já o leu? Informações pedem-se.




Iniciei o meu curso de costura...

... e desde já declaro, que não estou satisfeita! Para mim qualquer curso, seja de que natureza for, tem de começar pelo básico. No caso da costura, para mim o básico é tarefas do estilo: cozer um botão, reparar uma costura que se descoseu, subir a bainha de umas calças. Pois não foi nada disto que aconteceu até ao momento. 
Puseram-me a desenhar moldes! E ao explicarem-me como se fazia a coisa, a explicação era dada como se estivessemos a rever matéria já ensinada há muito tempo.
Sim,  moldes são importantes. É através deles que criamos as belas peças de vestuários que todos vestimos mas vejamos as seguintes situações: quando a pessoa vai aprender a conduzir, não vai logo para a auto-estrada ou ali para a IC19 para saber o que é trânsito a sério. Primeiro coloca o cinto, ajusta os espelhos, aprende a lidar com os piscas ( se bem que daqui a uns tempos vai deixar de lhes dar uso ) anda a 10 Km/hora que é para os outros condutores apanharem logo uma camada de nervos e chamarem-nos vários nomes queridos, grava as estações de rádio mais importantes, dá umas voltinhas tímidas em bairro pouco agitados. Isto sim, são os chamados baby steps. Quando uma criança entra na primária, não vai começar logo a ler os Lusíadas, não é? Primeiro há que simplesmente, aprender a ler.
No início desta semana a desilusão tomou conta de mim. Mas foi virose de pouca dura. Já me pus a investigar na Internet outras escolas. A ver vamos se descubro algo mais de acordo com as minhas medidas. 

domingo

Decoração de Interiores...

... é coisa que me tem interessado desde que comecei a decorar a minha própria casa. Já escrevi aqui um ou dois posts sobre isso mas ultimamente dou por mim tão obcecada pelo tema que sempre que vejo um apontamento que me interessa em casa de amigos, parto logo para o registo fotográfico que poderá não ser o melhor mas é o possível.


Um pormenor na cozinha de uma casa de campo


Uma parede de xisto - haverá detalhe mais bonito?



Detalhes de Mil e Uma Noites


Candeeiro exterior em casa de campo


Mais um detalhe original em casa de campo


Um armário numa cozinha que aí fica tão bem mas que em qualquer outra divisão também ficaria.



sábado

A tentação do Divino 2

Tentações é nas Lojas Gardénia. A pessoa entra e sente logo uma vontade visceral de se desgraçar. Para qualquer lado para onde o potencial cliente se vire, há algo que pede para ser comprado. As malas da DKNY, o calçado Melissa, a roupa da Miss Sixty. Até a própria loja em si é bonita ( as do Chiado, claro! ) Dá vontade de ficar por lá umas boas horas. Só não o faço porque não acho lá muito cristão andar a ocupar as empregadas e depois não levar nada. Mas ando de namoro assumido com umas botas da Melissa bem originais, tipo mini galochas. Se as adquirir, ponho aqui a foto das felizes novas hóspedes da minha casa.  



A tentação do Divino 1

Na 4ª feira passada vi-me envolvida numa situação que me fez pensar e solicitar a opinião de muitos terceiros. Na minha caminhada diária para o meu local de trabalho, passo sempre pelas mesmas ruas. E todos os dias sou abordada por 3 ou 4 caras já familiares, que me pedem esmola. Na manhã de 4ª passou por mim uma senhora de já avançada idade que por acaso já não via há um tempo e que, tal como sempre sucede, me pediu auxílio de forma muito discreta. Eu admito que não dei nada porque são várias e variadas as histórias que já me chegaram aos ouvidos de pessoas que até estão bem na vida mas vestem a "farda" e fazem do estender a mão, assim uma profissão pós-reforma.
Passei então pela senhora e avancei 3 passos. Eis senão que, me deparo com uma nota de 10 Euros no chão, bem diante dos meus pés. Ainda hesitei uns segundos breves porque fiquei com a sensação que mesmo ali largado, o dinheiro não era meu e logo estava a tirá-lo a alguém. No entanto a hesitação acabou e deu lugar à interrogação. Seria aquilo o Divino a tentar-me, a experimentar-me? perguntei-me. Agarrei na nota, voltei para trás e desta vez abordei eu a senhora para lhe entregar o dinheiro caído do céu. Eis senão que, mais uma vez, verifo que não era só de uma nota de 10 Euros que se tratava, mas de uma de 10 e outra de 5. Mais uma vez, senti o Divino de olhos postos em mim, a observar atentamente a minha reacção. Aposto que até estava de bloco e caneta a tomar notas. Rapidamente, decidi dar a nota de maior valor à senhora e ficar com a mais pequena para mim. E senti que tinha feito o melhor e que o dia estava ganho.
Cheguei ao trabalho e apressei-me a chamar o meu núcleo de amigos, aqueles que são assim farinha do mesmo saco que eu. Logo que terminei de expor o caso, as reacções não se fizeram esperar.
Amigo / Colega 1 : - Com essa atitude digo-te já que nunca vais enriquecer!
Amigo / Colega 2: - Eu cá acho que devias ter dado a nota de 5 e ficado com a nota de 10!
Amiga / Colega 3: - Oh pá ficavas era com tudo!
Amiga / Colega 4: - Fizeste bem. Eu faria exactamente assim!
Amiga / Colega 5: - Oh que bonito!

Moral da história: ainda é possível encontrar-se dinheiro esquecido por aí. Quando caminhar, olhe sempre para o chão. O azar de alguém pode ser a sua sorte.   

domingo

Querido Pai Natal

Faltam exactamente 3 meses para o Natal. Esta é a minha carta com os meus pedidos. Vai com uma certa antecedência porque sou adepta do " não deixes para amanhã o que podes fazer hoje ". 
Devido à crise, aposto que o teu orçamento vai sofrer cortes. Espero, no entanto, que chegue para me ofertares um destes. Tenho sido boa menina, como todos os dias a sopa e obedeço à minha mãe. Vá lá, põe já um duende a tratar deste assunto. Eu e o departamento de acessórios da Michael Kors agradecemos.





Meia Noite em Paris de Woody Allen

Woody, este filme sim, não engana ninguém, tem mesmo a tua assinatura.
Owen Wilson foi o escolhido para protagonista. Se fosse há uns bons anos atrás, o próprio realizador teria chamado para si esta missão. Aqui, como tem acontecido ultimamente, ficou-se por um lugar atrás das câmaras. Nem sequer nos deu o prazer de uma pequena participação especial.
Meia noite em Paris é um filme que nos transporta para o passado da capital francesa numa altura em que a mesma se encontra repleta pelos nomes mais sonantes da Literatura, Pintura e Musica como Ernest Hemingway, Pablo Picasso ou Cole Porter. A comédia poderá no entanto não ser tão "comediante" se a pessoa não tiver alguma bagagem cultural para reconhecer alguns desses mesmos nomes. Gertrude Stein ( personagem interpretada por Kathy Bates ), por exemplo, não é propriamente alguém de que se ouça falar muito na escola, inclusive no secundário. Quem, no entanto, tenha tido a bela disciplina de Cultura e Literatura Norte-Americana na Faculdade, como a minha pessoa, poderá saber que a senhora foi uma escritora muito importante lá nos States. 
Na sala de cinema do Londres onde vi o filme havia uma fila só com adolescentes. Não me parece que tenham percebido as piadas sobre Dali ( interpretado por Adrien Brody ) ou tenham reconhecido os nomes de T.S Eliot, Modigliani ou Toulouse-Lautrec. Eu pela minha parte tive que ir ver ao Google quem eram Luis Buñel ou Man Ray. Descobri que o primeiro foi um importante realizador de cinema espanhol e o segundo, conhecido por inovações artísticas na área da fotografia nos anos 20. 
Em suma, um filme com aquela graça woodyana que nos faz pensar que o dinheiro do bilhete foi muito bem gasto.