domingo

Os negócios que prosperam em tempo de vacas magrinhas, magrinhas

Ontem, numa das minhas longas passeatas a pé, contei as várias lojas de compra de ouro que abriram nos últimos tempos. E não estamos a falar de ourivesarias. Falo apenas de lojas especializadas em comprar o metal precioso. Umas até parece que abriram durante a noite. Num dia às quatro horas da tarde não estava lá nada e no dia seguinte às dez da manhã, lojita aberta pronta para receber o primeiro cliente e a mercadoria tão cobiçada. Parece que este é o grande negócio da crise.  
Nunca fui grande apreciadora de ouro, sobretudo do amarelo e sempre achei que era um pouco um mito, poder socorrer-me de uma ou outra peça em caso de dificuldade financeira. Para mim jóia comprada e usada, só para o seu respectivo proprietário tem valor ( já que foi o seu bolso que o custeou ) e com o passar dos anos, esse valor passa a sentimental e não monetário. Pois parece que afinal esta minha teoria tem falhas. Em troca daquele fio com o nosso primeiro dentinho na ponta ( tão na moda nos anos 70 e 80 ), há quem esteja disposto a dar um maço de notas, muitas vezes não tão gordo como se desejaria. 
Desconheço a rota que depois irá percorrer o fio com o dentinho mas desconfio que vai acabar num forno de alta temperatura. 
Já tive uma pulseira em ouro que chegou às minhas mãos sob a forma de herança. A pulseira era para lá de foleira. Feia, feia. Servia para tudo menos para a função que lhe competia, que era ornamentar. Um insulto ao meu pulso delicado. Solicitei autorização à minha mãe para vendê-la e adquirir algo que me agradasse mais. Ela, relutante, disse que sim. Acabei por trocá-la numa ourivesaria por um pulseira da Pandora para mim e outra para a minha irmã. O dinheiro ainda deu para adquirir muranos e outras peças de prata que deram às Pandoras um ar bastante composto. 
A minha mãe ficou escandalizada com a troca. Ainda hoje olha para a Pandora com algum desdém. Trocar ouro por prata é algo inadmissível para alguém da geração dela.      

sexta-feira

Look Gestora de Sucesso

Ontem, esta minha colega mereceu levar com um bom flash. Estava perfeita. Formal, pois a ocasião assim o exigia mas com um toque de irreverência na cor dominante dos acessórios.

Fato Zara, Blusa Lanidor, Mala Carolina Herrera, Sapatos Uterqüe, Anel Casa Batalha




terça-feira

Olha que coisa mais linda mais cheia de graça!

A minha sobrinha vai fazer 1 aninho dentro de alguns dias. A escolha do presente está a ser complicada. Em qual dos artigos miniatura votam?




Mildred Pierce e Downton Abbey

É oficial, já não consigo viver sem a Fox Life! Vi dois episódios de cada uma das séries mencionadas acima e estou viciada. Ambas têm dois detalhes em comum: são séries de época e ambas receberam excelentes críticas e nomeações nos últimos Emmys. Vamos por partes:
Mildred Pierce apresenta-nos uma história sobre uma mulher demasiado forte e independente para a época ( EUA, anos 30 ). Já por lá vi duas actrizes oscarizadas: a grande Kate Wislet, no papel principal e Melissa Leo, que recebeu o prémio este ano pela sua participação em The Fighter. Outros nomes de peso são Guy Pearce ( o seu papel mais recente foi em O Discurso do Rei como Duque de Windsor, lembram-se, o que abdicou do trono a favor do irmão gago? ) e Evan Rachel Wood ( também conhecida por namorar com Marilyn Manson, participou em filmes como Treze - Inocência Perdida; Across The Universe ou A Conspiradora ). É a primeira vez que vejo Kate Winslet numa série de televisão mas ontem pude perceber que também neste registo ela não se importa de mostrar a peitaça. É de facto uma excelente actriz, mas caros realizadores, deixem lá as mamas da senhora em paz que toda a gente já as viu.
Quanto a Downton Abbey: Inglaterra, primeira década do séc. XX. De um lado uma família abastada, do outro a criadagem que a serve. Pelo meio, uma lei e ou/tradição que obriga o senhor da propriedade Downton Abbey, Lord Crawley, a deixar o seu título e a sua fortuna, quando morrer, nas mãos do parente de sexo masculino mais próximo: um primo distante que viu uma vez. A injustiça de uma sociedade patriarcal que coloca à mercê de um familiar quase desconhecido, as mulheres de Downton Abbey. 
Uma série que promete, nem que seja pela presença da veterana Maggie Smith, a querida professora McGonagall dos filmes do Harry Potter e que tem sempre presença garantida em filmes e séries de época ingleses como por exemplo A Juventude de Jane ou Gosford Park. Aliás, é possível encontrar alguns pontos em comum entre este último e Downton Abbey, nomeadamente na questão da relação entre senhores e criados. 
Vejam as séries às 2ªs feiras a partir das 21h30 na Fox Life ou a repetição aos Sábados a partir das 18h25. 


  

sábado

O Verão nunca mais acaba... (2)

... e aquelas pecinhas de roupa tão quentinhas e felpudas das novas colecções ou não têm deixado as prateleiras das lojas ou não têm deixado os roupeiros daqueles que não resistiram a comprar algo para os dias mais frios.
Eu pela minha parte, acabei de elaborar todo um plano de ataque para a missão "vestir bem e barato no Outono / Inverno que se avizinha". 
A receita é simples:
- 3 pares de calças coloridas 
- 1 par de calças pretas
- 3 camisolas coloridas
- 1 camisola preta
Mistura-se a camisola preta com as calças coloridas e as calças pretas com as camisolas de cores vibrantes. A isto se chama estilo low cost. Já comprei estas verdinhas na Zara por 19,95 €. Nos próximos meses vou buscar as vermelhas e as azulão.



Quanto às camisolas, uma amarela e uma laranja adquiridas no Freeport ao preço da uva mijona, já cá cantam. 

sexta-feira

O Verão nunca mais acaba... (1)

... e se por um lado o calor já cansa, por outro é a única coisa que continua a aquecer o nosso espírito. O que nos vale é este clima e a nossa luz no meio de tanto desânimo.
A chuva e os dias cinzentos que não tenham pressa pois isso é a última coisa de que precisamos agora.

quinta-feira

O Passos Coelho falou ao país...

... e a parte preferida de todos foi o aumento do horário de trabalho em meia-hora, fim dos feriados e no caso dos funcionários públicos, o desaparecimento dos subsídios de férias e de Natal. Estou um pouco espantada por esta última farpa não ter atingido os privados. Suspeito que tão breve quanto possível vai ser publicada a Errata do discurso do nosso Primeiro dizendo algo assim do género " esqueci-me de mencionar que isto calha a todos ". 
Hum, da minha parte, visto que já não usufruo da Educação, vou nas minhas preces, pedir a todo o Organigrama Celeste para não ter problemas de Saúde ou Justiça nos próximos anos, porque apesar de os impostos irem aumentar, já se sabe que não vai aumentar a qualidade destes serviços na terra lusa.