sábado

A revista Máxima deste mês...

... vem acompanhada por um suplemento que me fascinou e que deveria fascinar todo o mulherio deste Portugal. Este inspirador anexo deve-se à reintrodução do Prémio Máxima Mulher de Negócios do Ano e Executiva do Ano. Ambos destinam-se a premiar e a distinguir mulheres que se destacaram de forma positiva na Administração e/ou Gestão de empresas em Portugal. Felizmente, a lista de mulheres que têm conseguido chegar onde normalmente só os homens chegam, isto é, lugares de topo, parece estar a aumentar. 
Na lista das nomeadas encontra-se uma senhora que foi minha chefe no meu primeiríssimo emprego, era eu uma jovem inexperiente, saída há um par de semanas da faculdade, achando que nunca iria fazer nada bem. Sempre que há uma reportagem sobre chefia no feminino, lá está ela.
Duas afirmações captaram a minha atenção neste suplemento. Uma que diz que vários estudos realizados puderam concluir que as empresas que possuem uma mulher como líder, são as que mais lucram e outra que revela que apenas 5% de elementos do sexo feminino integram os Conselhos de Administração das maiores empresas portuguesas. Perante estes dois dados, a questão que me coloco é: se damos mais lucro porque não depositam mais confiança em nós para este tipo de cargos?
Ahhh já sei! Deve ser porque somos mais adeptas do recurso à lagrimita. Ou seja, somos mais emocionais e isso só atrapalha o negócio. Quem é que é o louco que vai colocar uma mulher à frente de uma empresa, esse ser frágil que chora quando vê o Toy Story? E depois essa coisa de trabalhar e andar de salto alto é suspeito. Impossível de conjugar! Ah e também há aquela questão das mulheres serem umas cabras umas para as outras e gastarem mais tempo no corte e costura do que a produzir. 
Tudo falso... pronto, vá lá, a parte da lagrimita até que é um pouco verdade. Já chorei no meu trabalho 2 vezes. Ambas por raiva. Tinha duas opções, ou chorava ou partia a minha secretária à martelada, mas tendo em conta que me podiam retirar do salário o custo da reparação do imobilizado da empresa, achei que chorar saía mais em conta. As lágrimas ainda não pagam IVA. Até ver, claro. 
De todos os mitos que circulam sobre o comportamento profissional feminino, o que mais me irrita é o das mulheres se darem mal e tentarem sempre enterrar a próxima. Já tenho 10 anos de carreira nas costas e nesses 10 anos pude constatar que o desejo de entalar A ou B é comum entre pessoas e não apenas entre "gajas". Estes meus olhinhos já presenciaram uma cena de quase pugilato entre dois senhores com cargos de respeito. Nessa empresa, onde trabalhei quase dois anos, as únicas mulheres que se encontravam diariamente na sede era eu e a minha chefe e éramos as melhores amigas. Ainda hoje, apesar de já estarmos em empresas diferentes e muito distantes fisicamente uma da outra, ainda nos falamos com saudade e amizade.
Vários artigos subordinados ao tema do desempenho profissional das mulheres que se encontram em cargos de maior responsabilidade, apregoam que estas ouvem mais do que os homens, as sugestões e opiniões dos que as rodeiam, tomando posteriormente as suas decisões tendo em conta o que escutaram. Refere-se também com frequência, que no feminino arrisca-se mais e que se é capaz de realizar várias tarefas ao mesmo tempo.
Será por estes três motivos que as mulheres devem estar à frente das empresas? Na minha opinião, não. Uma mulher deve ser chamada para a liderança, assim como um homem, se possuir o perfil certo para aquela determinada função. Há mulheres que são excelentes gestoras, assim como há outras que são péssimas. Idem em relação aos homens. Escolher um bom líder nao deve ter a ver com sexo, religião, raça ou orientação sexual. Deve ter a ver com a capacidade ou não para chamar a si o cargo e com a posterior defesa do mesmo.
As pessoas merecem ser líderes por mérito e não apenas por serem mulheres ou homens.
No entanto, confesso que sorrio com satisfação sempre que ouço uma notícia como a de que a IBM vai a partir de Janeiro de 2012, ter Virginia Rometty como CEO. Ou que sorrio ao ver a lista das 25 nomeadas que constam no suplemento da Máxima.
Para melhor ilustrar este tema, aqui vai o vídeo da Beyoncé "Run the World - Girls"

     
Ele há promoções, ele há saldos, ele há pechinchas. E depois há o chamado "quase dado". Fiquei apaixonada pelas Worker Boots da Pull & Bear cuja imagem se encontra aqui num post mais abaixo. Hoje resolvi fazer uma visita ao Outlet da marca ( na Rua Morais Soares, estação de metro Arroios ). Eis senão que vejo estas, da colecção anterior. Atente-se no preço do Antes - 59,99 € -  e do Depois - 25,99 €. Parece-me que fiz bem em trazê-las para casa.


A Shopping Night by Mango...

... foi ontem e o adjectivo que melhor pode classificar a festa é: cheia! Cheia de mulheres ávidas para ajudar a Economia nacional através do consumo desenfreado. Eu portei-me muito bem. Fazendo uso de alguma destreza física, consegui furar a multidão sem ter de recorrer a placagens. Deitei a mão a umas calças pretas e preparei-me para tomar a direcção dos provadores. A visão dantesca da fila impediu-me de continuar. Olhei para as calças e pensei: "ahhh, isto vai ficar bem, vou mas é já pagar". Em boa hora tive esta ideia luminosa. À minha frente na fila para a caixa, só estavam 5 meninas. Quando chegou por fim a minha vez de pagar, olhei para trás e vi que a fila já estava mais comprida que uma bicha solitária.
É o que dá anunciar-se um desconto de 30%. Fica tudo louco!
E as clientes ainda tiveram direito a este saquinho:


E estas Worker Boots da Pull & Bear?

Agora há nomes complicados para tudo... O que vale é que são bem giras.

Os sapatos da discórdia

Ou se adoram ou se odeiam. Não há meio termo. Os primeiros estão muito na berra este ano, os segundos já andam nas lojas há mais tempo. Quem ainda não olhou para umas sabrinas tigresse ou com desprezo ou com desejo, que atire a primeira pedra. Se há uma coisa que não se pode negar é que dão bem nas vistas, daí os sentimentos tão opostos que provocam!
Ambos são da Massimo Dutti.


quarta-feira

A melhor farda para o Inverno

Quem anda à chuva, molha-se. E se há pessoa que se molha com frequência, essa pessoa sou eu, sobretudo desde que decidi ir a pé para todo o lado. Ora, para ultrapassar esse grande problema que é evitar chegar ao trabalho com aspecto de estendal de roupa acabada de sair da máquina e que inclui o famoso cabelo tipo arbusto, moi aderiu a uma receita de estilo que nunca falha.
No Inverno chuvoso, a farda tem de ser: vestido, o belo do collant opaco, botas altas, trench coat e chapéu na cabeça. Há quem discorde. Há quem defenda fervorosamente que as calças são o melhor para a chuva. Pois afirmo com todo o vigor que essa teoria é falsa! Não há como um bom par de botas de cano alto para impedir que os pingos de chuva, que ultimamente atacam sem piedade, nos atinjam as pernas. Caso consigam ultrapassar esse escudo poderoso, o collant tem sempre a vantagem de secar mais rapidamente que o tecido de um par de calças.
E onde é que uma pessoa com bom gosto se pode abastecer destas fardas? É fácil. Comecemos pelo principal: o vestido. O segredo está em correr em direcção à Benetton mais próxima. Quem gosta de vestidos vai encontrar aqui um mundo de cores, feitios e materiais. Os meus preferidos são os de tricot pois são quase sempre muito quentes e confortáveis. A Benetton sempre foi conhecida pela ousadia nas cores e ele há vestidos de todas elas: amarelos, verdes, laranjas, vermelhos. Qualquer corpito ou tom de pele encontrará nas lojas do grupo italiano uma parceria para a vida.
Collants é na Calzedónia. Lisos ou com padrões, querem-se acima de tudo resistentes para durarem toda a estação fria.
Botas de cano alto é onde a pessoa quiser. Eu sou admiradora incondicional da Zilian e já lancei olhares de desejo a vários pares. Agora é esperar por alguma promoção pré-época de saldos.
Trench coats é na Zara ou na Mango, onde existem sempre em várias cores e a preços acessíveis.
Finalmente, em relação aos chapéus, há que voltar à Benetton, onde há desde gorros de lã a chapéus de feltro que são de comprar, arrancar a etiqueta e sair da loja já com eles postos na cabeça.








segunda-feira

Tenho escolhido cada objecto da minha casa tendo em mente sempre duas questões: beleza e utilidade. Uma vez que se trata de um T1, não se pode comprar nada ao acaso. Monos, por muito bonitos que sejam, se não servem para guardar algo, são logo preteridos em favor de outros mais úteis. Não adquiro nada sem que antes pense aí umas quatro vezes se a coisa vale a pena ou não.
Hoje a minha teoria caiu por terra ao entrar numa loja na Av. Miguel Bombarda chamada Glow. Era capaz de levar metade dos artigos expostos para casa, apesar de a única utilidade de alguns ser a decoração. A peça que no entanto, ganhou o primeiro lugar do pódio no meu coração é uma bela e petite jukebox, toda artilhada com a mais recente tecnologia e por isso disposta a lançar a musica no ar, seja lendo um CD, uma Pen USB ou através do rádio. A máquina, de vintage, só tem o aspecto. Tudo o resto é modernidade da pura e da boa.
O objecto do meu desejo existe em três tamanhos. Vou optar pela mais pequena que tem aí uns 45 cm de altura. O visual é este: