terça-feira

O que eu gosto de uma coisa felpudinha...

... como estes coletes da Purificación Garcia.


Tenho um vício de que ainda não falei aqui mas que de facto merece ser mencionado porque é um dos com mais expressão na minha vida. Pois que não é outro senão: ouvir melodias tocadas ao piano repetidamente durante horas. É isso e mexer numa madeixa de cabelo.
Quando ainda não abundavam os CDs e o que se usava eram as já reformadas cassetes, gravei numa delas o tema principal do filme "O Piano" - The Heart Asks Pleasure First - da autoria de Michael Nyman. Gravei a musica 3 vezes de seguida, de modo a poder ouvi-la over and over again sem ter de me dar ao trabalho de pôr a fita a rodar para trás e carregar no play outra vez.
Uns tempos depois descobri a Gymnopédie Nº 1 do Erik Satie que actualmente até aparece no Youtube como a musica mais bonita do mundo. Nova gravação bizarra. No ano passado ( já na era dos CDs e DVDs e Ipods e outros brinquedos que tais ) foi a vez de me tomar de assalto o tema protagonista da banda sonora de "A Rede Social", criado por Trent Reznor e Atticus Ross. Nos dias que correm, o primeiro lugar do pódio está ocupado pela musica do genérico da série Downton Abbey.
Tudo isto no que se refere a estrangeiros. Em Portugal, o artista contemporâneo para quem vai o meu elogio é o senhor Bernardo Sassetti que compôs a maravilhosa banda sonora do filme "Alice".
Aconselho a perderem ( ou melhor, a ganharem ) um pouco de tempo ouvindo cada uma destas e depois verifiquem se qualquer uma delas não vos aquece a alma.

  

sexta-feira

Há vestidos perfeitos...

... como este da Mango. O problema é quando muitas mulheres pensam o mesmo e é ver um em cada esquina.   

                             

quinta-feira

Vi recentemente dois filmes que mereciam já ter sido vistos há muito mais tempo: "Monster's Ball" que permitiu a Halle Berry ganhar o seu primeiro Oscar e "Precious" que valeu não só o cobiçado prémio a Mo'Nique como também gerou várias outras nomeações.
Aclamados pela crítica, têm na violência um ponto em comum. A violência da pena de morte e do suicídio no caso do primeiro e a violência do incesto e do abuso físico no segundo.
Se Monster's Ball vale pelas interpretações, peca, na minha humilde opinião, pela reviravolta um pouco forçada da personagem de Billy Bob Thornton. Se no início da história apresenta-se-nos como racista convicto, no fim da mesma, passa a apaixonado pela viuva afro-americana do condenado à morte que ajudou a executar.
 Em Precious, interpretações e argumento sem falhas. O que mais me agradou foi o facto de que a história não optou pelo cliché da salvação da protagonista por algum fenómeno milagroso. Precious salva-se a ela própria de um pai e de uma mãe abusivos, com ajuda, claro, mas com uma ajuda terrena, a de uma professora interessada e de uma assistente social empenhada ( uma Mariah Carey irreconhecível mas muito credível ). Mo'Nique, no papel de Mary, mãe de Precious, criou uma vilã que destila ódio e sendo assim, provoca ódio no espectador. Tudo nela é violento: a forma como fala, a forma como pega no cigarro e sobretudo, a forma como corre escada acima para agredir a filha.  
Apesar de qualquer um dos filmes não ser baseado em factos reais, esta é ficção que espelha com certeza muitas realidades da América profunda e até das profundezas desta terra lusa.





sábado

A revista Máxima deste mês...

... vem acompanhada por um suplemento que me fascinou e que deveria fascinar todo o mulherio deste Portugal. Este inspirador anexo deve-se à reintrodução do Prémio Máxima Mulher de Negócios do Ano e Executiva do Ano. Ambos destinam-se a premiar e a distinguir mulheres que se destacaram de forma positiva na Administração e/ou Gestão de empresas em Portugal. Felizmente, a lista de mulheres que têm conseguido chegar onde normalmente só os homens chegam, isto é, lugares de topo, parece estar a aumentar. 
Na lista das nomeadas encontra-se uma senhora que foi minha chefe no meu primeiríssimo emprego, era eu uma jovem inexperiente, saída há um par de semanas da faculdade, achando que nunca iria fazer nada bem. Sempre que há uma reportagem sobre chefia no feminino, lá está ela.
Duas afirmações captaram a minha atenção neste suplemento. Uma que diz que vários estudos realizados puderam concluir que as empresas que possuem uma mulher como líder, são as que mais lucram e outra que revela que apenas 5% de elementos do sexo feminino integram os Conselhos de Administração das maiores empresas portuguesas. Perante estes dois dados, a questão que me coloco é: se damos mais lucro porque não depositam mais confiança em nós para este tipo de cargos?
Ahhh já sei! Deve ser porque somos mais adeptas do recurso à lagrimita. Ou seja, somos mais emocionais e isso só atrapalha o negócio. Quem é que é o louco que vai colocar uma mulher à frente de uma empresa, esse ser frágil que chora quando vê o Toy Story? E depois essa coisa de trabalhar e andar de salto alto é suspeito. Impossível de conjugar! Ah e também há aquela questão das mulheres serem umas cabras umas para as outras e gastarem mais tempo no corte e costura do que a produzir. 
Tudo falso... pronto, vá lá, a parte da lagrimita até que é um pouco verdade. Já chorei no meu trabalho 2 vezes. Ambas por raiva. Tinha duas opções, ou chorava ou partia a minha secretária à martelada, mas tendo em conta que me podiam retirar do salário o custo da reparação do imobilizado da empresa, achei que chorar saía mais em conta. As lágrimas ainda não pagam IVA. Até ver, claro. 
De todos os mitos que circulam sobre o comportamento profissional feminino, o que mais me irrita é o das mulheres se darem mal e tentarem sempre enterrar a próxima. Já tenho 10 anos de carreira nas costas e nesses 10 anos pude constatar que o desejo de entalar A ou B é comum entre pessoas e não apenas entre "gajas". Estes meus olhinhos já presenciaram uma cena de quase pugilato entre dois senhores com cargos de respeito. Nessa empresa, onde trabalhei quase dois anos, as únicas mulheres que se encontravam diariamente na sede era eu e a minha chefe e éramos as melhores amigas. Ainda hoje, apesar de já estarmos em empresas diferentes e muito distantes fisicamente uma da outra, ainda nos falamos com saudade e amizade.
Vários artigos subordinados ao tema do desempenho profissional das mulheres que se encontram em cargos de maior responsabilidade, apregoam que estas ouvem mais do que os homens, as sugestões e opiniões dos que as rodeiam, tomando posteriormente as suas decisões tendo em conta o que escutaram. Refere-se também com frequência, que no feminino arrisca-se mais e que se é capaz de realizar várias tarefas ao mesmo tempo.
Será por estes três motivos que as mulheres devem estar à frente das empresas? Na minha opinião, não. Uma mulher deve ser chamada para a liderança, assim como um homem, se possuir o perfil certo para aquela determinada função. Há mulheres que são excelentes gestoras, assim como há outras que são péssimas. Idem em relação aos homens. Escolher um bom líder nao deve ter a ver com sexo, religião, raça ou orientação sexual. Deve ter a ver com a capacidade ou não para chamar a si o cargo e com a posterior defesa do mesmo.
As pessoas merecem ser líderes por mérito e não apenas por serem mulheres ou homens.
No entanto, confesso que sorrio com satisfação sempre que ouço uma notícia como a de que a IBM vai a partir de Janeiro de 2012, ter Virginia Rometty como CEO. Ou que sorrio ao ver a lista das 25 nomeadas que constam no suplemento da Máxima.
Para melhor ilustrar este tema, aqui vai o vídeo da Beyoncé "Run the World - Girls"

     
Ele há promoções, ele há saldos, ele há pechinchas. E depois há o chamado "quase dado". Fiquei apaixonada pelas Worker Boots da Pull & Bear cuja imagem se encontra aqui num post mais abaixo. Hoje resolvi fazer uma visita ao Outlet da marca ( na Rua Morais Soares, estação de metro Arroios ). Eis senão que vejo estas, da colecção anterior. Atente-se no preço do Antes - 59,99 € -  e do Depois - 25,99 €. Parece-me que fiz bem em trazê-las para casa.