quinta-feira

Pintores portugueses

Tendo em conta que a minha casa é um T1, não há paredes suficientes para suportarem o número de quadros que gostava de adquirir. Tenciono no entanto arranjar dois pedacinhos de parede virgem para adornar com obras dos meus pintores portugueses preferidos: Noronha da Costa e Albino Moura.  
Não sou expert em Pintura nem sei fazer aqueles comentários profundos sobre obras que não me dizem nada. Quando não vejo mais que meia dúzia de rabiscos, as imagens que concebo no meu cérebro do artista são a de uma criança de 4 anos. No entanto, gosto muito de Impressionismo sobre o qual li muito e descobri Frida Khalo, Pollock e Modigliani através dos filmes cujos títulos são os nomes dos respectivos artistas. No entanto, nenhum exemplar destes, verdadeiro claro, poderá cohabitar comigo. O motivo é simples: não há fundos. Esta revelação não deverá a meu ver, ser surpresa para ninguém. Quer dizer, qualquer um que tenha dois mindinhos de testa, conclui rapidamente que quando se tem um T1, é muito pouco provável encontrar nele um quadro valioso. Cada macaco no seu galho, ou neste caso, cada obra de arte na sua respectiva tipologia de casa. 
Existe uma loja no Colombo que sempre teve obras do Noronha da Costa e do Albino Moura à venda. E sempre pensei: " um dia vou usar aqui o meu cartão multibanco". Hoje ainda não foi o dia mas ele chegará.
Dos quadros do primeiro, gosto do facto de serem como que desfocados. Parece que estamos a olhar para algo com olhos míopes. Quanto ao segundo artista, adoro as meninas gordinhas quase sempre presentes nas suas obras.

De Noronha da Costa:




E de Albino Moura:





   

quarta-feira

Um SMS maravilhoso...

... recepcionei eu hoje da TMN... Estais preparados?
"Dicas Sensuais: Torne-se um mestre da arte de seduzir! Para aderir a este alerta ligue gratis 1253 e receba SMS com as melhores dicas"

É agora que me vou tornar uma Guru da sensualidade!

terça-feira

O que eu gosto de uma coisa felpudinha...

... como estes coletes da Purificación Garcia.


Tenho um vício de que ainda não falei aqui mas que de facto merece ser mencionado porque é um dos com mais expressão na minha vida. Pois que não é outro senão: ouvir melodias tocadas ao piano repetidamente durante horas. É isso e mexer numa madeixa de cabelo.
Quando ainda não abundavam os CDs e o que se usava eram as já reformadas cassetes, gravei numa delas o tema principal do filme "O Piano" - The Heart Asks Pleasure First - da autoria de Michael Nyman. Gravei a musica 3 vezes de seguida, de modo a poder ouvi-la over and over again sem ter de me dar ao trabalho de pôr a fita a rodar para trás e carregar no play outra vez.
Uns tempos depois descobri a Gymnopédie Nº 1 do Erik Satie que actualmente até aparece no Youtube como a musica mais bonita do mundo. Nova gravação bizarra. No ano passado ( já na era dos CDs e DVDs e Ipods e outros brinquedos que tais ) foi a vez de me tomar de assalto o tema protagonista da banda sonora de "A Rede Social", criado por Trent Reznor e Atticus Ross. Nos dias que correm, o primeiro lugar do pódio está ocupado pela musica do genérico da série Downton Abbey.
Tudo isto no que se refere a estrangeiros. Em Portugal, o artista contemporâneo para quem vai o meu elogio é o senhor Bernardo Sassetti que compôs a maravilhosa banda sonora do filme "Alice".
Aconselho a perderem ( ou melhor, a ganharem ) um pouco de tempo ouvindo cada uma destas e depois verifiquem se qualquer uma delas não vos aquece a alma.

  

sexta-feira

Há vestidos perfeitos...

... como este da Mango. O problema é quando muitas mulheres pensam o mesmo e é ver um em cada esquina.   

                             

quinta-feira

Vi recentemente dois filmes que mereciam já ter sido vistos há muito mais tempo: "Monster's Ball" que permitiu a Halle Berry ganhar o seu primeiro Oscar e "Precious" que valeu não só o cobiçado prémio a Mo'Nique como também gerou várias outras nomeações.
Aclamados pela crítica, têm na violência um ponto em comum. A violência da pena de morte e do suicídio no caso do primeiro e a violência do incesto e do abuso físico no segundo.
Se Monster's Ball vale pelas interpretações, peca, na minha humilde opinião, pela reviravolta um pouco forçada da personagem de Billy Bob Thornton. Se no início da história apresenta-se-nos como racista convicto, no fim da mesma, passa a apaixonado pela viuva afro-americana do condenado à morte que ajudou a executar.
 Em Precious, interpretações e argumento sem falhas. O que mais me agradou foi o facto de que a história não optou pelo cliché da salvação da protagonista por algum fenómeno milagroso. Precious salva-se a ela própria de um pai e de uma mãe abusivos, com ajuda, claro, mas com uma ajuda terrena, a de uma professora interessada e de uma assistente social empenhada ( uma Mariah Carey irreconhecível mas muito credível ). Mo'Nique, no papel de Mary, mãe de Precious, criou uma vilã que destila ódio e sendo assim, provoca ódio no espectador. Tudo nela é violento: a forma como fala, a forma como pega no cigarro e sobretudo, a forma como corre escada acima para agredir a filha.  
Apesar de qualquer um dos filmes não ser baseado em factos reais, esta é ficção que espelha com certeza muitas realidades da América profunda e até das profundezas desta terra lusa.