Tendo em conta que a minha casa é um T1, não há paredes suficientes para suportarem o número de quadros que gostava de adquirir. Tenciono no entanto arranjar dois pedacinhos de parede virgem para adornar com obras dos meus pintores portugueses preferidos: Noronha da Costa e Albino Moura.
Não sou expert em Pintura nem sei fazer aqueles comentários profundos sobre obras que não me dizem nada. Quando não vejo mais que meia dúzia de rabiscos, as imagens que concebo no meu cérebro do artista são a de uma criança de 4 anos. No entanto, gosto muito de Impressionismo sobre o qual li muito e descobri Frida Khalo, Pollock e Modigliani através dos filmes cujos títulos são os nomes dos respectivos artistas. No entanto, nenhum exemplar destes, verdadeiro claro, poderá cohabitar comigo. O motivo é simples: não há fundos. Esta revelação não deverá a meu ver, ser surpresa para ninguém. Quer dizer, qualquer um que tenha dois mindinhos de testa, conclui rapidamente que quando se tem um T1, é muito pouco provável encontrar nele um quadro valioso. Cada macaco no seu galho, ou neste caso, cada obra de arte na sua respectiva tipologia de casa.
Existe uma loja no Colombo que sempre teve obras do Noronha da Costa e do Albino Moura à venda. E sempre pensei: " um dia vou usar aqui o meu cartão multibanco". Hoje ainda não foi o dia mas ele chegará.
Dos quadros do primeiro, gosto do facto de serem como que desfocados. Parece que estamos a olhar para algo com olhos míopes. Quanto ao segundo artista, adoro as meninas gordinhas quase sempre presentes nas suas obras.
De Noronha da Costa:
E de Albino Moura: