domingo

Fuga no Teatro Tivoli

Há já muito tempo que não ia ao Teatro. O jejum acabou hoje com a peça Fuga que me atraiu sobretudo pelo elenco. José Pedro Gomes, Maria Rueff e Jorge Mourato são nomes constantes em peças humorísticas. Quem não se lembra do primeiro nas Conversas da Treta com o inesquecível António Feio ou em Arte, onde partilhava o palco mais uma vez com Feio mas também com Miguel Guilherme. Maria Rueff também dispensa apresentações. Herman José apresentou-a ao público português no início dos anos 90 e o humor no nosso país nunca mais foi o mesmo. O último trabalho que vi da actriz até esta tarde foi a brilhante imitação de Teresa Guilherme em "A Casa dos Degredos" e sabia que ela não me ia desapontar. Jorge Mourato participou em Caveman, onde explicou, sozinho em placo, através de metáforas capazes de arrancar gargalhadas aos mais sisudos, as grandes diferenças entre homens e mulheres. 
Admito que Fuga não vai figurar no meu Top 5 de peças de teatro preferidas mas saí do Tivoli satisfeita. Gostei mais da primeira parte, onde acho que a concentração de piadas foi maior. No entanto, admito que na segunda pudemos assistir a um maior enriquecimento da história com alguns factos surpreendentes.
Destaque para a questão tão actual da corrupção e do enriquecimento de alguns políticos que enchem a boca para dizer que dedicam a sua vida a servir o país.
Em suma, duas horas bem passadas e que me permitiram perceber que o teatro nao está em coma e que ainda atrai multidões. Com ou sem a maldita crise, o Tivoli estava cheio.


sexta-feira

Duas noções muito diferentes de aventura

Diálogo entre a minha pessoa e a minha colega e amiga Carla, esta manhã:

Eu:  - Estou a precisar de aventura na minha vida. Tenho tanta pena de não ter feito aquele mega passeio de bicicleta no fim de semana passado por causa da chuva ( passeio de 72 Kms na ciclovia que liga Pombal a Nazaré )
Carla: - Oh Isabel vamos aventurar-nos esta tarde! Que tal irmos arranjar as unhas das mãos?

quinta-feira

Ai que saudades de uma boa campanha da Benetton

Com o intuito de impulsionar as vendas ou talvez devido a um forte sentimento de nostalgia, a Benetton resolveu regressar às boas e polémicas campanhas publicitárias que colocaram a marca nas bocas do mundo, sobretudo nos anos 80 e 90. Quem não se recorda destas:




É claro que hoje em dia estas imagens já não causam arritmias a ninguém. Tendo isso em mente, a equipa responsável pelo Marketing da Benetton teve de se socorrer de algo mais ousado. Usando como mote a questão da Paz mundial (tão apregoada pelas candidatas a Miss nos concursos de beleza), a Benetton manipulou imagens e vai de colocar alguns líderes mundiais aos chochos.
Vá, é moderno e tal. E depois há aquela coisa de que não há má publicidade, mas apenas publicidade. A verdade é que toda a gente fala na marca italiana. Mas ajudará este circo todo a vender roupa? É que eu tinha decidido adquirir 3 pecinhas com o semi-subsídio de Natal que vou receber no fim deste mês e não vejo como o Obama aos kisses com o Hugo Chávez pode ter influenciado essa minha decisão. Se por acaso estivessem a evergar os vestidos de lã fofa que pretendo comprar, pronto, até fazia um esforço para tentar compreender, mas qualquer um dos dois veste um fato enfadonho! E a Merkle, como modelo de campanha? Lá porque ela também é alemã, não quer dizer que seja parecida com a Cláudia Schiffer.
Tenho que cá para mim isto só tem um único objectivo: aumentar os preços. Lá me vão inflacionar os vestidos. Biltres!




quarta-feira

Mango Touch

Mais uma loja interessante para frequentar agora que a época das compras natalícias se aproxima. A pensar nas mulheres viciadas não só em roupa mas também em acessórios para acompanharem devidamente os outfits, a Mango decidiu abrir uma série de estabelecimentos só de malas, sapatos, cintos, etc. Pequenos paraísos, não fiscais, porque o IVA vem bem identificado nas facturas, mas ainda assim, paraísos.
A primeira já abriu em Lisboa, no Saldanha Residence.


domingo

A Sombra do Vento

Terminei há minutos de ler "A Sombra do Vento" do espanhol Carlos Ruiz Zafón. Este exemplar belíssimo e irreprensível de Literatura tem elevadas probabilidades de se tornar no livro da minha vida. Sempre consegui dizer qual era o meu filme preferido sem hesitações. Durante mais de uma dezena de anos foi "Forrest Gump" o portador da faixa. Até que vi "Quem Quer Ser Milionário" e este veio destronar a história dos USA contada por um homem de QI baixo e coração enorme.
Na Literatura, foi-me sempre impossível destacar um. Na verdade, era-me inclusive difícil dar honras de favoritismo até mesmo a uns cinco ou seis. Conseguia, talvez, mencionar cerca de 10 que ocupavam um lugar ex-aequo no meu coração. A saber:
"Por favor não matem a cotovia" de Harper Lee;
"As Cinzas de Angela" de Frank McCourt;
"Terapia" de David Lodge;
"Cem Anos de Solidão" ou "Crónica de Uma Morte Anunciada" de Gabriel Garcia Márquez;
"O Velho que Lia Romances de Amor" de Luís Sepúlveda;
qualquer um de Isabel Allende ( excepto aquela trilogia que começa com "A Cidade dos Deuses Selvagens" que me fez pensar Isabel, filha, onde estavas com a cabeça quando te deu para escrever isto? );
qualquer um do Jorge Amado com destaque para "Os Capitães da Areia";
"A Cor Púrpura" de Alice Walker;
"O Crime do Padre Amaro" de Eça de Queiroz;
"Equador" de Miguel Sousa Tavares. 
Quase todos muito comerciais, não são por isso, menos que excelentes. 
A Sombra do Vento veio dar cabo desta comunidade de favoritos, onde todos eram iguais, onde o sentimento da inveja era desconhecido e onde não existiam ambições desmedidas, visto não existir qualquer possibilidade de promoção a O Livro. 
A Sombra do Vento deixou-me um vazio quando o terminei. Queria que não terminasse nunca. Queria que continuasse aquela narrativa que não parava de me surpreender. Queria continuar a ler a voz de Fermin, personagem que me arrancou gargalhadas sonoras, que me fez desejar conhecer alguém assim na realidade. Queria que existisse, como na história de Carlos Ruiz Zafón, um Cemitério dos Livros Esquecidos, para eu poder frequentar.
Por todos estes motivos, foi decidido por unanimidade, que A Sombra do Vento vai ganhar local de destaque em prateleira de madeira de qualidade com holofote (economizador, claro) iluminando devidamente a obra. 



   

sábado

Fotografia: 3 nomes a reter

Há três fotógrafos cujo trabalho sigo sobretudo através das revistas de moda: Annie Leibovitz, Patrick Demarchelier e Mario Testino. Qualquer um deles faz fotos que são autênticas obras de arte. Presenças assíduas na Vogue americana, francesa ou britânica bem como na Vanity Fair ou Elle, a primeira captou e registou para a posteridade John Lennon e Yoko Ono na própria manhã em que o famoso Beatle foi assassinado. O segundo apareceu no filme de Sexo e a Cidade fotografando Carrie na sessão de vestidos de noiva que ela protagoniza e Miranda, a personagem de Meryl Streep no filme O Diabo Veste Prada menciona o seu nome. Por fim, Mário Testino é conhecido por ter feito as fotografias mais descontraídas e bonitas da Princesa Diana, bem como por ser o responsável por várias capas da Vogue. A mais recente foi a da edição francesa, em Setembro, com a Princesa Charlotte do Mónaco. 

De Annie Leibovitz:


Com George Clooney

O elenco de Os Sopranos


Uma recriação de Romeu e Julieta

Annie Leibovitz

De Patrick Demarchelier:


Kate Moss



Angelina Jolie


Gisele Bundchen

Patrick Demarchelier
 De Mario Testino:



Sienna Miller



Kate Winslet

Mario Testino


sexta-feira

O novo CD de Florence + The Machine

A Florence veste e canta bem, logo merece que eu a ouça. O novo álbum está aí desde 31 de Outubro e já me tornei ouvinte assídua do What the Water Gave Me.
As mulheres de voz poderosa estão cada vez mais na berra e eu, como sou de seguir tendências de bom gosto, tenho-lhes proporcionado mais espaço de memória no meu computador e no meu telemóvel.