Há já muito tempo que não ia ao Teatro. O jejum acabou hoje com a peça Fuga que me atraiu sobretudo pelo elenco. José Pedro Gomes, Maria Rueff e Jorge Mourato são nomes constantes em peças humorísticas. Quem não se lembra do primeiro nas Conversas da Treta com o inesquecível António Feio ou em Arte, onde partilhava o palco mais uma vez com Feio mas também com Miguel Guilherme. Maria Rueff também dispensa apresentações. Herman José apresentou-a ao público português no início dos anos 90 e o humor no nosso país nunca mais foi o mesmo. O último trabalho que vi da actriz até esta tarde foi a brilhante imitação de Teresa Guilherme em "A Casa dos Degredos" e sabia que ela não me ia desapontar. Jorge Mourato participou em Caveman, onde explicou, sozinho em placo, através de metáforas capazes de arrancar gargalhadas aos mais sisudos, as grandes diferenças entre homens e mulheres.
Admito que Fuga não vai figurar no meu Top 5 de peças de teatro preferidas mas saí do Tivoli satisfeita. Gostei mais da primeira parte, onde acho que a concentração de piadas foi maior. No entanto, admito que na segunda pudemos assistir a um maior enriquecimento da história com alguns factos surpreendentes.
Destaque para a questão tão actual da corrupção e do enriquecimento de alguns políticos que enchem a boca para dizer que dedicam a sua vida a servir o país.
Em suma, duas horas bem passadas e que me permitiram perceber que o teatro nao está em coma e que ainda atrai multidões. Com ou sem a maldita crise, o Tivoli estava cheio.






















