... foram a melhor invenção para pessoas friorentas como eu. É claro que em vez de ter adquirido as originais, optei por uma solução mais barata da Primark. Por isso, trato-as com muito carinho e só as levo para a rua quando não chove. É minha intenção prolongar-lhes o mais possível a sua esperança média de vida. No entanto, acho que vai ser difícil com o uso frequente que lhes ando a dar. É que andar com estas botas deve ser o mais parecido que há com andar em cima de algodão. Tenho que cá para mim que quando o pessoal ganha um bilhete só de ida para o Paraíso, deve ser este o calçado que o S. Pedro tem à porta para distribuir. Quentes e fofas! E ainda por cima estilosas!
quinta-feira
Harlem Gospel Choir
Ontem à noite Nova Iorque esteve em Lisboa, mais propriamente no Coliseu dos Recreios e foi emocionante ouvir artistas que cantam do fundo da alma para um espectador VIP: Deus. Vozes poderosas cheias de alegria e fé encantaram um público que elevou os braços no ar, que dançou, que cantou, que bateu palmas ao ritmo que a musica pedia e que exigiu Oh happy day, cantado em uníssono até por aqueles que não dominavam a língua inglesa!
O melhor para além do talento foi a simpatia dos cantores que fizeram com que fossem abraçados e muito beijocados por dezenas de espectadores.
Pelo meio a conhecida canção "Amazing Grace" e um medley de canções natalícias que no fim me fizeram pensar que pelo menos um pedaço do Natal de 2011 já cá canta ( literalmente ).
Mais uma experiência nova iorquina que me fez sentir um grande saudasismo dessa cidade espectacular.
Para o Harlem Gospel Choir um grande " let's join our hands together"!
terça-feira
Às vezes é possível distrairmo-nos com as coisas mais simples. O Atrium Saldanha oferece uma distracção gratuita bastante agradável há muitos anos. Por volta das 19h00 há sempre alguém a tocar o belo piano que se encontra na zona da restauração. Já fiquei por lá sentada a ouvir a musica durante longos minutos. E a pensar. E a tomar decisoes. E a tomar um chá bem quente no Inverno ou a comer um gelado no Verão.
E são momentos especiais, momentos que distraem e aquecem a alma. E não custam nada, o que nesta altura de austeridade, sabe ainda melhor.
domingo
Sobre Steve Jobs
Pergunto-me quantos livros sobre Steve Jobs estiveram a aguardar que ele morresse para serem logo de seguida editados. A biografia escrita por Walter Isaacson foi o primeiro que vi nas prateleiras da Fnac e da Bertrand. Hoje deparei-me com As Palavras de Steve Jobs de autoria de Helena Oliveira onde se encontram algumas das suas mais famosas citações e ainda O Método de Steve Jobs - iLeadership escrito pela mão de Jay Elliot e que tem como objectivo inspirar as novas gerações a inovar e a liderar.
Estou tentada a adquirir um dos três. Apesar de ser info-excluída, sou admiradora de histórias reais de self-made men.
sábado
Amanhecer ou a história do vampiro encantado
No século XIX os irmãos Grimm criaram o mito do principe encantado com o conto Cinderela e o universo feminino nunca mais foi o mesmo. No século XX, nomeadamente nos anos 90, o cinema deu-lhe a cara e o corpo de Richard Gere em Pretty Woman e as mulheres reforçaram as suas convicções de que há sempre um sujeito bonito, rico, educado, inteligente, isto é, pura realeza, que vai aparecer para as salvar. No século XXI eis que tudo muda e a figura do princípe encantado é substituída pela do vampiro encantado na saga Twilight. Primeiro ponto em comum nos dois filmes românticos: ambos os protagonistas, o de sangue azul e o que gosta de sangue, dão pelo nome de Edward. Segundo ponto em comum: boa banda sonora. Terceiro ponto em comum: as protagonistas femininas são salvas devido à pronta intervenção dos seus heróis garbosos.
Hoje fui ver o Amanhecer ao cinema. Vi-me rodeada de adolescentes e não fosse a ausência de iluminação na sala, todos poderiam ter testemunhado o rubor nas minhas faces. Sim, confesso que senti alguma vergonha no início. No entanto, a coisa passou-me rápido. Gosto de mergulhar numa boa história romântica irreal, daquelas que têm menos credibilidade que uma mala falsa da Louis Vuitton. Gosto de pensar que ainda há autores que conseguem ter imaginação suficiente para criar algo que está tão distante da vida real como a minha conta bancária está de um apartamento de luxo no Chiado.
Adorei o Robert Pattinson a falar português nas cenas gravadas no país do samba. Não gostei tanto foi das cenas finais. Um pouco violento para o público juvenil por vezes ainda muito tenrinho para ver tanta mordidela e sangue.
Chegada a casa, eis que no Fox Movies, está a dar o Pretty Woman. Achei graça à coincidência, daí falar de ambas as longas metragens neste post.
Um aviso à navegação feminina: a ver o recente e a rever o antigo, mas atenção, há que manter os pézinhos bem assentes na terra, nada de andar por aí a sonhar com seres míticos.
O mesmo vestido: dois preços muito diferentes
Avistei o vestido abaixo numa loja perto da minha casa. O seu nome de baptismo: 60 Euros redondinhos. Por mera casualidade, encontrei um irmão gémeo do modelito no catálogo da La Redoute. O seu nome de baptismo: 29,95 Euros. E a sua alcunha ainda é bem mais barata ( isto é, como está em promoção ): 18,96 Euros ( já com os portes de envio ). Volto a referir que são irmãos gémeos, talvez separados à nascença, mas ainda assim, iguais como duas gotas de água.
A pergunta que urge colocar é: na loja, não estarão a ser demasiado ambiciosos, ou é só impressão minha?
quinta-feira
As críticas ao consumismo são do melhor que há!
Hoje aconteceu-me uma situação no mínimo caricata. Ia a minha pessoa calmamente a passear-se pela Av. da Liberdade quando passa por mim uma senhora de estatura reduzida, largura igualmente reduzida mas de lingua bem grande. Observa-me e diz com desprezo: "olha já nas prendas de Natal e ainda por cima o saco é da Benetton". A minha pessoa nem se deu ao trabalho de lhe responder convenientemente. E porquê, perguntam-me vocês:
- Primeiro, porque o saco continha umas botas que mandei arranjar no sapateiro. Eu cá sou como o Salazar no que respeita a botas, nunca as deito fora, o segredo é mandá-las para a devida cirurgia plástica.
- Segundo, mesmo que o saco estivesse cheio de prendas para mim ou para outrém, sempre é dinheiro mais bem gasto do que aquele que a dita senhora deve gastar. É que não querendo ser má língua mas vendo-me obrigada a sê-lo, o aspecto da despeitada fez-me crer que as suas principais compras são feitas nos grandes supermercados de produtos ilícitos.
- Terceiro, recuso-me a dar tempo de antena a críticas ao consumismo porque é rara aquela que não me soa a falso moralismo.
Não me parece que consumir já esteja incluído na lista dos 7 pecados mortais, mas como não gosto de falar à toa, vou perguntar a um Padre qual a posição da Igreja Católica sobre este tema. Além disso, acho que muita gente se esquece que ao comprarmos na loja A, B ou C estamos a ajudar que o emprego da pessoa X, Y e Z se mantenha. Porque o/a X prefere com certeza ganhar o ordenado mínimo em vez do ordenado zero. E o Y também quer ter a possibilidade de gastar na loja B. Vamos deixar todos de ir à Zara para ver o que acontece`aos vários funcionários por lá circulam. Vamos deixar de entrar na Bertrand, uma das, senão a mais antiga de Portugal, que é para não termos tentações e não trazermos de lá um livrinho por mais barato que seja. É que se o fizermos, uma fogueira da Inquisição estará com certeza à nossa espera.
A Europa está mergulhada numa crise. É preciso poupar, evidentemente que é, mas se todos deixarmos de consumir, se calhar as consequências ainda vão ser piores não?
Todos, privados e públicos, acabámos de levar com cortes no subsídio de Natal. Quem trabalha a recibos verdes, nem sequer sabe o que são isso de subsídios. Para todos, penso que o caminho melhor a seguir, tal como tudo na vida, é o do meio termo, o do equilíbrio. Se antes podíamos gastar 10 e poupar outros 10, agora se calhar o correcto é gastar 5 e poupar outros 5.
Para mim consumir e poupar não são opostos, são verbos que se complementam. Verbos que temos de tentar que permaneçam nas nossas vidas.
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