sábado

Cinema I

A Fox Movies dá-nos o privilégio de podermos rever alguns filmes um pouco antigos mas que não são menos bons por causa disso. Hoje apanhei já a meio, o filme que mais me fez chorar na vida quando o vi pela primeira vez. Estávamos no ano 2000 e Denzel Washington representava, aquele que para mim foi o melhor papel da sua carreira ( e se há actores que tiveram a seu cargo inúmeros excelentes papeis, Denzel Washington foi um deles ). The Hurricane - O Furacão conta a história verídica do campeão de pesos médios Rubin "Hurricane" Carter preso mais de 20 anos por um crime que não cometeu e vítima do mais puro e cruel racismo. Julgado e condenado duas vezes pelo Tribunal de New Jersey, Rubin Carter teve de contar com a ajuda de 4 estranhos, que se tornaram nos seus melhores amigos e posteriormente, salvadores. Entre eles, o jovem Lesra, que após ler a autobiografia de Rubin, convenceu a sua família de acolhimento a ajudar o pugilista na busca da verdade e da justiça que viu serem-lhe negadas durante décadas. 
As minhas lágrimas são sobretudo mais abundantes na cena do diálogo entre Lesra e Rubin que antecede a decisão de um Juíz Federal sobre o seu último recurso.
Rubin: - Qual foi o primeiro livro que compraste?
Lesra: - O seu.
Rubin: - Julgas que foi por acaso?
Lesra: - Não.
Rubin: - Eu também não. Lesra... Diminutivo de Lazarus "Aquele que se levantou de entre os mortos". Ruben... Génesis, Capítulo 29, versículo 32... "Vejam, um filho". Junta as duas frases e dá... " Vejam, um filho que se levantou de entre os mortos". Isto não é acaso. O ódio colocou-me na cadeia. O amor vai arrancar-me dela.


   

quarta-feira

Os vestidos da Mango...

... sobretudo os bi ou tricolores obrigam-me a tecer-lhe elogios constantemente. É que cada vez que entro numa das lojas da marca espanhola, vejo mais um que me agrada.
Quero estes todos!



domingo

A difícil escolha de uma mesa de jantar e as suas cadeiras

Mesas bonitas na Antarte, mesas baratas no Ikea, mas as cadeiras onde o meu rabinho ficava muito bem sentado estão à venda na Área. Acho que uma mistura terá de ser feita. 
Descobri que para mim a arte de comprar móveis é idêntica à arte de comprar trapos. Não me canso de entrar e sair das lojas em busca dos artigos perfeitos, destes e daqueles objectos cujas cores e formas foram tão carinhosamente idealizados na minha mente. 
Não fosse a questão da não gratuitidade dos ditos e seria um prazer esta busca pelo mobiliário perfeito. 
Olhem que bom aspecto esta mesa da Antarte. Não percebo é a cadeira solitária e os 4 copos. Será este o aspecto da sala de um ser que só tem a bebida por companhia? Mau agoiro.  

  

Os italianos são bonitos mas...

... as malas que eles fazem ainda me agradam mais. Como estas da Cocinnelle:




quinta-feira

As Ugg ou as botas pata de urso como gosto de lhes chamar...

... foram a melhor invenção para pessoas friorentas como eu. É claro que em vez de ter adquirido as originais, optei por uma solução mais barata da Primark. Por isso, trato-as com muito carinho e só as levo para a rua quando não chove. É minha intenção prolongar-lhes o mais possível a sua esperança média de vida. No entanto, acho que vai ser difícil com o uso frequente que lhes ando a dar. É que andar com estas botas deve ser o mais parecido que há com andar em cima de algodão. Tenho que cá para mim que quando o pessoal ganha um bilhete só de ida para o Paraíso, deve ser este o calçado que o S. Pedro tem à porta para distribuir. Quentes e fofas! E ainda por cima estilosas!

  

Harlem Gospel Choir

Ontem à noite Nova Iorque esteve em Lisboa, mais propriamente no Coliseu dos Recreios e foi emocionante ouvir artistas que cantam do fundo da alma para um espectador VIP: Deus. Vozes poderosas cheias de alegria e fé encantaram um público que elevou os braços no ar, que dançou, que cantou, que bateu palmas ao ritmo que a musica pedia e que exigiu Oh happy day, cantado em uníssono até por aqueles que não dominavam a língua inglesa!
O melhor para além do talento foi a simpatia dos cantores que fizeram com que fossem abraçados e muito beijocados por dezenas de espectadores.
Pelo meio a conhecida canção "Amazing Grace" e um medley de canções natalícias que no fim me fizeram pensar que pelo menos um pedaço do Natal de 2011 já cá canta ( literalmente ).  
Mais uma experiência nova iorquina que me fez sentir um grande saudasismo dessa cidade espectacular.
Para o Harlem Gospel Choir um grande " let's join our hands together"!



terça-feira

Às vezes é possível distrairmo-nos com as coisas mais simples. O Atrium Saldanha oferece uma distracção gratuita bastante agradável há muitos anos. Por volta das 19h00 há sempre alguém a tocar o belo piano que se encontra na zona da restauração. Já fiquei por lá sentada a ouvir a musica durante longos minutos. E a pensar. E a tomar decisoes. E a tomar um chá bem quente no Inverno ou a comer um gelado no Verão.
E são momentos especiais, momentos que distraem e aquecem a alma. E não custam nada, o que nesta altura de austeridade, sabe ainda melhor.