Uma vez ouvi dizer que com o começo de mais um ano podemos deitar o passado para trás das costas e recomeçar de novo. Todos temos uma nova oportunidade. Pergunto-me se isso será de facto verdade. Pergunto-me se com a contagem das 12 badaladas, todos os problemas dos quais nos queremos livrar, desaparecem como que por magia.
Não me parece, atrevo-me a afirmar. Para mim, a sensação de recomeço acontece sempre no fim das férias de Verão. Um par de semanas longe da turbulência do trabalho e por vezes, do local onde vivemos e as baterias são recarregadas. Saímos da nossa rotina, do nosso quotidiano e olhamos para ele como se estivéssemos do lado de fora. Com tempo livre para pensarmos na nossa existência, concluímos que talvez seja hora de tentar corrigir o que está mal, tomamos decisões, surgem novos sonhos e elaboramos estratégias para os realizar.
Este ano, no entanto, resolvi dar uma oportunidade ao mês de Janeiro e tentar fazer dele o mês em que de facto recomeçarei. Vou finalmente mudar de casa. Marcar o meu território num apartamento adquirido já há um par de anos.
A esta decisão seguem-se outras na lista de menor porte e a meu ver, concretizáveis. Acho que as listas de decisões para o ano que se aproxima devem ser isso mesmo, concretizáveis. Nada de coisas impossíveis, que necessitem de intervenção divina mas apenas pequenos desafios que podem tornar-se realidade com algum esforço e dedicação.
Que 2012 seja um ano de pequenas alegrias, de uma imprensa que nos dê boas notícias, de saúde e de reconciliação com tudo aquilo que nos perturba.










