quinta-feira

Vestidos e Homens

Comentava eu hoje com uma amiga que andava há muito a ser seduzida por um belo vestido da Mango. Hoje, uma vez encontrado o dito por metade do preço e no meu tamanho, tinha resolvido experimentá-lo.
- Desfez-se o mito! É horrível! - sentenciei eu
Ela reflectiu um pouco e respondeu:
- Ah isso é como certos homens. São muito bonitinhos. Depois vamos experimentá-los, a coisa não corre pelo melhor e concluímos que não nos assentam bem.
Ora aqui está uma maneira simples de ver as coisas.

P.S. -Para os elementos do sexo masculino que consultam com frequência este blog, deixo a ressalva de que a frase proferida pela minha amiga também pode ser aplicada ao mulherio. Algumas podem ter uma cara laroca e depois vai-se a ver e não valem nada.

terça-feira

A pessoa (eu) entra na perfumaria com a humilde intenção de comprar um creme hidratante igualmente humilde (aka, barato). Tem um budget para o dito e não quer ultrapassá-lo. Explica a uma das meninas especializada na matéria que circula pela loja para que efeitos quer o creme: que hidrate, que tenha protector solar, que não deixe a pele oleosa, blá, blá, blá. E eis que a menina se começa a dirigir para uma zona de perigo: as prateleiras da Chanel. Começando a sentir uma dor aguda no peito, a pessoa diz com todo um ar que é um misto de medo e agonia profundos: "pois, Chanel, de facto é muito bom mas não tem nada mais em conta?" A menina funcionária da loja descreve todo um conjunto de vantagens e quando a pessoa dá por ela, já se desgraçou de forma irreparável.
A menina funcionária ainda diz no caminho para a caixa: "olhe que tem aqui tratamento para 6 meses". Em resposta, a pessoa que se desgraçou, pensa: "não filha, tenho é tratamento para pelo menos 1 ano e é bom que resulte!"


domingo

O amor ao fim de 50 anos

Sou moça de ir à Missa de vez em quando ou simplesmente entrar numa Igreja para um breve tête à tête com o Divino. Acredito no grande D. sobretudo porque gosto de pensar que posso ter a quem agradecer quando as coisas me correm bem e posso ter quem culpar quando as coisas me correm assim para o mal. Hoje, com a ida à Missa domingueira deparei-me com a renovação dos votos de um casal que se mantinha unido há 50 anos. Grande foi a actividade cerebral que se gerou na minha cabeça perante tal facto. Perguntas, senhores, perguntas me invadiram sem pedir licença: seria um casamento feliz ou só fachada? será que ainda passeiam de mão dada na rua? será que ainda há amor ou apenas carinho e um grande companheirismo? Uma vez li algures que nos devemos casar com alguém com quem gostemos de conversar. Cá está um conselho adequado para estas situações em que chegamos a octagenários ainda com o estado cívil de casado no bilhete de identidade. Uma vez que o corpinho já não está nas melhores condições para grandes cambalhotas, vai de substituir o sexo por uma boa dose de conversa. 
Eu, como romântica incurável que sou, prefiro agarrar-me à ideia que o casal das bodas de ouro sempre foi feliz, que o amor sempre abundou e que ao fim destes anos todos, ainda olham um para o outro com a mesma paixão de sempre, que os sentimentos mais nobres ainda não estão reformados, como eles provavelmente estarão. 
Os bisavós de uma amiga minha chegaram a celebrar 70 anos de casados. Ele morreu primeiro e ela só conseguiu resistir à sua ausência 3 meses. Ela já não se conseguia lembrar da sua vida antes de ele aparecer. Dizem os filhos, os netos e os bisnetos que sempre foram felizes. Isto deixa-me satisfeita. Numa altura em que achamos que os finais felizes só ocorrem na ficção é bom saber que os há na vida real.
Pergunto-me qual a fórmula certa para aquilo a que chamo "o acasalamento para a vida". Será só amor, confiança e respeito ou há aquele factor X que ou se tem ou não se tem?
Os casais mais felizes que conheço alimentam além do amor, o humor. Têm também as mesmas ideias relativamente a questões que envolvem dinheiro e quanto à educação dos filhos, concordam pelo menos no que é essencial. Fazem algumas actividades juntos mas noutras vai cada um para seu lado.
Então e contrariamente ao acasalamento para a vida, o que dizer da solidão para vida? Será um privilégio quando a questão é a velha máxima do "mais vale só do que mal acompanhado". Teremos sido feitos, como diz um colega meu de trabalho, para nunca vivermos sós ou à vezes é de facto melhor optar pelo celibato?
Sós, unidos de facto ou unidos pelos sagrados laços do matrimónio, fomos feitos, a meu ver, para tentarmos atingir esse estado que é a felicidade e a que só chegam os audazes. Aqueles que nunca poderão ser acusados de não terem tentado amar e ser amados. 
E agora, para ilustrar este texto que é um hino ao amor, aqui vai esta bela canção tão boa para fazer meninos: "Perdóname" de Pablo Alborán com a nossa Carminho.



    

Nos Idos de Março

Apesar dos prós, como por exemplo, um elenco de pesos pesados e as boas críticas, o contra de se tratar de um filme sobre política, fez-me estar sempre naquela hesitação do "ver ou não ver, eis a questão". Ontem decidi dar uma oportunidade a este último filho de Clooney, nem que fosse para vislumbrar o corpinho tonificado do Ryan Gosling ( o que não se sucedeu porque o homem esteve sempre muito tapado ).
Um filme com um início um pouco entediante e por vezes confuso mas que uma vez desfeitos os nós se transforma em algo que exemplifica bem até onde estamos dispostos a ir e de que escrúpulos e valores não nos causa mossa abdicar, para deitar mão a algum poder.
Com o papel de protagonista, Ryan Gosling já obteve o mérito de conseguir uma nomeação para Melhor Actor nos Globos de Ouro. Penso que para o bom desempenho da sua missão contribuíram as prestações brilhantes dos secundários que com ele repartiram o grande ecrã, nomeadamente Philip Seymour Hoffman e Paul Giamatti. Estes dois senhores são daqueles exemplos que podem surgir numa cena durante apenas escassos minutos mas atraem todos as atenções para si.
Em suma, obrigatório ver. 


quarta-feira

Susan B. Anthony

Uma amiga minha deu-me a conhecer esta semana Susan B. Anthony ( 1820 - 1906 ). Esta senhora foi uma feminista norte-americana que durante o século XIX teve um papel fulcral na luta pelos direitos das mulheres, nomeadamente, pelo direito ao voto, nos EUA.
Hoje, é possível visitar a sua Casa-Museu, considerada um monumento histórico nacional, em Rochester, Nova Iorque. 
Susan B. Anthony ficou igualmente conhecida pela mala que transportava sempre consigo. A sua citação mais famosa, que ficou para a História foi " Woman must wear a purse of her own ". A mala, bem como esta citação, tornaram-se o símbolo da sua luta pela independência económica das mulheres, que no início do século XIX era quase inexistente. Assim que casavam, as "esposas" deixavam, por exemplo, de poder abrir uma conta bancária ou alugar um local para viverem.
Actualmente, as mulheres são na sua grande maioria, economicamente independentes, votam, têm acesso a formação superior ou a qualquer profissão e usam malas por questões de moda. "The purse" já não é só para transportar o dinheiro que ganham com o seu trabalho, mas também um objecto de desejo e que marca um estilo. Desde a mochila de pano à mala de pele de crocodilo que custa o preço de um carro, as mulheres escolhem as malas que mais apreciam e que lhes permite transportar todo um mundo, todos aqueles objectos dos quais nunca se querem separar.




Dizem que uma mochila da Eastpak dura uma década

Esta é a mala da Hermés, a Birkin, que custa o mesmo que alguns carros.

segunda-feira

Como tornar um banho quente ainda mais agradável

Descobri este maravilhoso objecto folheando o catálogo da La Redoute. Quem teve a ideia merecia um dúplex no céu. É que às vezes as coisas mais simples provocam a maior das alegrias.
Contemplem o suporte para banheira com porta-livros.
Que me perdoem os ambientalistas, mas já me estou a imaginar a tomar um banho de imersão com muita espuma e com um belo de um livro à minha frente.


domingo

O primeiro dia de 2012...

... é quase sempre para recuperar dos excessos da noite anterior. Hum, que bem que sabe ficar na ronha até ao almoço em lençois de flanela quentinha. Nada cá de loucuras como o primeiro - e eu acrescentaria, gelado - mergulho na praia de Carcavelos. Quem é que terá tido essa ideia arrepiante? E já agora, quem é que terá tido a ideia das 12 passas? Como, quando e onde começou essa tradição mal saborosa? Não gosto nada de passas e este ano decidi tomar uma atitude rebelde. Substituí as 12 passas por 12 gomas. Muito mais satisfeita fiquei. Para o ano vou substituir o champanhe também. Chamem-me brega mas champanhe é coisa que não me adocica a boca. Lá terei de brindar com uma Coca-Cola.