sexta-feira

O Artista

Quando o antigo se transforma em novo e original, o resultado só pode ser surpreendente, sendo que, surpreendentemente bom é a melhor dupla de palavras para definir "O Artista". Se esquecermos o facto de que a história, caso tivesse sido contada de forma convencional, não é muito entusiasmente, é na forma como ela é apresentada que está a excelência. Um regresso ao cinema mudo genial com um actor francês não muito conhecido (só o vi em "Pequenas Mentiras entre Amigos") que irá com certeza passar a perna a George Clooney na categoria de Melhor Actor nos tão aguardados Oscars. A sua personagem, um actor em fim de carreira caído em desgraça, não precisa falar para nos mostrar as suas angústias. As caretas de Jean Dujardin são o bastante para o compreendermos. 
Vale a pena acrescentar que as minhas expectativas em relação ao cão minúsculo foram superadas. Sem ele o filme não teria metade da graça. 

  

quinta-feira

Exposição de Christian Louboutin no Museu de Design de Londres

Há eventos que nos fazem pensar em cometer loucuras e este é definitivamente um bom exemplo. A exposição deste grande senhor estará aberta ao público entre os dias 1 de Maio e 8 de Julho e estou a considerar ir a Londres de propósito nem que seja só por um dia. É nestas alturas que uma pessoa agradece ao Divino haver uma companhia aérea chamada Easy Jet. Peças icónicas que fazem parte de 20 anos de carreira do conhecido designer estarão expostas para deleite de quem aprecia os sapatinhos de sola vermelha. Haverá também a oportunidade de se conhecer todo o processo de concepção de um sapato Louboutin, desde o seu desenho, passando pelo protótipo até ao produto final. 
Tentador...



   

terça-feira

Uma vez que hoje é dia de S. Valentim e uma vez que o Governo ama muito todos os portugueses, vai daí e resolveu dar-nos um presente maravilhoso: a publicação das novas taxas de retenção para o IRS... que aumentaram, claro está! 
É caso para se dizer Iupiiii !!

segunda-feira

Whitney Houston

Ainda não há muito tempo o mundo chorou a morte de Amy Winehouse por aquilo a que no início se designou de "causas desconhecidas". Ontem, notícia idêntica desta vez tendo como protagonista Whitney Houston. Donas e senhoras de vozes arrepiantemente excelentes, ambas conquistaram milhões de admiradores. Eu era uma delas e não consigo deixar de pensar no quão irónica é a questão que passo a descrever. Os artistas, aqueles que de certa forma foram agraciados com algum dom, trabalham para entreter os restantes mortais. Seja pelo seu desempenho num filme ou por uma performance num espectáculo ao vivo, concedem aos outros momentos de alegria, de prazer, de pura felicidade. Em resumo, conseguem essa proeza que é fazer-nos esquecer os nossos problemas por alguns momentos. O bizarro é que depois vamos a ver e parece que eles têm problemas bem mais graves que os nossos e não sentem essa felicidade que nos proporcionam. 
Eu já nem me lembro quando foi a última vez que ouvi a Whitney Houston cantar mas ao ouvir as notícias do seu desaparecimento, recordei rapidamente as canções da banda sonora do filme "O Guarda Costas" que ela própria protagonizou junto com Kevin Costner. 
Quanta destruição podemos conferir a nós próprios é a pergunta que me coloco quando olho para algumas das mais recentes fotos da cantora. Nem sempre são terceiros que nos fazem mal... 

  

E a Adele lá levou as estatuetas douradas...

... e mesmo com uma recente operação às cordas vocais em cima, a mulher cantou e encantou!


Uma prenda de mim para mim no Dia de S. Valentim...

... um botim ( no plural, não iria rimar ) da Mango. Estes pequenos estavam com um desconto de 60%.

sábado

Hoje foi dia de ver a Meryl Streep a fazer de Margaret Thatcher

Sempre que vejo um filme com a Meryl Streep e o comento ou aqui ou a alguém, fico com a sensação que estou a ser repetitiva. Repito sempre os mesmos adjectivos elogiosos. Não tenho culpa. A mulher é mesmo fantástica. Recordo-a em "África Minha" a pedir de joelhos um pedaço de terra para o seus kikuius; em "A Escolha de Sofia" tendo de fazer a opção mais complicada com que uma mãe se pode deparar; mais recentemente, em "O Diabo Veste Prada" mostrando o seu mais profundo desagrado apenas com um leve franzir dos lábios, em "Amar é Complicado" dizendo a célebre frase "Turns out I'm a bit of a slud" e em "Julie & Julia" fingindo uma voz aguda e uma altura que não são as suas.
Hoje foi dia de a ver transformada na mulher que ficou registada na História com o cognome de A Dama de Ferro.
O filme permite a Meryl Streep fazer duas representações de Thatcher: enquanto Primeira-Ministra, forte e determinada e enquanto viuva, já bastante idosa e lutando para se manter lúcida. Ao lado de Streep, um Jim Broadbent à altura. Vale a pena mencionar que é a segunda vez que vejo o actor britânico fazendo de companheiro de uma mulher cheia de talento que acaba por perder o contacto com a realidade. Antes, já havia desempenhado em "Iris", o papel de marido da conhecida escritora Iris Murdoch que sofreu de Alzheimer. 
De resto "A Dama de Ferro" é um filme algo monótono. Fica um pouco aquém das expectativas. Dá-nos a conhecer alguns factos históricos, é certo, mas diria que explora mais o seu lado privado, o da família, o da relação saudável com Denis Thatcher, do que o seu lado político e público, que fizeram dela uma das mulheres mais poderosas do mundo nos anos 80.