Quando o antigo se transforma em novo e original, o resultado só pode ser surpreendente, sendo que, surpreendentemente bom é a melhor dupla de palavras para definir "O Artista". Se esquecermos o facto de que a história, caso tivesse sido contada de forma convencional, não é muito entusiasmente, é na forma como ela é apresentada que está a excelência. Um regresso ao cinema mudo genial com um actor francês não muito conhecido (só o vi em "Pequenas Mentiras entre Amigos") que irá com certeza passar a perna a George Clooney na categoria de Melhor Actor nos tão aguardados Oscars. A sua personagem, um actor em fim de carreira caído em desgraça, não precisa falar para nos mostrar as suas angústias. As caretas de Jean Dujardin são o bastante para o compreendermos.
Vale a pena acrescentar que as minhas expectativas em relação ao cão minúsculo foram superadas. Sem ele o filme não teria metade da graça.





