sexta-feira

Recebi hoje do meu banco uma carta para lá de espectacular. Desengane-se quem já está a pensar que era sobre alguma dívida que contraí. Nada disso. Bem pelo contrário. O banco quer é que eu contraia uma dívida. Usando como desculpa o facto de que no próximo mês faço anos, o balcão onde está sediada a minha conta resolveu enviar-me uma mensagem, em meu entender, muito colorida, dizendo que queriam comemorar comigo e que sendo assim ofereciam-me a possibilidade de adquirir um qualquer produto - que não financeiro - a prestações. A parte que mais gostei foi a de que inclusive me ofereciam a isenção dos custos da abertura do crédito. Tanta generosidade causou em mim grande emoção. Pensei logo para comigo: é agora que eu vou comprar um tren de cozinha inox no valor de 200 euros em 3 mil prestações. Se estou isenta de custos de abertura de crédito, então isto é coisa para me fazer perder a cabeça. Eu já recebi muito presente bonito. É verdade, não me posso queixar. Uma vez 3 amigos ofertaram-me umas cuecas fio dental com a foto deles lá estampada. Mas nada se compara a esta oferenda do meu banco. Baixarem-me a prestação da casa é que também era uma atitude simpática, amorosa vá. Mas isso, estou em crer que nunca vai acontecer. O que é uma pena... eu que já lhes dei tanto. Em juros, sobretudo. Sim, porque a minha mãe sempre me disse: mãos que não dais, por que esperais! Eu já dei, logo, agora estou à espera do retorno.   

terça-feira

O candeeiro - gaiola

Comentei com uma amiga que estava a ser difícil encontrar o candeeiro ideal para a minha sala. Ela não hesitou e sugeriu-me esta solução tão original: uma gaiola de madeira vintage devidamente adaptada. Algo assim deste género:


Agora só me falta encontrar o objecto e um artista que o transforme.

segunda-feira

Este fim de semana num jantar de anos, uma amiga minha mencionou que estava a ler a biografia da Agatha Christie. O facto mais curioso que tinha lido até ao momento era um hábito da sua infância. Quando a autora de Poirot ou Miss Marple tinha cerca de 5 anos, insistia sempre em vestir umas cuecas novas quando saía, não se desse o caso de ter um acidente e ter de ir parar ao hospital. A isto se chama dar prioridade àquilo que verdadeiramente interessa, o que neste caso não são os danos de um acidente, mas sim o estado e o aspecto da roupa interior. Cada um com a sua mania. Esta, confesso que nunca tinha ouvido mas é muito comum a história desta ou daquela avó que tem a roupa escolhida para vestir quando fizer a viagem para o eterno descanso. Ou o pijama ou a camisa de dormir de flanela por estrear que deverá ser usada quando ficarem doentes e um médico tenha de ir lá a casa. Ou o robe e os chinelos turcos que devemos evergar, caso haja uma fuga de gás ou uma inundação a meio da noite no prédio onde vivemos obrigando-nos a saltar da cama directos para a rua.
Acho piada a esta preocupação com a aparência caso a desgraça surja de repente, assim sem se fazer anunciar com a devida antecedência. Podemo-nos estar a contorcer de dores e quase a bater a bota mas não há dor maior que ser apanhado mal vestido.  

segunda-feira

Mais um estudo científico...

... desta vez só dedicado aos homens. Dizei-me por favor se estou correcta: é verdade que tendes todos uma gravata especial, aquela que é a favorita, a abelha-rainha das gravatas, a gravata destinada às entrevistas de emprego ou às reuniões que têm como objectivo fechar-se grandes negócios? Até agora, só tenho recebido respostas positivas. Há sempre uma bordeaux ou uma azul que se destaca entre as outras.