quinta-feira

MUDE: diz-me do que gostas... dir-te-ei quem és

E esta noite antes de me ter instalado no sofá da forma descrita no post abaixo foi dia de ida à inauguração da exposição "Diz-me do que gostas... dir-te-ei quem és" no MUDE. Uma exposição com peças de vestuário da autoria de designers portugueses no activo como Ana Salazar, Filipe Faísca, Katty Xiomara, Os Burgueses, José António Tenente, Fátima Lopes, Ricardo Preto, Storytailors, entre outros.
Vi por lá algumas coisas que bem podiam fazer um estágio no meu armário.

O Paraíso pode ser uma praia nas Caraíbas, no Brasil ou no Oriente mas quando não queremos ou não podemos ir para muito longe, não há nada mais próximo de paradisíaco do que deitarmo-nos no sofá da nossa sala, uma caneca de chá numa mão, bolachas Oreo noutra e o Yo-Yo Ma a tocar na aparelhagem algumas melodias das Memórias de uma Gueixa.
E assim, em posição não de lótus mas de lontra, se ganham mais uns centímetros nas ancas. E que bem que sabe!






quarta-feira

O modo como os homens pensam...

Em 2009 decidi arriscar e iniciar-me numa grande aventura que dura até hoje: escrever um livro. Sempre gostei de palavras e sempre gostei do facto de que, uma vez agrupadas de forma coerente, podem originar uma boa história e consequentemente, bons momentos de entretenimento. Quando me lancei às teclas , não só tinha uma ideia do que queria contar como a certeza absoluta de que era imperativo obter um resultado que me distanciasse do esteriótipo da escritora que só sabe escrever romances de cordel. Depois dos Jogos Olímpicos de 2008 na China e depois de repousar os olhos no irmão de uma amiga minha - o Pedro - decidi que ia contar a história de quatro paraolímpicos. Ao contrário do que inicialmente pensei, nunca me debati com dificuldades para criar as personagens, as suas falas ou os seus sentimentos. É claro que a pesquisa tem sido exaustiva e tenho-me socorrido sobretudo da Internet e de algumas reportagens que me foram parando às mãos nestes últimos três anos. Apesar de o Pedro praticar Boccia, sei que nunca foi aos Jogos Paraolímpicos, portanto como não conheço pessoalmente nenhum atleta que o tenha alcançado, tive de aliar à pesquisa, uma boa dose de imaginação. 
Para minha surpresa, a dificuldade tem estado toda no facto de ter optado por 4 personagens principais masculinas. Inúmeras vezes têm surgido questões como: o que é que um homem diria ou pensaria disto? como é que um homem agiria nesta situação? o que é que um homem responderia a outro homem? Estes têm sido os meus problemas.
Os homens com quem passo mais tempo são, logicamente, os meus colegas de trabalho. Sem que o saibam, têm sido as cobaias cujo comportamento tenho vindo a observar. Alguns deles, mais do que colegas, são grandes amigos, logo, por vezes confronto-os com perguntas directas.
Do que tenho vindo a concluir, há determinados aspectos e características que me parecem próprios de pessoas e não apenas do sexo masculino ou do feminino. Alguns exemplos: 
a) O mito, por exemplo, de que as mulheres são mais conflituosas no local de trabalho desfez-se para mim há seis anos atrás. Na altura trabalhava numa empresa onde vi dois cavalheiros envolvidos numa cena de faca e alguidar muito pouco cristã.
b) Também não é segredo para ninguém que as mulheres são constantemente apelidadas de mais emocionais, e mais dadas à lagrimita mas eu já conheci por aí muita cold hearted bitch cujo canal lacrimal está em seca severa há muito tempo.
c) Por fim, dizem que os homens são mais desarrumados mas eu já partilhei sala com um que nunca saía do local de trabalho sem deixar a sua secretária imaculadamente limpa e arrumada. 
Os meus personagens podem não sair tão perfeitos como desejaria devido à minha falta de experiência de vida enquanto macho. E como mudar de sexo por uns tempos nunca foi hipótese, só me restou a imaginação. O que me tem bastado para me divertir muito.

terça-feira

O meu chefe, que é o heterossexual com mais estilo que conheço pessoalmente, apareceu-me ontem com um fato cinzento conjugado com uma camisa e uma gravata cor de rosa. Estava irrepreensível. E pergunto-me quais de entre vós, almas masculinas que por aqui circulam, têm preconceitos para com esta cor, que quando usada com sabedoria nunca, repito, nunca retira virilidade a um homem.  

Os Storytailors

Uma vez vi uma reportagem na televisão sobre Alta Costura. Uma senhora, compradora assídua da mesma, disse que o marido gostava de comprar obras de arte para apreciar. Ela gostava de comprar obras de arte para vestir. Eu cá gostava muito de ler uma história vestível dos Storytailors porque tal como o próprio nome indica,  esta dupla de designers portugueses não são mais que alfaiates de histórias.
Estes 3 vestidos podiam ser alvos de uma leitura atenta pela minha pessoa.



domingo

Ricky Martin no Glee...

... foi algo que aguardava com impaciência e que finalmente aconteceu hoje. E o Ricky dançou, e o Ricky cantou e o Ricky encantou. E durante todo o episódio surgiu dentro de mim a pergunta que não quer calar: Ricky filho, porque foste tu virar-te para os homens quando há tanta mulher por aí que daria os molares para te pôr as mãos em cima? Mulheres deste Portugal, vejam-me esta performance, este talento:


A prequela do Sexo e a Cidade e a sequela do American Pie...

... estão a chegar. A primeira, sob forma de série, ainda vai levar algum tempo a estrear nos ecrãs de televisão mas a segunda, em formato de filme, estreia já no dia 5 de Abril nas salas de cinema nacionais. Apesar de não ser uma obra prima da 7ª Arte, a verdade é que o American Pie marcou uma geração ao ousar misturar sexo com comida. Nunca mais as tartes foram olhadas e apreciadas da mesma maneira. E o Jim? Quem não sofreu com o Jim enquanto os infortúnios se iam sucedendo na sua demanda pela perda da virgindade? Admito que estou a pensar ir ver a bela da obra ao cinema. O elenco original, ao contrário no que aconteceu no terceiro filme, "American Pie - O casamento", está em peso nesta mais recente produção. Acho que só por isso vale os 6 Euros e tal do bilhete. Em relação ao "The Carrie Diaries", a Sarah Jessica Parker deve ter escolhido a dedo a sua Carrie adolescente. A actriz a quem coube a honra é Anna Sophia Robb. Tenho pena que as outras 3 personagens principais não tenham espaço na prequela do Sexo e a Cidade e só por causa disso, não estou lá muito entusiasmada. Carrie sem Samantha, Charlotte e Miranda não é Carrie que se preze. Desfez-se a quadra, logo desfez-se a lenda.