domingo

O Exótico Hotel Marigold

Uma vez em conversa com um amigo meu concordámos que basta a Judi Dench ou a Maggie Smith entrarem 5 minutos num filme e é o bastante para roubarem para si o papel de protagonistas. Ora eu nunca as tinha visto juntas e saber se uma conseguiria a proeza de furtar o destaque à outra foi o suficiente para me levar a ver este "O Exótico Hotel Marigold". Mais ainda, é sempre um gosto rever o Bill Nighy ( lembram-se do cantor maluco do Love Actually - O Amor Acontece ? ), o Tom Wilkinson e o Dev Patel no meio de um elenco todo ele mais britânico que a Rainha Isabel II. Desengane-se quem pensa que Patel, o Jamal do Quem Quer Ser Bilionário, é um indiano descoberto para as filmagens do tão oscarizado filme, tal como aconteceu com as crianças do elenco. O rapaz é bem British, basta ouvi-lo falar no seu sotaque original.  
A principal vantagem dos filmes bons é inspirar-nos, é dar-nos boas ideias para aplicarmos na vida real. Este conta a história de um grupo de 7 britânicos acima dos 60 que decide instalar-se num suposto exótico e luxuoso hotel em Jaipur na Índia, apropriado para a maravilhosa 3ª idade. A adaptação ao país e às instalações ( não tão confortáveis como julgavam ) decorre melhor para uns do que para outros. Pelo meio há ainda o regresso ao amor numa fase da vida em que já se julgava ser impossível aceder-lhe.  
Nunca pensei na terceira idade porque não é meu hábito fazer planos para daqui a pelo menos mais 30 anos. No entanto, após ver este filme fabuloso, ocorreu-me a ideia de que não me importava nada de passar os meus anos de reformada assim como estas personagens, sobretudo a de Judi Dench, que aprende a lidar com a Internet, resolve arranjar um emprego num call center e desloca-se pelas ruas caóticas de Jaipur como se dominasse a cidade. Evelyn é uma personagem que nos faz pensar que com um pouco de imaginação e audácia, é possível um novo recomeço, mesmo quando a idade não parece ser a mais apropriada para se fazer um reset à vida. 
E no fim, como diz Sonny ( personagem de Dev Patel ) tudo termina bem e se não terminar bem, é porque ainda não se trata do fim.

  

World Press Photo no Museu da Electricidade

Até ao dia 20 de Maio a célebre e sempre tão aguardada exposição de fotojornalismo anual vai cobrir as paredes do Museu da Electricidade. Só me lembro de ter perdido uma. Fui adiando, adiando e quando me dei conta, as fotografias já tinham viajado para outro país. Não consigo dizer que visitar o WPP me deixa animada. Há muitos e bons trabalhos mas convenhamos, abundam as fotos de guerras, catástrofes naturais, fome e pobreza e isso são temas que não arrancam sorrisos a ninguém. Aliás, estive a verificar algumas das vencedoras dos últimos anos e como poderão ver abaixo, nenhuma delas tem um conteúdo feliz. Acho notável o trabalho dos fotógrafos de guerra que arriscam a vida em graves conflitos para assim deixarem registos credíveis para a História. No entanto, admito que observo com mais prazer as fotos que se encontram nas categorias da Natureza e do Desporto. 
Pergunto-me constantemente o que faz uma fotografia destacar-se entre tantas. O que tem uma que as outras não tiveram para assim merecer o primeiro prémio? A qualidade, a luz, o facto que decorria naquele preciso segundo e que se calhar não seria tão especial logo no segundo seguinte? O que é que um fotógrafo tem de fazer para obter the best shot? Provavelmente estar no lugar certo na hora certa. E será que se dá ao trabalho de ajudar o ferido que fotografou ou será que segue o seu caminho em busca de algo melhor para registar e para depois sair na capa da National Geographic ou da Times? Li em tempos o livro "Câmara de Reflexão" que reune várias histórias de repórteres de imagem da TVI, da SIC e da RTP. As palavras que mais me impressionaram foram, e não estou a repetir as exactas, as de um jornalista que disse que o que lhe dava mais medo não era o som dos tiros ou a explosão que podia surgir ao virar da esquina mas era um dia começar a dormir tranquilamente depois de ver e presenciar determinados episódios.
Fica o livro e as imagens, que de facto valem mais que mil palavras.


A mais recente vencedora

2007

2006

2005

2004

2001
  

   

quinta-feira

Trabalhar em boa companhia

Uma vez um colega meu disse-me que evitava ter amigos no trabalho porque a coisa podia dar para o torto. Não se deve misturar a vida profissional com a vida pessoal, disse-me bastante convicto. Respondi de imediato que não estava de acordo. Em primeiro lugar porque não sei se existe isso de " vida profissional vs vida pessoal ". Se de facto existe, então a fronteira é muito ténue. Passamos quase todo o tempo que estamos acordados no local de trabalho. Estamos mais horas na companhia dos nossos colegas do que na da nossa família. O salário que ganhamos é o ingrediente principal do nosso estilo de vida, é o responsável pela existência ou a ausência de luxos, o número de vezes que vamos jantar fora, a educação que podemos dar aos nossos filhos, as férias ou as compras do supermercado. Os problemas ou as alegrias com que nos deparamos no trabalho definem o estado de espírito com que chegamos a casa. Impossível deixar tudo para trás assim que se sai do edifício onde trabalhamos. 
Cada vez que saio com os meus amigos do trabalho, sinto que de facto estas amizades que me divertem e que me confortam tanto, um dia ainda me vão trazer problemas. Porque se algum dia quiser sair da empresa onde estou para aceitar um novo desafio, acho que o medo de poder não voltar a ter colegas / amigos como estes, me vai fazer pensar duas vezes. Porque há coisas que um salário melhor não paga. Como os almoços na sala de reuniões a falar de livros, séries, filmes e muitas piadas à mistura.      

quarta-feira

Mais presentes...

Falei destes aneis da Calvin Klein e deste vestido da Mango aqui na Blogosfera e voilà, já cá cantam. Tenho amigos bem atentos ao que escrevo!



1º Round de presentes...

... incluiu muitos livros que a seu tempo serão devidamente devorados. Tenho especial curiosidade em ler o Terra Abençoada da Pearl S. Buck, a 2ª mulher a ganhar o Prémio Nobel da Literatura corria o ano de 1938 ( a primeira foi uma sueca, Selma Lagerlöf em 1909 ).




O prémio de presente mais original vai para o Curso de Cozinha Academia dos Sabores da Vaqueiro ofertado pela minha amiga Natália que acha que não me poderia ter dado nada mais útil. Adorei! Estou indecisa entre o curso de "Receitas Afrodisíacas", "Solteiros na Cozinha" ou "Receitas Rápidas Jantares de Amigos"

segunda-feira

Véspera de aniversário pede estudo de mercado para compra de presente para mim própria. O resultado: esta bela mala Michael Kors que vai passear no meu ombro nos próximos dias.

domingo

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