... depois de uma grande e fantástica viagem é o final feliz que sempre desejo alcançar cada vez que saio de Portugal. Não me interpretem mal. Viajar, desde que não seja por motivos profissionais, é na minha opinião, a actividade mais benéfica e enriquecedora para a alma de sempre e provavelmente, para sempre. Ao sairmos do nosso lar, do nosso quotidiano e/ou da nossa rotina, é possível olharmos para a nossa vida como se estivéssemos fora dela e analisá-la ao detalhe. Observando-a do exterior, conseguimos perceber mais facilmente o que está bem, o que está mal, o que devemos mudar, o que devemos manter, os planos de que devemos desisitir e os novos que devemos elaborar. Viajar é contactar com a existência que deixámos para trás no nosso país apenas aqueles 4 minutos diários em que pegamos no telefone para informar que "está tudo bem, já fui a este sítio, já comi aquilo, já comprei isto, o hotel é bom/ mau/ mais ou menos". Viajar é estar de corpo inteiro em locais para onde anteriormente a mente já se transportou muitas vezes de borla.
No entanto, pelo menos para mim, até ao dia de hoje, o regresso a casa tem sido sempre a melhor parte. Não há como o conforto e os cheiros do home sweet home.
(A partir de amanhã fotos de terras californianas e relato pormenorizado)


