Ontem vi, com algum desdém, o último episódio daquela que foi durante muito tempo a minha série preferida: House. Comecei a suspeitar que o final seria muito mau quando descobri que a personagem da Cuddy não ia estar presente na 8ª e última temporada. Pois que não me enganei. É o que dá quando os argumentistas resolvem gastar os cartuchos todos nas temporadas do meio. Ficam de mãos vazias para a finale. A série foi crescendo, atingiu o clímax quando o médico mais sarcástico da história da televisão se envolveu com a chefe e depois foi sempre a descer. Não gostei.
Há séries que não sabem manter a qualidade. Uma vez uma amiga minha comentou o quão tinha ficado desiludida com o desfecho de Os Sopranos. Outras como o Friends estiveram uma série de anos no ar e souberam manter o seu público satisfeito até ao último minuto. O Sexo e a Cidade é outro exemplo positivo. Foi melhorando a cada episódio e a última temporada ultrapassou todas as expectativas, com os últimos dois episódios a serem gravados em Paris.
A Anatomia de Grey é outra que cá para mim tem potencial para acabar de forma medíocre e sobretudo, com grandes doses de drama. É uma pena. Mas será que ninguém é capaz de dizer aos argumentistas que isto provoca traumas nas pessoas?






















