terça-feira

Acabou-se o House

Ontem vi, com algum desdém, o último episódio daquela que foi durante muito tempo a minha série preferida: House. Comecei a suspeitar que o final seria muito mau quando descobri que a personagem da Cuddy não ia estar presente na 8ª e última temporada. Pois que não me enganei. É o que dá quando os argumentistas resolvem gastar os cartuchos todos nas temporadas do meio. Ficam de mãos vazias para a finale. A série foi crescendo, atingiu o clímax quando o médico mais sarcástico da história da televisão se envolveu com a chefe e depois foi sempre a descer. Não gostei. 
Há séries que não sabem manter a qualidade. Uma vez uma amiga minha comentou o quão tinha ficado desiludida com o desfecho de Os Sopranos. Outras como o Friends estiveram uma série de anos no ar e souberam manter o seu público satisfeito até ao último minuto. O Sexo e a Cidade é outro exemplo positivo. Foi melhorando a cada episódio e a última temporada ultrapassou todas as expectativas, com os últimos dois episódios a serem gravados em Paris.
A Anatomia de Grey é outra que cá para mim tem potencial para acabar de forma medíocre e sobretudo, com grandes doses de drama. É uma pena. Mas será que ninguém é capaz de dizer aos argumentistas que isto provoca traumas nas pessoas?     

domingo

Califórnia IV - em Los Angeles

LA foi, para minha surpresa, a desilusão desta viagem. E a desilusão começou logo assim que saímos do aeroporto. Não é demais dizer que a terra do cinema norte-americano é uma extensão do México. Só se ouve falar castelhano, sobretudo nos transportes. As informações e os cartazes publicitários espalhados pela cidade estão em inglês e espanhol e às vezes só nesta última língua. As pessoas não gostam de ser interpeladas e parecem estar sempre com medo. Hollywood Boulevard, onde se encontra o passeio das estrelas e o Kodak Theatre, não é propriamente uma zona bem frequentada e uma amiga minha nem teve coragem de tirar a máquina fotográfica da mochila. É claro que assim que se entra em Beverly Hills e sobretudo, na Rodeo Drive parece que afinal sempre existe uma LA rica, imaculada e segura. Também a zona de Santa Mónica Beach é bastante agradável. Pelo que me disseram as minhas más impressões iniciais teriam sido completamente esquecidas se ainda tivesse passado por Malibu ou por Bel-Air.
Uma coisa ninguém pode negar: cidade com desigualdades sociais gritantes.
Por fim destaque para os Universal Studios, onde pudemos conhecer os estúdios onde são gravadas algumas das séries mais famosas da actualidade como os CSIs. Também tivemos a oportunidade de ver as casas das Donas de Casa Desesperadas, o cenário do Entre Vidas ou do Regresso ao Futuro, alguns dos carros usados na Velocidade Perigosa, a casa do Norman Bates de Psicho do Hitchcock e ainda passar por uma experiência em 3D retirada do filme King Kong do Peter Jackson.


O cenário do Regresso ao Futuro

Alguns carros uilizados na Velocidade Furiosa

A casa da Susan das Donas de Casa Desesperadas




Um Bugatti, o carro mais rápido e caro do mundo na Rodeo Drive


Santa Mónica Beach

Globos de Ouro Sic - repetição

Estou neste momento a ver a actuação do Angelo Rodrigues, cujo nome artístico pelos vistos é Angel-O e estou a temer pela vida. Tanta falta de talento para a cantoria vai-me provocar no mínimo um par de AVCs.

sábado

Califórnia III - em Alcatraz

Ir a uma prisão é passeio turístico que nunca pensei que um dia iria fazer. Mas a vida às vezes surpreende-nos e uma vez que Alcatraz é actualmente um dos pontos de visita obrigatório de todo o turista que passa por S. Francisco, lá fui eu e companhia ver onde Al Capone, aka Scarface, passou os seus piores anos. Assim que o barco que nos leva até à pequena ilha começa a aproximar-se da mesma dá para perceber porque é que lhe chamam O Rochedo. É de facto um imponente calhau. Mete respeito. Dali é difícil sair. E na realidade, só 3 detidos conseguiram a proeza. Apesar disso, desconhece-se se a dita proeza teve um final feliz. Nunca se soube o que aconteceu aos fugitivos sendo a tese de afogamento a que reúne mais credibilidade.
Alcatraz não é bonito de se ver. Afinal, é uma prisão. No entanto, não me deixou impressionada ou com o estômago às voltas. Pareceu-me ter o aspecto das prisões actuais. Aliás, não sei se comparada com as prisões da América Latina, não será até melhor. Quem como eu viu o filme Carandiru sabe que as celas brasileiras estão sobrelotadas. Pois fiquei com a ideia que em Alcatraz, ninguém partilhava cela com ninguém.  
O audio tour é perfeito. As vozes que ouvimos são as de antigos guardas prisionais e até de alguns presos. O senhor encarregue de nos entregar os auscultadores disse-nos que éramos o segundo grupo de portugueses que ele recebia ali. E perguntou-nos porque não iam mais portugueses a S. Francisco. Fiquei encantada por saber de onde éramos. Antes, já nos haviam colocado a pergunta: "Where are you ladies from?" e sempre que respondíamos "Portugal", as pessoas ficavam com aquele ar tipo "ah Portugal, onde é que é isso?"
Uma curiosidade que achei muito interessante acerca de Alcatraz é a questão de que os detidos à vezes conseguiam ouvir os risos, as conversas e os barulhos de S. Francisco dependendo dos ventos e das correntes. Na noite da pasagem de ano, ainda se ouvia tudo melhor. 





  

quarta-feira

Califórnia II - em São Francisco

Há cidades onde gostaria de ir e há cidades onde gostaria de viver. S. Francisco faz parte do segundo grupo. Mas para lá viver, é indispensável saber como evitar as colinas íngremes. Sim, porque se há coisa que predomina naquela terra são as subidas. Dizem que Lisboa é a cidade das 7 colinas. Eu diria que S. Francisco é a das 70 colinas. Outra coisa em comum são os eléctricos. Tão ou mais bonitos que os nossos. Duas pontes: Golden Gate, a mais famosa e que é possível atravessar a pé e a Bay Bridge. Tal como em Nova Iorque, um parque - Golden Gate Park - tão grande ou maior do que o Central Park e que contém em si uma série de jardins, entre os quais o Japanese Garden, com decoração oriental e o único no qual é necessário pagar para se poder entrar. O pulmão da cidade repleto de gente a circular de bicicleta, a correr ou a andar de patins. Por fim, destaque para o bairro gay - Castro - onde Harvey Milk ( lembram-se de Milk, o filme protagonizado pelo Sean Penn? ) tinha a sua loja e que tem das casas mais bonitas de S. Francisco. 

O famosos eléctrico
A entrada de Chinatown
O edifício onde fica o restaurante do Francis Ford Coppola

A Lombard Street que tem de ser percorrida no máximo a 10Km / hora

O Golden Gate Park

A entrada do Japanese Garden

A Golden Gate Bridge
  

terça-feira

Califórnia I - em Palo Alto

Durante a estadia por terras californianas consegui visitar três cidades: S. Francisco, Los Angeles e Palo Alto, onde fiquei instalada. É nesta última - muito bonita devido às vivendas de madeira tipicamente americanas e aos seus bem tratados jardins - que se encontra o campus da Universidade de Stanford. Stanford é um paraíso para quem gosta de estudar e até para aqueles que não gostam. As instalações são um convite à reflexão, à leitura, à pesquisa e ao desenvolvimento de grandes ideias. O meio de transporte mais utilizado é a bicicleta e nos intervalos das aulas é possível praticar uma série de actividades desportivas nos campos de ténis, na piscina, na pista de atletismo ou ainda rezar na igreja que é de uma beleza indescritível. Uma curiosidade interessante acerca da igreja é que apesar da "aparência" católica, é possível serem realizadas dentro dela, celebrações de outras religiões. Vejam as fotos abaixo.  Até eu se estivesse estudado aqui ter-me-ia tornado um génio.  


Palo Alto









segunda-feira

Regressar a casa...

... depois de uma grande e fantástica viagem é o final feliz que sempre desejo alcançar cada vez que saio de Portugal. Não me interpretem mal. Viajar, desde que não seja por motivos profissionais, é na minha opinião, a actividade mais benéfica e enriquecedora para a alma de sempre e provavelmente, para sempre. Ao sairmos do nosso lar, do nosso quotidiano e/ou da nossa rotina, é possível olharmos para a nossa vida como se estivéssemos fora dela e analisá-la ao detalhe. Observando-a do exterior, conseguimos perceber mais facilmente o que está bem, o que está mal, o que devemos mudar, o que devemos manter, os planos de que devemos desisitir e os novos que devemos elaborar. Viajar é contactar com a existência que deixámos para trás no nosso país apenas aqueles 4 minutos diários em que pegamos no telefone para informar que "está tudo bem, já fui a este sítio, já comi aquilo, já comprei isto, o hotel é bom/ mau/ mais ou menos". Viajar é estar de corpo inteiro em locais para onde anteriormente a mente já se transportou muitas vezes de borla. 
No entanto, pelo menos para mim, até ao dia de hoje, o regresso a casa tem sido sempre a melhor parte. Não há como o conforto e os cheiros do home sweet home. 
(A partir de amanhã fotos de terras californianas e relato pormenorizado)