É sempre bom voltar aqui mesmo que seja em trabalho. Há sempre tempo para dar um saltinho à Gran Via ou à Plaza Mayor comer churros com chocolate.
domingo
sábado
Sombras da Escuridão de Tim Burton
Mais um filme em que o protagonista tem de lidar com os devaneios de uma bruxa. Desta vez não é a Branca de Neve que suporta o fardo mas a mais recente personagem que o Tim Burton pediu ao Johnny Depp para interpretar - Barnabas Collins. Sombras da Escuridão apresenta um enredo simples: um milionário jovem e jeitosão mete-se com a mulher errada, despreza-a e troca-a por outra. Não estava a contar era que ela fosse uma expert em magia negra. E a vingança da mulher ofendida tem início.
Há uma coisa que não consegui compreender quando acabei de ver este filme. Como é que o Barnabas Collins troca a Angelique, moça que tem a cara e corpo da actriz Eva Green por uma jovem insípida, com aspecto de anémica, chamada Josette e que tem a cara e o corpo de uma actriz que nem nunca vi antes? E a bruxa Angelique até que não é assim tão má. É uma mulher que sofre por amor. Há que dar-lhe o devido desconto. E além disso, tem muito estilo.
Filme com personagens místicas, como vampiro e o lobisomen ( tão Tim Burton ) e em que a comédia está sobretudo nas falas de Barnabas. Além de Johnny Depp, mais uma vez Helena Bonham Carter marca presença assim como Colleen Atwood no guarda-roupa. Em fórmula de sucesso, não se mexe. Nunca.
quinta-feira
quarta-feira
O rescaldo da noite mais divertida de Lisboa
Há 3 coisas inevitáveis na noite dos Santos Populares: encontrar amigos e ex-namorados que não víamos há meses ou há anos; ver mulheres com vontade de partirem as pernas, tal o tamanho dos saltos que resolvem levar para o pior piso da cidade e por fim, chegar a casa a cheirar a sardinha assada.
Na noite em que Lisboa se transforma num gigantesco evento a céu aberta, vê-se de tudo: casais a discutir, casais a precisarem com urgência de um quarto, betas adolescentes a fumarem erva com o ar mais comprometido do mundo, moças e moços no mais desesperado engate (é noite do santo casamenteiro, logo de certeza que o engate vai ser coberto de êxito), homens a fazerem o seu xixi em tudo o que é canto de beco e mulheres a olharem para eles com ar de inveja (eles é que têm a vida facilitada, a nós não nos resta outra hipótese senão encontrar uma casa de banho limpa no meio de Alfama, o que é impossível a partir de uma certa hora). Na noite em que Lisboa é anfitriã da sua festa, todos se podem divertir de borla, nem que para isso tenhamos de levar a bebida e as sardinhas de casa.
terça-feira
Noite de Santos
Hoje é noite de deambular por Alfama, Castelo e S. Vicente. Ir a bailes, comprar manjericos e sobretudo, dedicar-me aos dois F's: febras e farturas. No fim da noite terei estas artérias um pouco mais entupidas. Amanhã contarei como foi.
Uma grande noite de Santo António para todos!
segunda-feira
Não muito longe da minha casa existe uma igreja em cujo exterior vários sem-abrigo se reúnem. Por volta das 20h00 chega diariamente uma carrinha que distribui refeições quentes por todos. Para alguns, provavelmente é a única do dia. Ontem passei por lá precisamente a essa hora. Rapidamente perdi a conta aos que aguardavam pela sua vez, visto serem tantos. E de imediato me perguntei que sequência de acontecimentos podem levar uma pessoa a ter de viver na rua. Serão circunstâncias que só o azar pode explicar? Será o resultado de mal provocado por terceiros ou será algum tipo de mal auto-infligido? Será a auto-destruição através de vícios a principal origem da perda de um bem tão essencial como um tecto? Costumo dizer que quando somos os nossos próprios inimigos, os estragos podem ser bastante superiores aos causados por outros, mas ao ver esta realidade assim tão próxima dos olhos, tenho dificuldade em perceber em como alguém pode causar tanto dano a si mesmo.
Há 8 anos atrás participei pela primeira e única vez no almoço de Natal organizado pela Comunidade Vida e Paz para os sem-abrigo na Cantina da Universidade de Lisboa. Colocaram-me na zona da distribuição de roupa. Centenas de pessoas passaram por lá. Muitas delas não eram sem-abrigo mas idosos com pensões muito pequenas que mal davam para pagar a conta da farmácia. Lembro-me sobretudo de um senhor extremamente educado que me perguntou se havia camisas. Tinha casa, mas para mantê-la, não se podia dar ao luxo de comprar uma única peça de roupa ou recusar durante 3 dias, um almoço grátis na Cantina da Universidade.
Por causa de histórias destas e de outras semelhantes, fui no primeiro dia e não tive coragem de regressar nos seguintes. Porque não é fácil contactar com histórias com fins tão pouco felizes.
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