domingo

Ainda a recuperar do Optimus Alive...

... esse grande festival cuja organização me surpreendeu pela positiva. Outros pontos a favor: a actuação dos Awolnation (a banda que compôs aquela musica espectacular do anúncio da PT) e dos The Cure (o Robert Smith continua com um bad hair day). Morcheeba foi morninho e o público só vibrou quando a vocalista cantou un segundos do You've got the Love dos Florence + The Machine, só para nos consolar. Pontos negativos mas alheios à organização: o frio no fim da noite e o facto de a minha baixa estatura não me permitir ver os palcos tão bem quanto queria, sobretudo quando tenho um muro composto por ingleses enormes à minha frente.
Ficam as fotos e o desejo de voltar para o ano.







sábado

Uma recente observação atenta ao comportamento dos que me rodeiam fez-me chegar à conclusão que quando estamos muito felizes perdemos a capacidade de consolar os infelizes.

sexta-feira

Voltar à escola...

Sempre fui moça de gostar de me manter ocupada. Nunca me relacionei bem com a ociosidade e costumo dizer que se ganhasse o Euromilhões a primeira coisa que fazia era NÃO deixar de trabalhar. Quando andava no secundário e posteriormente na faculdade, as aulas e o necessário estudo em casa preenchiam-me grande parte do tempo mas ainda sobrava algum para fazer alguns trocos dando explicações de Inglês. Aos fins de semana era jantares de anos, bares e discotecas ao sábado, desporto, leitura e cinema ao domingo. Depois veio a actividade profissional e logo me apercebi que a partir das 18h/ 19h00 sobravam-me muitos minutos. Às explicações resolvi juntar uma coisa que na altura foi considerada um escândalo pelos meus amigos (não, não se trata de strip nas horas vagas): o voluntariado em eventos desportivos. Horas de pé em trabalho não remunerado no Campeonato Mundial de Esgrima, na Gymnaestrada 2003, em Campeonatos de Pentatlo, no Euro 2004 e outros jogos da selecção provocaram espanto e falta de compreensão. Por muito que eu dissesse o quanto me divertia, ninguém parecia compreender a felicidade que me provocava trabalhar de borla. Ao voluntariado ainda adicionei cursos de italiano e espanhol e nos últimos 6 anos, danças orientais. 
Ora pois desde o início deste ano que voltei a ter a sensação de minutos a mais. Vai daí e resolvo meter-me num projecto que me vai ocupar os minutos a mais e até os a menos. Numa altura em que os alunos pós-Bolonha conseguem facilmente atingir o grau de Mestre, pareceu-me bem, eu que sou aluna pré-Bolonha, inscrever-me numa Pós-Graduação em Gestão de Recursos de Humanos que poderá, caso as coisas corram bem neste ano lectivo que se avizinha, ser promovida a Mestrado no seguinte. 
Hoje o ISEG anunciou-me que a minha candidatura tinha sido aceite. A partir de 17 de Setembro não terei tempo nem para me coçar. É desta que passo a fazer tudo o que é compra, seja comida ou roupa, pela Internet. E é desta que vou chegar à conclusão que não tenho a energia que tinha aos 18 anos. Tenho ainda mais, porque estou convicta que isto vai ser um sucesso. 
Venham os exames e os trabalho de grupo!    

quarta-feira

A Florence já não vai ao Optimus Alive...

... a ruiva tem um problema nas cordas vocais e sem ferramenta de trabalho ela não pode exercer o seu ofício. Está com a razão. Mas isso não me faz ficar menos infeliz. O que vale são as mensagens e os mails de solidariedade dos meus amigos, a quem fiz questão de divulgar o quão feliz estava por ir ao concerto. Assim não há condições. Estou para ver o artista que a vai substituir... Bem ao menos tenho os The Cure. A ver se o Robert Smith também não me tira o tapete.


terça-feira

Facebook ou não, eis a questão

Ontem à noite, em get together cá em casa subordinado ao tema " Jantar Americano" - que é como quem diz, cachorros, hamburguers e batidos para todos - falou-se nesse grande impulsionador (ou destruidor) de relações sociais que é o Facebook. À mesa, além de mim só mais um amigo meu confessou que não tinha aderido ainda a essa grande invenção. Ele porque não tem qualquer interesse e eu... bem é complicado, os motivos são inúmeros. A verdade é que tive Facebook há cerca de 3 anos atrás mas acho que não chegou a durar um par de meses. Fechei a conta e nunca mais pensei sequer em reabri-la. É claro que os meus dados ficaram para sempre guardados lá nos arquivos da empresa do jovem bilionário Mark, mas daí a uma ressureição da página vai um grande passo.
Para mim, o que o Facebook tem de positivo é que o podemos considerar um diário dos tempos modernos. Antigamente o pessoal, sobretudo os elementos do sexo feminino, enchiam cadernos coloridos e perfumados com as suas confissões, os seus delírios, desenhos de corações a dizerem I love xxx, as suas melhores fotos ou ainda fotos de actores e cantores famosos retiradas dessas grandes revistas que eram a Bravo, a Teenager e a Ragazza. Actualmente, o diário é online, vai sendo preenchido pelo seu autor com o mesmo de sempre, isto é, confissões, pensamentos, comentários ou fotos mas há uma novidade que faz toda a diferença: é dada a possibilidade de intervenção a terceiros! Os amigos, familiares, colegas de trabalho ou meros conhecidos dos quais já nem nos lembramos muito bem, podem participar também, seja ele com um comentário, um Like, um insulto, uma revelação bombástica ou uma foto humilhante nossa. Até aqui nada a dizer. O meu problema com o Facebook tem a ver com informação, ou melhor o excesso dela. É que se por um lado concordo com a máxima de que "Informação é poder" por outro, admito que sou defensora acérrima que "Informação a mais é estar a pedi-las". Isto no que se refere ao foro amoroso, claro está. Quem não tem por aí uma amiga ou um amigo que se põe a investigar diariamente no Facebook se a ex-cara metade ou o actual alvo de desejo anda a adicionar possível concorrência? Ou a divertir-se à grande e a passar umas valentes férias ao passo que essa amiga ou esse amigo não tem dinheiro nem para ir ali a Carcavelos? Então não era mais vitamínico se desconhecêssemos certas questões? Então não era menos stressante se vivêssemos de acordo com aquilo que Skakespeare disse em tempos: "somos mais felizes vivendo na ignorância"? Apenas de certos factos, permitam-me que repita.
Tenho uma amiga que em tempos que já lá vão, todos os dias na hora do almoço ia averiguar o que o ex-namorado andava a fazer. O resultado era sempre uma boa dose de lágrimas. E quando eu lhe perguntava: mas porque é que tu vais ver essas coisas se sabes que te vão chatear? ela respondia como se a resposta fosse óbvia: porque eu preciso saber! Ao que eu perguntava então: e em que é que isso contribui para a tua felicidade? Resposta: não contribui, mas é mais forte do que eu! Tivemos este diálogo dezenas de vezes e ainda hoje, estando ela já curada do moço, pergunto-me porque é que só eu pareço nunca ter sido de insistir em voltar a provar coisas que já sei que não gosto. É que a minha relação com o Facebook no que toca a questões amorosas é assim semelhante à minha relação com espinafres ou com bróculos. Eu sei que não gosto deles e que nunca me vão saber bem, logo não os vou meter em contacto com as minhas papilas gustativas over and over again.
Ponde uma coisa simples na cabeça, meus amigos: a autoflagelação é desagradável.            
  

O estilo marinheiro...

... neste casaco adquirido hoje.



segunda-feira

Esta manhã Poderosa e Destemida sairam à rua para uma forte bicicletada de 32 Kms entre o Parque das Nações e Belém. Uns bons raios solares e um rio fabuloso paralelo à ciclovia são sempre um bom convite a uma pedalada furiosa mas o melhor mesmo são os amantes do desporto que muitas vezes passam por nós. Muitos homens com saúde correm de tronco nu mostrando músculos que nem eles devem saber que têm. Parecem mesmo ter passado pelo photoshop antes de se fazerem à corrida matinal. Senhores donos de uma figura invejável. Nada anémicos, não senhor. 
Aqui fica uma foto de Poderosa e Destemida descansando o corpo mas não a vista que essa anda sempre alerta. 

Cascata do Parque das Nações