sexta-feira

Os Jogos Olímpicos 2012 vistos por uma leiga

Tenho tentado acompanhar os Jogos Olímpicos todos os dias. Normalmente apanho a natação e já vi, tal como o resto do mundo, o Phelps a subir ao pódio quinhentas vezes. No outro dia revelaram as medidas do homem e o que come ao pequeno-almoço. Bastou-me tomar conhecimento das 3 sandes de ovos mexidos e da omelete feita com outros 5 para ficar chocada. Nem precisei ouvir o resto da ementa matinal. No entanto, apesar do burburinho à volta da natação por causa do americano recordista de medalhas, o que eu gosto mais são os saltos para a água, a ginástica artística e os trampolins. Em 2004, nos Jogos Olímpicos de Atenas, Nuno Merino conquistou um 6º lugar com uma rotina espectacular em trampolim individual. Na altura todos comentaram o quão injusto foi o facto de não ter conseguido uma medalha. Há pouco vi  Diogo Ganchinho não se sair tão bem. Ele, que também compete em trampolim sincronizado com Nuno Merino, não foi além de um 15º lugar. A dupla já chegou a conquistar a Taça do Mundo. Resta-nos agora a Ana Rente. 
Os saltos para a água e a ginástica artística causam-me mais que espanto, assombro. Em relação aos primeiros, há saltos triplos e quadráduplos que a mim, que sou uma leiga, me parecem para lá de perfeitos. Mas depois, logo um comentador revela esta ou aquela falha e fico sem perceber em que é que consiste a perfeição nesta modalidade. Na ginástica artística, a minha preferência vai para as "acrobacias" femininas na trave e nas barras assimétricas. Aquilo nunca parece fácil. E sempre que vejo as atletas exibirem-se, recordo com pouca saudade, as aulas de Ed. Física nos tempos da escola e em particular um episódio onde fui protagonista. Pois que uma vez, o nosso professor lembrou-se de dar uso ao mini-trampolim. As opiniões dividiram-se. Os que tinham notas de 4 e 5 na disciplina ficaram logo muito entusiasmados mas os que normalmente se ficavam por um tímido 3,o meu caso, torceram o nariz. No entanto, lá fomos nervosos, mas nunca dispostos a dar parte de fracos. Quando chegou a minha vez, preparei-me para dar o meu melhor e assim conquistar o meu momento dourado. Aliás, enquanto corria para o mini-trampolim com a esperança de fazer um salto decente, quase que conseguia ouvir a célebre musica dos Vangelis que faz parte da banda sonora do filme "Momentos de Glória". 
Não correu bem.
Os deuses do olimpo acharam por bem fazerem-me escorregar e cair de forma aparatosa. A queda foi muito dramática pois bati com as costelas e o diafragma em cheio na única zona dura do mini-trampolim. O resultado foi a dor mais intensa que já senti e uma total falta de ar que, contam os que assistiram à desgraça, até me fez revirar os olhos. O cenário deve ter sido tão negro que duas colegas minhas mais sensíveis começaram a chorar e os rapazes, que inicialmente se tinham desmanchado a rir, colocaram um ar sério, quando viram a coisa ficar feia. 
É por isso que tenho grande respeito e até alguma inveja, pelas atletas que competem em ginástica artística. Cair na trave, por exemplo não deve ser agradável. Um grande bem haja para todas elas. 
E só para recordar, aqui vai a prova na final de Trampolins em 2004 de Nuno Merino.   


quarta-feira

Há muito que procurava uns calções de ganga decentes, isto é, sem rasgões. A tarefa começava a parecer-me impossível até que finalmente dei com os meus olhos nestes. Encontrei-os na Zara... mais precisamente na secção de criança. O tamanho: 13 / 14 anos. Parecem ter sido feitos à medida para mim! Ah pois é! É ridículo mas é verdade! Quando a pessoa pensa que já deixou a adolescência, ela volta para nos assombrar...


segunda-feira

Estou neste momento a assistir ao jogo de basquetebol entre os USA e Angola e tenho de dizer que estas senhoras metem respeito. Ou melhor, medo... muito medo. Qual é que será a estatura média? 1,90m? É claro que as americanas estão a ganhar, mas a língua que se ouve mais vezes nos gritos que elas dão é o português.

Vila Nova de Milfontes...

... conquistou-me há uns bons anos. Nunca me canso de lá voltar e sinto-me sempre lá bem mesmo quando a vila está apinhada de gente. Sonho a concretizar nos próximos anos: comprar por lá uma casita.

A melhor loja de artesanato de VN Milfontes


Os melhores croissants do país juntamente com os do O Careca no Restelo



Os meus pés inseridos na paisagem alentejana

domingo

A Idade do Rock é ...

... um filme perfeito para quem gosta do bom rock que se fez nos anos 70, 80 e princípios dos 90. O mais recente musical de Adam Shankman - um dos jurados mais assíduos do So You Think You Can Dance - tem um elenco com actores veteranos onde se destacam Alec Baldwin, Catherine Zeta Jones ( que repete o que já tinha conseguido em Chicago, isto é uma excelente performance na dança e no canto ) Tom Cruise ou Paul Giamatti mas os papeis dos protagonistas foram dados a dois jovens actores: Julianne Hough, que representa Sherrie, just a small town girl e Diego Boneta, que dá vida a Drew, just a city boy. Tal como na letra da mais famosa canção dos Journey "Don't Stop Belevin", the small town girl and the city boy conhecem-se e juntos vão tentar realizar os seus maiores sonhos - tornarem-se estrelas de rock, tal como o grande Stacee Jaxx, talvez o melhor papel de Tom Cruise a seguir a Ron Kovic de Nascido a 4 de Julho. Há muito tempo que não via um filme com o Tom Cruise. Acho que o divórcio da Nicole Kidman só fez bem à carreira dela e mal à dele. E quando o vi aos saltos no sofá da Oprah a gritar que estava apaixonado pela Katie Holmes pensei cá para comigo: filho, não volto a gastar dinheiro no cinema para ver um filme em que tu entres. Pois que quebrei a promessa e por um bom motivo o fiz. Tom Cruise é perfeito até na forma como espeta o rabo de cada vez que caminha. Não sei em quem é que ele se baseou para criar a personagem mas eu vi ali semelhanças com o Axel Rose nos tempos aureos dos Guns 'n Roses. 
Se não sentem o apelo só pela lista dos actores, então aqui vai a lista das canções que compõem a banda sonora. Talvez esta seja mais apelativa. Assim , quem não se lembra de "I Love Rock 'n' Roll", "Hit me with your best shot", "More than Words", "Iwant to know what love is", "I Can't fight this feeling" ou ainda "We built this city".


     

terça-feira

Sushi Fashion Chiado

Nunca fui grande admiradora de sushi. Admito que só muito recentemente comecei a frequentar restaurantes da tão apreciada cozinha japonesa. E valeu-me a descoberta de que havia todo um mundo para lá do peixe cru: aquilo a que chamo de "comida quente", como os noodles com carne ou com camarão. 
Ontem foi dia, ou melhor, noite de unir comida e moda. Jantou-se no SushiFashion no Chiado. Excelente decoração do local e dos pratos. A comida, melhor do que se supunha. Uma sangria de frutos silvestres um pouco cara mas que cumpriu o seu dever de refrescar numa noite tão quente.
A repetir e a aconselhar a outros. Existem mais dois SushiFashion, em Carcavelos e em Cascais. No Chiado, o restaurante fica muito próximo do S. Carlos, onde, vale a pena referir, quase todas as noites tem havido espectáculos de dança ou concertos para se assistir. Entrada livre.   



segunda-feira

Peniche é sinónimo de...

... boa praia, muito surf e muito restaurante com peixinho bom. Pelo menos foi com estes conceitos na cabeça que me propuz a visitar este spot de sol e mar onde não ia há mais de uma década. Pois que Peniche ainda tinha mais uma coisa para me oferecer: uma prisão transformada em museu. Parece que ultimamente nas minhas férias, me calha fazer uma visita a um local que em tempos foi prisão de alta segurança. Depois de Alcatraz, tive agora direito a passear-me pelo local onde Álvaro Cunhal esteve preso 7 anos e de onde conseguiu fugir em 1960. O Forte de Peniche encontra-se aberto ao público e dá-nos a conhecer um pouco do que se passou durante o regime fascista e dos que lutavam contra o mesmo. A cela do Álvaro Cunhal que está repleta dos desenhos a carvão que ele fez durante a reclusão, foi para mim o aspecto mais surpreendente, pois eu desconhecia por completo esta faceta artística dele. Outra surpresa foi a existência, no 2º piso, de uma exposição subordinada à renda de bilros, tão típica de Peniche. História e Arte juntas no meio do mar.