... o que é que uma pessoa vai ver ao final da tarde na televisão?
Adorei a cerimónia de encerramento. Como dizem os brasileiros, teve de um tudo. Envolveu dança, moda, música e Mrs. Victoria Beckham, que dá uma perninha em cada uma destas áreas.
Felizmente posso afirmar que já viajei bastante. Antes de ir ao continente africano e poder confirmar com os meus próprios olhos, ouvi falar inúmeras vezes que não havia pôr do sol como o de África. Diziam-me constantemente que o céu tingia-se de cores que não era possível ver em outro lugar do mundo. Que me perdoem os apologistas desta teoria mas eu já vi várias vezes a retirada do sol para dar lugar à lua no Norte de Portugal. E o fenómeno por norma decorre envolto numa beleza como nunca vi nem em Moçambique nem na África do Sul. Captei estas imagens ontem e a máquina não faz justiça ao cenário original.
Férias é sinónimo de pôr em dia filmes e leituras. Sendo assim já houve oportunidade para despachar pelo menos duas boas produções: o Moonrise Kingdom do Wes Anderson e o Bel Ami com o recentemente e tão publicamente traído Robert Pattinson.
(E aproveito aqui para fazer um desvio e comentar essa traição da Kristen Stewart. De facto dá Deus nozes a quem não tem um único dentinho para ferrar em carne tão interessante como a do Robert. Então com uma coisa daquelas em mãos ela vai e enrola-se com o realizador da Branca de Neve e o Caçador, que nem sequer é nada de especial? Hum, quem me explica isto? E não me digam que se trata de química pois não acredito que algum laboratório possa explicar o fenómeno. Robert, é assim, acontece aos melhores. Quando pensamos que são umas santas, elas revelam-se do pior. Assim que os apanham distraídos, vai de se meterem com terceiros.)
Voltando ao cinema, o Moonrise Kingdom é essencialmente uma bem construída história sobre o amor na fronteira entre a infância e a adolescência. Os actores principais, desconhecidos do grande público e com certeza sub-15, suportam a responsabilidade do protagonismo do filme com mestria. Talvez devido à influência dos actores veteranos que os rodeiam como Bruce Willis, Edward Norton, Frances McDormand, Tilda Swinton, Bill Murray ou Harvey Keitel. Pelo meio um grande grupo de escuteiros experientes na arte da sobrevivência na floresta, que ajudam o casalinho na luta para ficarem juntos.
Bel Ami é uma adaptação da obra de Guy de Maupassant que eu, uma vez que fui aluna dessa grande disciplina que foi Literatura Francesa II na Faculdade de Letras, tive de ler. Bel Ami é Georges Duroy, um miserável mas atraente ex-soldado que decide aproveitar-se de um punhado de mulheres ricas e influentes para assim subir na esfera social de Paris no final do século XIX. Robert Pattinson consegue com esta representação afastar-se definitivamente do vampiro romântico da saga Twilight e desconfio que se continuarem a dar-lhe papeis como este ou como o que David Cronenberg lhe deu em Cosmopolis, em breve deixará de ser apenas uma cara bonita de Hollywood mas um actor a que se deverá prestar algum respeito.
Estes botins da Mango que se vão juntar a uns gémeos em preto adquiridos anteriormente nos saldos do Outono/Inverno. Se dei muito que andar aos pretos, estes castanhos também não se vão livrar de umas valentes caminhadas.
Após cuidada reflexão sobre o tema, decidi que em breve, irei cometer duas loucuras. A saber: fazer uma tatuagem e comprar uma scooter. Desconfio, no entanto, que a primeira loucura será concretizada mais rapidamente, visto que é mais barata e não implica lidar com trânsito que é uma coisa que muito me apoquenta.
Sendo a tatuagem por vezes ainda olhada com algum desdém e quase sempre, injustamente, associada à malandrice, decidi procurar por algo discreto. A Sara Carbonero permitiu-me conhecer a minha eleita. A jornalista espanhola mais conhecida pelo seu namoro com Iker Casillas, tem uma micro flor ao fundo das costas, do lado esquerdo. Está plenamente de acordo com as minhas intenções. Continuarei a ser aos olhos de todos, uma pessoa de bem.
A questão da scooter é mais problemática. Tenho visto várias que acho bonitas. Se são boas máquinas, isso já é lotaria que não me interessa. Só me interesso por veículos giros e baratos. Ora pois que bati com os olhos nestas Znen Legend. O meu amigo Miguel, que é o meu consultor nesta área, além de ser o homem que me pendura os quadros cá em casa, não me validou o brinquedo. Com muita pena minha, porque o valor é muito apetecível: 1390 Euros. Há em várias cores, cinza, preto, rosa cueca, azul cueca...