... cada vez mais cá em casa. Recuperei esta máquina de escrever, dos anos 60, onde a minha madrinha escreveu tantas e tantas cartas. Agora está em lugar de destaque na minha sala a fazer companhia aos meus livros.
sexta-feira
quinta-feira
terça-feira
Madagáscar 3 é...
... o filme com as piadas mais inteligentes que já vi nos últimos tempos. Cada cêntimo gasto na compra do bilhete de cinema foi bem justificado. Às personagens antigas somam-se novas que nos arrebatam logo às primeiras falas. Assim, em relação às mais antigas, não é segredo para ninguém que sou admiradora incondicional dos pinguins e do trio de lémures. Apesar de os pinguins serem completamente psicopatas, não deixam por isso, de ser imensamente fofinhos e de usarem sabiamente essa característica a seu favor. Love them. Neste mais recente Madagáscar, destaco entre as novas personagens, a Capitã Dubois que sendo uma agente do Controlo Animal com uma carreira sem mácula, não consegue deixar de perseguir os nossos heróis. É, portanto, a vilã da história. Memorável a cena em que canta o êxito de Edith Piaf "Non je ne regrette rien". Adorei também o leão marinho italiano Stefano e a ursa Sonia, por quem o Rei Julião se apaixona. A cena em que estes dois se conhecem também está no top 5 das melhores.
Toda a banda sonora foi escolhida a dedo. Numa das cenas em passadas em Itália é possível ouvir o "Con te partiró" de Andrea Bocelli.
Em conclusão, se ainda não viram, vejam com urgência. O vosso dia vai melhorar consideravelmente. A Dreamworks e a Pixar andam de facto a contribuir para a felicidade não só das crianças mas também dos adultos. E por falar em Pixar, o filme Brave é o senhor que se segue.
segunda-feira
Uma Fortuna Perigosa de Ken Follett
Mais um bom livro digerido durante o mês de Agosto. De Ken Follett, conheço uma série de titulos e já ofereci a uma amiga os Pilares da Terra, a obra mais conhecida deste autor. Eu optei por uma história mais pequena e mais antiga, visto que foi publicado em 1993. Uma Fortuna Perigosa apresenta-nos uma família de banqueiros e as suas amibições. Dinheiro, romance e crime são as palavras que melhor definem este livro. No centro, um tema bastante actual: o que fazem os bancos com o dinheiro de todos!
sábado
Broadway Baby - A História do Musical Americano
Ontem foi noite de me sentar na plateia do Teatro Mário Viegas e assistir ao "Two men show" que é o espectáculo maravilhoso de e com Henrique Feist e Nuno Feist. Imaginem cerca de duas horas de entretenimento em que nos é contada a história de como um grupo de teatros com cartazes luminosos de uma zona de Nova Iorque se tornou nesse mundo mágico cheio de cor e musica que é a Broadway. Durante esse par de horas, Henrique Feist, acompanhado ao piano pelo seu irmão, canta mais de 70 canções dos musicais tão conhecidos do grande público (daí muitas vez os espectadores terem acompanhado o cantor). Estas canções, compostas por esses talentosos senhores como George Gershwin, Cole Porter, Irving Berlin ou Richard Rodgers, são conhecidas mesmo por quem não assistiu a todos os ditos musicais. A saber:
De Cole Porter cantada por Frank Sinatra: "I've got you under my skin, I've got you deep in the heart... "
De George Gershwin: "Summertime, And the livin' is easy, Fish are jumpin' And the cotton is high"
De Irving Berlin: "There's no business like show business like no business I know"
Foi dado grande destaque a Richard Rodgers, talvez porque ele tenha composto cerca de 900 canções e 43 musicais. Quem não conhece toda a banda sonora do Musica no Coração? Pois é, aquelas canções como "Dó Ré Mi", "Sixteen going on Seventeen" ou "Edelweiss" é tudo deste senhor.
Pessoalmente a minha canção preferida deste compositor é a "Shall we dance" da banda sonora do "The King and I" de 1956 e que podemos ouvir também num filme mais recente que tem o mesmo título da canção e que é protagonizado por Jennifer Lopez e Richard Gere.
Finalmente Henrique Feist passou para os musicais importados de Inglaterra todos saídos das mãos de Andrew Lloyd Weber. O público vibrou com as canções do Cats, do Fantasma da Opera, da Evita, do Jesus Cristo Superstar e tantos outros.
Momento alto para a minha pessoa: quando ele cantou o I Dreamed a Dream do Les Miserables, canção que tornou famosa Susan Boyle quando ela encantou tudo e todos com a sua interpretação magnífica no Britain 's got Talent.
O West End em Londres que me aguarde. Este Les Miserables anda a pedi-las. Que eu o veja, claro.
E para vós todos Shall We Dance:
quinta-feira
Desde que o Samba é Samba de Cláudio Lins
Segundo livro despachado estas férias. Há muito tempo que não lia nada de um autor brasileiro. Desde que o Samba é Samba é o mais recente romance do escritor de "Cidade de Deus". Acção passa-se nos anos 20 do século passado no Rio de Janeiro. História e personagens tão brasileiros, tão "alto astral". Vocabulário impossível de encontrar nos dicionários mas que nos levam às lágrimas de tanto rir. Uma protagonista feminina com o nome de Valdirene, " a cafetina mais linda da zona".
" - E você deixa ele em paz! Acabou a vingança. (...) vamos parar com essa guerra! Tá integibilizado?"
"...(Validrene) pediu um copo de groselha, botou os olhos no movimento da rua. Viu Brancura butucolhando tudo através da janela."
" - Sodré, meu nobre gostaria de ter uma conversa contigo no particulino."
" - Magia negra é a bunda da minha mulher."
Quem gosta de um livro cheio de humor, aconselho vivamente. Para os mais púdicos, fica uma chamada de atenção: muita descrição altamente pormenorizada daquilo a que os personagens chamam de "futucação".
Subscrever:
Mensagens (Atom)









