terça-feira

Vem aí o concerto da...

... Jennifer Lopez. Dia 5 de Outubro no Pavilhão Atlântico. Como não podia faltar, os bilhetes já foram devidamente adquiridos. Só espero que ela não me faça a mesma desfeita que me fez a Florence. J Lo, tu vê lá filha, pica o ponto e vem trabalhar!



segunda-feira

Duas mulheres a destacar

Ontem, ao pedalar juntamente com dois amigos pela zona da Póvoa de Sta Iria a caminho da ciclovia de Alhandra, lembrei-me da minha colega Cristina da Faculdade que por ali mora. A Cristina dos olhos verdes. Era assim que toda a gente a chamava. Obviamente porque tinha uns olhos verdes fabulosos. E um sorriso espectacular, apesar de tudo. A Cristina sofria e sofre de uma doença degenerativa com o estranho nome de Ataxia de Friedreich. Durante os tempos da Faculdade, vimo-la diariamente perder a capacidade de coordenar os seus movimentos, ajudámo-la a ultrapassar a dificuldade em caminhar sozinha e assistimos à sua contínua perda dos reflexos. Ela sempre soube, assim que lhe surgiram os primeiros sintomas por volta dos 18 anos que acabaria por perder a possibilidade de andar sozinha. Isto porque à irmã mais nova já lhe tinha sido diagnosticada a mesma doença vários anos antes. O que sempre causou a admiração de nós colegas, foi a determinação de ambas para concluirem os seus cursos superiores. Nunca se detiveram perante qualquer obstáculo. A Cristina por exemplo nunca faltou e lembro-me que só chumbou numa cadeira durante todo o curso. No último ano da Faculdade, uma vez que já não conseguia apanhar os transportes públicos e chegar pelo seu próprio pé até às salas de aula, era transportada por uma carrinha de bombeiros. Calculo que o mesmo transporte levasse a irmã até ao ISCTE, onde concluiu Gestão de Recursos Humanos. No 3º ano da Faculdade, durante as férias de Natal, as duas irmãs tiveram de se deparar com mais um desafio pouco agradável da vida. A mãe foi atropelada mortalmente à frente delas e do pai quando regressavam a casa vindos do Norte, onde tinham ido passar a Consoada. No primeiro dia de aulas, a Cristina não faltou. Foi a primeira vez que não a vi sorrir mas a perseverança mantinha-se. Cerca de 3 anos mais tarde, conclui o estágio numa escola perto de casa. Era finalmente a professora que tanto tinha desejado ser e para o qual tanto tinha lutado. Calculo que hoje em dia não dê aulas como tantos outros professores. No entanto, tenha a certeza que não se arrependeu do esforço e dedicação dispendidos. 
A segunda mulher que conheço, que não hesitou em contornar obstáculos para prosseguir com os seus estudos foi a minha própria mãe. No início dos anos 70 ainda não eram muitas as mulheres que tinham a possibilidade de ir para a Faculdade. Muito menos uma rapariga recém chegada a Lisboa vinda da província e com os pais no Brasil sem os ver há mais de uma década. Naquele tempo, nos anos 60, emigração era quase sinónimo de morte, pois viagens durante as férias de Verão eram 0 e em relação a trocas de correio com o outro lado do Atlântico, o saldo era uma carta por ano o que já era bem bom. Sem o apoio dos pais,  valeu-lhe o da madrinha que a recebeu em casa e aplaudiu a decisão da continuação dos estudos. A minha mãe ainda guarda livros e apontamentos daquela época. Diz que foi a melhor altura da vida dela, sobretudo devido às transformações pelas quais o país estava a passar. Já me contou por diversas vezes que em 1974, por causa do 25 de Abril, houve a chamada passagem administrativa e foram todos corridos a 10 valores. 
Na próxima semana vou voltar à "escola". Aulas pós-laborais que é para ser mais cansativo. E de cada vez que me der uma grande vontade de me baldar, vou-me lembrar das lições que estas duas senhoras me deram. Que nada na vida se consegue sem esforço ou paixão.    

Slow Fast Cycles Hotel

Quem é adepto de uma boa "bicicletada" gosta de experimentar novas ciclovias e ecovias, gosta de conhecer outros ciclistas e as suas histórias, encanta-se ao ver de perto um pôr do sol, adora o cheiro da terra e da vegetação, passa horas a ver novos modelos e sobretudo, gosta de conhecer locais que foram feitos de propósito para servir o ciclista. Daí que termos descoberto, o Slow Fast Cycles Hotel nas Docas de Alcântara tenha sido uma surpresa muito agradável. Um local que é hotel de bicicletas, loja que vende vários modelos, como as maravilhosa Pashley e ainda oficina. Promete. Um dos donos mostrou-nos as instalações e ficámos encantados. Além de termos dado sugestões para melhorar ainda mais o espaço ainda prometemos divulgar. Localização óptima porque são inúmeros os ciclistas que passam por ali todos os dias a caminho de ou vindos de Belém. 
Entretanto acabei de ler uma notícia sobre estes assuntos que me enviou uma amiga. Pois que parece que na Dinamarca estão a ser construídas auto-estradas para bicicletas. Cá vai o link da notícia para os interessados:    http://www.npr.org/2012/09/01/160386904/in-bike-friendly-copenhagen-highways-for-cyclists?sc=fb&cc=fp

sábado

O vermelho é...

... por excelência, a cor que quando a usamos, grita: "Cheguei". Daí que eu de vez em quando sinta a necesidade de adquirir uma peça ou outra nesta bela tonalidade.  


Da Massimo Dutti


sexta-feira

Objectos com personalidade são...

... cada vez mais cá em casa. Recuperei esta máquina de escrever, dos anos 60, onde a minha madrinha escreveu tantas e tantas cartas. Agora está em lugar de destaque na minha sala a fazer companhia aos meus livros.