... restam três tarefas ao autor: rever, rever e finalmente... rever. Sobretudo depois de se ter descoberto que o corrector ortográfico do Word estava desactivado sabe-se lá porquê. Ora pois que iniciei a revisão da minha "obra" esta segunda-feira. Fui avisada por duas amigas de longa data a quem incumbi de avaliarem o potencial da"obra", que eram muitos os erros, uns certamente por distracção, outros, infelizmente, por convicção. Passo a explicar: um erro por distracção é aquele em que por exemplo, escrevo uma letra a menos ou a mais numa palavra. Por exemplo desidistir em vez de desistir. Um erro por convicção é quando resolvo escrever umas cem vezes ao longo da história, a palavra paralesia em vez de paralisia, pois vivia convicta de que isso era o correcto. É lamentável. Quase que uma pessoa tem vontade de atirar com o manuscrito para dentro de uma gaveta e fechá-la a sete chaves. Ou tendo em conta os tempos em que vivemos, quase que dá vontade de mandar o ficheiro para a reciclagem do PC. Mas depois eis que surge um enorme desejo de acrescentar mais umas peripécias à história e o estado depressivo provocado pelos erros, depressa é substituído por uma euforia literária. E lá começam os sarilhos once again. A "obra", que supostamente estava terminada, ganha mais umas valentes linhas. E depois, vem a revisão. E quando dou por mim, estou de volta ao ponto de partida.
É a loucura. Estou a ver que nunca mais acabo. E o pior, é que continuo sem uma ideia brilhante para o título.
Para a próxima, não vou ser tão ambiciosa. Contentar-me-ei com um conto. E até já há ideias.
De qualquer das formas, a "obra" tem de estar pronta no Natal, porque vai ser uma das oferendas com que vou brindar amigos e família. Prendas hand made têm mais significado.