domingo

A Better Life

Numa altura em que se fala tanto no verbo emigrar em Portugal, este é um filme que ilustra bem a questão. "A Better Life" foi por estas bandas pouco ou nada divulgado e só soube da sua existência, porque o actor a quem coube o papel de protagonista, Demián Bichir, foi nomeado este ano para o Oscar de Melhor Actor. A história é simples. Um jardineiro mexicano com um filho adolescente, tenta evitar que este se junte a um dos vários gangs de Los Angeles ao mesmo tempo que procura não ser apanhado pela Imigração, uma vez que se encontra ilegal. No país de todas as oportunidades, luta por uma vida melhor para si e para o seu filho.
A questão dos imigrantes ilegais nos EUA já foi explorada no cinema, em séries, na literatura e na música. Até a Globo já fez uma telenovela subordinada ao tema ("América"). Todos mencionam as dificuldades para se atravessar a fronteira, para se conseguir o primeiro emprego e sobretudo para se obter o visto. O sonho americano é sempre descrito como algo envolto em sangue, suor e lágrimas. Literalmente. A Better Life é mais um bom exemplo dessa realidade. Um drama que atinge níveis de excelência no que diz respeito à escolha e representação do elenco. Um filme que sem dúvida puxa pela lagrimita. 
No extremo oposto, apesar de tratar tema idêntico, encontra-se o 9º episódio da 15ª temporada do South Park "The Last of the Meheecans". Já não recordo quando o vi mas lembro-me que os autores optaram por mostrar não o que acontece quando os mexicanos decidem atravessar a fronteira para se instalarem nos EUA mas o contrário, isto é, o que aconteceria se toda a comunidade latina decidisse voltar para casa. A ironia atinge o clímax quando os guardas que se encontram a controlar as fronteiras recebem ordens para impedir que os mexicanos regressem ao México. A mensagem que o episódio passa é a de que a comunidade latina tem uma importância imensurável na economia americana. 
Numa altura, repito, em que os portugueses só falam em sair daqui, pergunto-me o que acontecerá à terra lusa, quando formos menos a contribuir para a Segurança Social e para o tão desejado crescimento do país. 


   

sexta-feira

O que eu gosto de um blusão quentinho...

Vi este da Benetton num dos vários cartazes espalhados pela cidade. Vou procurar saber se há em cores mais discretas e depois quem sabe, investir nele. 


terça-feira

Os rabos grandes estão na Moda

Esta é uma teoria que tenho vindo a desenvolver desde que vi o concerto da J Lo. Numa das inúmeras vezes que a senhora se voltou de costas para o público para evidenciar o seu traseiro, uma amiga minha disse-me: "Já viste Isabel, andámos nós tantos anos da nossa adolescência a tapar o rabo com camisolas e casacos à cintura e afinal, andávamos a esconder o ouro, o nosso bem mais precioso!" Tive de concordar. Não tanto com a parte do ouro mas com a parte de nos taparmos com camisolas na adolescência. Essa corresponde inteiramente à realidade. 
Depois do concerto da J Lo, o visionamento de vários episódios da novela brasileira Gabriela, fortaleceram esta minha teoria de que não há nada mais in ultimamente que uma bunda cheia. É raro o episódio em que não vemos a que Deus deu a Juliana Paes.
Por fim, descobri recentemente que a Salsa lançou um modelo de jeans a que deu o nome de Mystery. Pois que estes jeans Mystery têm a particularidade de conterem no seu interior umas almofadinhas amovíveis na zona das nádegas, para favorecerem quem infelizmente não as tem. Agora, qualquer uma já pode ser bem rabuda. Convém é que aquelas que já o são, não resolvam recorrer a esta técnica cheia de ciência. É que um rabo jeitoso fica bem, mas um rabo do tipo babuíno não é coisa agradável à vista. 
Em tempos, o mulherio ficou louco com o Wonder Bra. Agora é a vez dos Wonder Jeans.
O que inventarão mais? 

  

sábado

The Steve Jobs Way...

... foi o livro que esteve na minha mesa de cabeceira nos últimos dias. Acabei de o ler ontem à noite. Foi comprado na livraria da Universidade de Stanford onde por sinal, Jobs fez um dos melhores discursos que já ouvi na minha vida (obrigada ao Youtube por isso). Resultante de uma colaboração entre Jay Elliot, antigo Senior Vice President da Apple e o jornalista William L. Simon, o livro dá-nos um retrato mais profissional do que pessoal do homem que ficará para sempre associado à mais perfeita união da tecnologia com o design. O autor destaca sobretudo o estilo de liderança único de Steve Jobs, mas também nos dá a conhecer muitos episódios que passaram para o mundo através da imprensa mal contados ou outros que nem nunca foram do conhecimento geral. 
Uma história contada por Jay Elliot e que eu pelo menos desconhecia de todo, foi a do relógio da Porsche que Jobs usava no pulso e cujo design ele adorava. Sempre que alguém elogiava o relógio, ele tirava-o e oferecia-o à pessoa como que dizendo "parabéns por ter reconhecido excelente design". Alguns minutos depois retirava outro igual de uma gaveta cheia deles e repunha o que tinha oferecido.
As histórias que mais me interessaram foram todas as que se referiam a questões de Recursos Humanos. Segundo Elliot, Jobs era a favor de uma estrutura hierárquica simples e a sua convicção era a de que a Apple devia ser uma empresa onde qualquer colaborador podia entrar no gabinete do CEO e partilhar uma ideia. Jobs incentivava a discussão aberta. Era exigente e às vezes demasiado directo, capaz de perguntar a um colaborador "o que andas a fazer para mereceres o dinheiro que te pago?" mas era igualmente o primeiro a reconhecer ideias excelentes. Dava ordens mas ao mesmo fazia a equipa sentir que ele era "um deles". 
No que dizia respeito a recrutamento, também aqui Jobs foi um inovador. Se ouvia falar de alguém perito numa área que lhe interessava, não hesitava em contactá-lo. Contratava talentos e esses talentos tornavam-se depois os seus melhores recrutadores. Os bons RH conhecem sempre alguém com os melhores valores, o melhor estilo, a melhor atitude profissional.
No que dizia respeito a recompensas, estão aqui as atitudes que considero mais originais: a possibilidade de "os artistas assinarem o seu trabalho". Nos primeiros Macs as assinaturas dos engenheiros responsáveis foram gravadas no interior dos mesmos. Os utilizadores por certo nunca viram essas assinaturas mas a equipa sabia que estavam lá. Outro episódio interessante ocorreu quando os primeiros Macs foram colocados à venda. Jobs foi pessoalmente à fábrica entregar os bónus a cada colaborador. Além disso presenteou cada um com um Mac. Jay Elliot afirma que ainda tem o dele e que quando o iPhone foi introduzido no mercado cada empregado recebeu um.
Nos tempos que correm, dá-se cada vez mais importância à formação dos RH, ao recrutamento dos melhores mas sobretudo, à motivação das equipas. Fazer uma gestão eficaz de pessoas é talvez o principal ingrediente para garantir um aumento da produtividade e consequentemente, o sucesso de uma empresa. Será quase impossível manter sempre todos os colaboradores satisfeitos mas o que este livro me ensinou é que apesar de às vezes precisarmos de um líder firme mas competente que nos dê ordens constantemente ou que não aceite Não como resposta, é essencial que esse mesmo líder nos elogie, nos recompense de forma justa e nos faça sentir que todos nós contribuímos para a saúde e o êxito de um produto ou serviço.
É inegável a populariade de Steve Jobs. Penso que com excepção do Bill Gates, nunca nenhum CEO originou tanto interesse. A biografia do homem da Apple foi um sucesso de vendas. Ultimamente dei por mim a olhar com interesse para a do Warren Buffett. Acho que é o senhor que se segue. Talvez este também me dê a conhecer umas coisas interessantes sobre a gestão bem sucedida de pessoas. 

    
   

domingo

Ir a um desfile de Moda, daqueles a sério, era coisa que há muito almejava. Quem gosta de trapos e considera que esta indústria é na verdade, uma forma de arte, deseja ardentemente um lugar com vista directa para uma runway. Não é preciso ser na front row. Estar sentada na 3ª ou na 4ª fila é o bastante para deixar a pessoa contente.  Este Sábado lá me foi possível estar presente pela primeira vez na Moda Lisboa, que tal como nas últimas edições decorreu no Pátio da Galé junto do Terreiro do Paço, local que está cada vez mais animado. O espaço parece-me, na minha humilde opinião, perfeito para receber o certame. Da organização não tenho queixas. É claro que nem tudo decorreu nos horários previstos mas disso já se estava à espera. Quanto ao desfile desse grande senhor que é o Nuno Baltazar, só posso dizer que adorei. Os jumpsuits e o animal print destacaram-se. Mas também, que esperar de um designer que só faz coisas não só vestíveis (e nos desfiles vê-se muita coisa não vestível) como também muito bonitas? Que o diga Catarina Furtado que marcou presença no evento e que é vestida pelo Atelier do estilista do Porto há já vários anos. Ficam as fotos (algumas com pouca qualidade):









    

sábado

Smart ebike

Como é que só hoje me dei conta que esta peça de arte e tecnologia existe? E que já anda por aí à solta?