segunda-feira

As Palavras

"As Palavras" levaram-me ao cinema por causa do elenco e porque li algures que se tratava de um filme sobre um escritor que rouba o trabalho de outro. Ora quem almeja ver um dia uma obra sua publicada não poderia deixar de espreitar esta longa-metragem. Alguma desilusão pelo meio foi compensada com algumas deixas dos personagens nas cenas finais, nomeadamente quando a de Jeremy Irons - simplesmente, chamada de o Velho - diz: Todos fazemos escolhas, o complicado é viver com elas. Aqui está um agrupamento de palavras de que eu faço uso constantemente. Não concordo muito com a segunda parte, pois quando são feitas as melhores escolhas nunca é díficil lidar com elas. Muito pelo contrário. É um alívio, é uma sensação de dever e de desejo cumprido.
O filme fala sobretudo da angústia de se querer escrever algo que será aprovado primeiro por uma editora, depois pela crítica e a cereja no topo do bolo, aprovado pela crítica e pelo público. Algo que agrada aos chamados entendidos e às massas é coisa que não acontece todos os dias. Rory Jansen, interpretado pelo (muito) atraente Bradley Cooper é um escritor que tenta desesperadamente realizar o seu sonho. Um dia, algo perfeito chega-lhe às mãos e ao publicar esse algo cuja autoria não é sua, vê finalmente o sucesso e o reconhecimento bater-lhe à porta, assim como o verdadeiro autor. 
A partir daí Rory vê-se confrontado com a velha questão do peso na consciência e a pergunta: Qual a atitude certa a tomar?
Um filme sobre valores, sobre escolhas e sobre as consequências boas ou más que elas trazem.

P.S - A voz do Jeremy Irons continua inconfundível...

  

sexta-feira

Calças de (efeito) pele

Hesitei, hesitei mas por fim não resisti a adquirir estas calcinhas. É o meu regresso simbólico ao estilo roqueiro dos anos 80.


terça-feira

Comportamento Organizacional...

... foi até ao momento, a única disciplina em todo o meu percurso académico que conseguiu a proeza de me manter atenta desde o início ao fim de cada aula. E a proeza é ainda maior se tivermos em conta o horário em que ela decorria: das 20h30 às 23h30. Ontem foi a última aula. Falou-se de Liderança. E foi-se buscar a seguinte imagem para ilustrar o tema: o voo dos gansos. O melhor exemplo de Liderança, Trabalho em Equipa, Solidariedade e o desejo de se alcançar um mesmo Objectivo. 
Como é que eu nunca tinha reparado que a própria Natureza é uma grande Organização, constituída por grupos e que nesses grupos há líderes e liderados? Ando desatenta. Tenho de passar a incluir animais e não apenas pessoas nas minhas observações diárias. 




domingo

Skyfall

Depois de um "Quantum of Solace" que deixou muito a desejar, eis que Sam Mendes realiza um 007 à altura de Casino Royale e dos outrora protagonizados por esse grande senhor que é Sean Connery (para muitos, o melhor Bond de sempre). Acção com história é a oferenda desta vez e não apenas acção, acção, acção. Um Q renovado. Momentos de humor à mistura com momentos dramáticos. O melhor vilão de sempre desempenhado por um Javier Bardem que mais uma vez se apresenta ao serviço com um penteado hediondo. Pior do que em "Este país não é para velhos". Duas Bond Girls: uma pouco curvilínea, a outra, moça sensual, parece que é a rainha da festa mas depois vai-se a ver e sofre às mãos de Silva (Bardem), coitadinha. Manteve-se igualmente Judi Dench no papel de M, personagem que está mais do que nunca no centro da história e um genérico com a voz de uma cantora poderosa - Adele. 
A acção decorre em Istambul, Londres, Xangai e finalmente na Escócia, onde Bond tem as suas raízes. Ficamos a conhecer a casa onde nasceu e viveu com os seus pais. A personagem ganha um passado e família.  
Um dos filmes mais brilhantes da saga 007. Não só porque nos mostra um Bond mais vulnerável como apresenta questões como o envelhecimento ou a oposição velhos métodos versus a inovação.
Por fim, Daniel Craig está cada vez melhor. Fui uma das vozes que se manifestou contra a escolha do actor para o mítico papel mas agora sou a primeira a afirmar que para mim ganhou a medalha de prata. Connery é, claro está, a medalha de ouro e a de bronze atribuo-a a Roger Moore. 

   

quinta-feira

A ambiciosa tarefa de encontrar O anel de noivado

Eu e uma amiga minha chamámos a nós a difícil missão de convencermos um amigo nosso a dar um anel de noivado àquela que será a sua futura esposa no próximo mês. Lá por estarmos em crise, não quer dizer que as tradições, sobretudo as de foro amoroso, possam ser descuradas. Já iniciámos a pesquisa de mercado. Como não nos foi dado qualquer budget começámos pelas soluções mais em conta, isto é, os brilhantes não verdadeiros. Para já vamos apresentar estas duas hipóteses da Swarovski ao nubente. Pode ser que uma delas obtenha aprovação. Ou então pode ser que ele se entusiasme e nos deixe subir a parada. 



terça-feira

A passagem do tempo...

... ocorre de forma cada vez mais rápida. Hoje, quando passávamos pela Loja do Gato Preto e reparámos que já estava cheia de decorações de Natal, eu e dois amigos comentámos o quão próxima está a quadra natalícia. E ainda agora deixámos o Verão. Um ano passou a ser um período muito curto de tempo. E um mês parece constituído por meia dúzia de dias e não trinta. Tem de ser uma questão psicológica. Isto de estarmos sempre a desejar o fim do mês para recebermos o salário, a pensão, a mesada ou o subsídio disto ou daquilo apressa demasiado o tempo.
Vivemos num ritmo cada vez mais alucinante.    

Saias em pele...

... nem sempre verdadeira, mas ainda assim, produzindo o efeito que se deseja, abundam nas lojas de referência. Vi estas duas na Promod e senti-me tentada. Uma delas vai para a lista das futuras aquisições.