Aqui há uns dias um amigo meu recordou-me a mítica cena do filme Norma Rae de 1979 protagonizado por Sally Field. Na cena, a personagem sobe para cima de uma mesa e exibe um cartaz com a palavra "Union" (Sindicato) para reivindicar melhores condições para si e para os seus colegas na fábrica onde trabalhava. Acho que hoje foi um dia propício para todos subirmos para cima das mesas com cartazes reivindicando que o país nos devolva as condições que tínhamos antes, que podiam não ser fantásticas mas eram bem melhores do que o são agora.
quarta-feira
terça-feira
O design do Alfa Romeo 8c
Hoje o meu chefe chamou-me ao gabinete dele e disse-me: "sei que não conduzes mas anda aqui espreitar o design espectacular deste veículo". Mostrou-me uma foto do Alfa Romeo 8c e tive de concordar de imediato. A máquina é possuidora de muito charme. Se ela coubesse no meu quarto trazia-a para casa só para poder olhar para ela todas as manhãs depois de acordar. Sim, olhar bastar-me-ia. Conduzi-la é que não. Tenho um plano a longo prazo, ou melhor, vitalício de nunca mais agarrar no volante de um carro. A condução não foi feita para mim. E os peões agradecem.
segunda-feira
As Palavras
"As Palavras" levaram-me ao cinema por causa do elenco e porque li algures que se tratava de um filme sobre um escritor que rouba o trabalho de outro. Ora quem almeja ver um dia uma obra sua publicada não poderia deixar de espreitar esta longa-metragem. Alguma desilusão pelo meio foi compensada com algumas deixas dos personagens nas cenas finais, nomeadamente quando a de Jeremy Irons - simplesmente, chamada de o Velho - diz: Todos fazemos escolhas, o complicado é viver com elas. Aqui está um agrupamento de palavras de que eu faço uso constantemente. Não concordo muito com a segunda parte, pois quando são feitas as melhores escolhas nunca é díficil lidar com elas. Muito pelo contrário. É um alívio, é uma sensação de dever e de desejo cumprido.
O filme fala sobretudo da angústia de se querer escrever algo que será aprovado primeiro por uma editora, depois pela crítica e a cereja no topo do bolo, aprovado pela crítica e pelo público. Algo que agrada aos chamados entendidos e às massas é coisa que não acontece todos os dias. Rory Jansen, interpretado pelo (muito) atraente Bradley Cooper é um escritor que tenta desesperadamente realizar o seu sonho. Um dia, algo perfeito chega-lhe às mãos e ao publicar esse algo cuja autoria não é sua, vê finalmente o sucesso e o reconhecimento bater-lhe à porta, assim como o verdadeiro autor.
A partir daí Rory vê-se confrontado com a velha questão do peso na consciência e a pergunta: Qual a atitude certa a tomar?
Um filme sobre valores, sobre escolhas e sobre as consequências boas ou más que elas trazem.
P.S - A voz do Jeremy Irons continua inconfundível...
sexta-feira
Calças de (efeito) pele
Hesitei, hesitei mas por fim não resisti a adquirir estas calcinhas. É o meu regresso simbólico ao estilo roqueiro dos anos 80.
terça-feira
Comportamento Organizacional...
... foi até ao momento, a única disciplina em todo o meu percurso académico que conseguiu a proeza de me manter atenta desde o início ao fim de cada aula. E a proeza é ainda maior se tivermos em conta o horário em que ela decorria: das 20h30 às 23h30. Ontem foi a última aula. Falou-se de Liderança. E foi-se buscar a seguinte imagem para ilustrar o tema: o voo dos gansos. O melhor exemplo de Liderança, Trabalho em Equipa, Solidariedade e o desejo de se alcançar um mesmo Objectivo.
Como é que eu nunca tinha reparado que a própria Natureza é uma grande Organização, constituída por grupos e que nesses grupos há líderes e liderados? Ando desatenta. Tenho de passar a incluir animais e não apenas pessoas nas minhas observações diárias.
domingo
Skyfall
Depois de um "Quantum of Solace" que deixou muito a desejar, eis que Sam Mendes realiza um 007 à altura de Casino Royale e dos outrora protagonizados por esse grande senhor que é Sean Connery (para muitos, o melhor Bond de sempre). Acção com história é a oferenda desta vez e não apenas acção, acção, acção. Um Q renovado. Momentos de humor à mistura com momentos dramáticos. O melhor vilão de sempre desempenhado por um Javier Bardem que mais uma vez se apresenta ao serviço com um penteado hediondo. Pior do que em "Este país não é para velhos". Duas Bond Girls: uma pouco curvilínea, a outra, moça sensual, parece que é a rainha da festa mas depois vai-se a ver e sofre às mãos de Silva (Bardem), coitadinha. Manteve-se igualmente Judi Dench no papel de M, personagem que está mais do que nunca no centro da história e um genérico com a voz de uma cantora poderosa - Adele.
A acção decorre em Istambul, Londres, Xangai e finalmente na Escócia, onde Bond tem as suas raízes. Ficamos a conhecer a casa onde nasceu e viveu com os seus pais. A personagem ganha um passado e família.
Um dos filmes mais brilhantes da saga 007. Não só porque nos mostra um Bond mais vulnerável como apresenta questões como o envelhecimento ou a oposição velhos métodos versus a inovação.
Por fim, Daniel Craig está cada vez melhor. Fui uma das vozes que se manifestou contra a escolha do actor para o mítico papel mas agora sou a primeira a afirmar que para mim ganhou a medalha de prata. Connery é, claro está, a medalha de ouro e a de bronze atribuo-a a Roger Moore.
quinta-feira
A ambiciosa tarefa de encontrar O anel de noivado
Eu e uma amiga minha chamámos a nós a difícil missão de convencermos um amigo nosso a dar um anel de noivado àquela que será a sua futura esposa no próximo mês. Lá por estarmos em crise, não quer dizer que as tradições, sobretudo as de foro amoroso, possam ser descuradas. Já iniciámos a pesquisa de mercado. Como não nos foi dado qualquer budget começámos pelas soluções mais em conta, isto é, os brilhantes não verdadeiros. Para já vamos apresentar estas duas hipóteses da Swarovski ao nubente. Pode ser que uma delas obtenha aprovação. Ou então pode ser que ele se entusiasme e nos deixe subir a parada.
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