Todo um fim de semana em total clausura estudando Comportamento Organizacional fez-me tomar mais profundo contacto com esse termo que me era pouco familiar designado "Capital Psicológico". Diz-me um livro que foi o meu melhor amigo estes dias que Capital Psicológico refere-se ao nível de positividade e de crescimento pessoal proporcionado pelo desenvolvimento de capacidades psicológicas positivas que podem ser medidas, desenvolvidas e eficazmente geridas para incrementar o desempenho no trabalho, tais como: o optimismo, a esperança, a auto-eficácia e a resiliência. Ora, vamos por agora esquecer a parte do desempenho no trabalho e concentrar-nos só nestas quatro características positivas que mencionei. Se tivesse que as personificar, não hesitaria em utilizar a figura da minha amiga Patrícia. Ninguém as representará mais honradamente. Tendo sido já desafiada várias vezes na vida com acontecimentos pouco docinhos (e estando a sê-lo mais uma vez, neste momento), ela permanece o bastião do optimismo e da esperança perante os ditos acontecimentos, uma mulher auto-eficaz que se motiva para alcançar as suas metas e não poucas vezes se supera a si própria e finalmente, um exemplo de resiliência para nós os amigos e família, pois recupera de eventos negativos, sabendo manter o equilíbrio. Em suma, é uma pessoa fixe. O tipo de pessoa de que gosto de me rodear. Que me faz rir. Que gosta de fazer os outros sentirem-me bem e nunca os coloca em situações inconvenientes. Que não está cá para dramas, que para isso foram criadas as telenovelas mexicanas e o Dallas e a Dinastia. E vá, os telejornais, que são actualmente os principais responsáveis pelo aumento das depressões em Portugal e do consequente recurso a psicólogos.
Esse bicho em forma de caranguejo nem imagina com quem se foi meter ao resolver instalar-se na minha amiga Patrícia. Que se prepare pois vai levar com chumbo grosso.