Pois que ando numa de bandas folk rock e tenho pena que o concerto destes senhores já esteja esgotado porque se assim não fosse eu marcaria presença certamente. Para quem gosta de correr, esta canção é perfeita. É impossível uma pessoa permanecer imóvel ao ouvi-la tal é o ritmo alucinante.
domingo
terça-feira
Às vezes atendemos o telefone e do outro lado há alguém que nos dá uma notícia maravilhosa. Ontem, por exemplo, uma das minhas melhores amigas telefonou-me para me dizer que eu ia ser madrinha visto ela estar grávida. Ao que eu respondi que não ia ser madrinha mas fada-madrinha que é um upgrade dessa condição. Estou muito feliz. Aí vem mais um ser humano pequenino para eu "amadrinhar". É o terceiro. Mais um ou dois e já poderei formar um pequeno coro infantil.
segunda-feira
domingo
Os Miseráveis
Há escritores que escrevem histórias que estão destinadas a nunca serem esquecidas. A obra de Victor Hugo é com certeza uma delas. Musical de sucesso tanto na Broadway como no West End, já foi adaptada ao cinema pelo menos duas vezes. Ainda recentemente vi na televisão a versão protagonizada por Liam Neeson e Uma Thurman nos papeis de Jean Valjean e Fantine, respectivamente. Ontem foi a vez de experimentar a versão de Tom Hooper, vencedor do Oscar para Melhor Realizador com o Discurso do Rei. Já sabia que desta vez iria ver um musical. Já sabia igualmente que os actores cantavam acompanhados pela orquestra no momento em que gravavam as cenas. Nada de gravações à parte em estúdio e playback nas cenas. Não, aqui a ideia era cantar e representar ao mesmo tempo. O resultado é um filme que não tem diálogos que não sejam cantados. Pode haver uma frase ou outra no meio das canções mas é só. Até Russell Crowe ( o temível Javert) canta sempre que surge em cena. E mesmo não se saindo tão bem quanto Hugh Jackman, a verdade é que a tarefa não lhe corre assim muito mal. Quem se porta melhor são, no entanto, as representantes femininas do elenco. Anne Hathaway levou às lágrimas todas as mulheres que se encontravam comigo na sala do cinema ao cantar a mais célebre canção de Os Miseráveis - I Dreamed a Dream - assim como Éponine com On My Own.
Além do elenco fabuloso, é a caracterização e sobretudo o som, com origem numa orquestra arrebatadora, que faz deste filme mais uma obra de que Tom Hooper se pode orgulhar.
Quem gosta de musicais tem de ver obrigatoriamente Os Miseráveis.
sábado
A Vida de Pi...
... que ganhou o Man Booker Prize em 2002, foi um livro que quando o li, dois anos mais tarde, correspondeu a todas as minhas expectativas. Logo no início é dito ao leitor, através de um personagem, que se trata de uma história que nos fará acreditar em Deus. Uma história de um rapaz de 16 anos que após um naufrágio, sobrevive mais de 200 dias em alto mar tendo por companhia no pequeno barco onde se encontra, uma zebra, um orangotango fêmea, uma hiena e um tigre de Bengala. Digamos que de facto não estão reunidas as melhores condições para se conseguir sobreviver. Por isso acredito que só uma intervenção divina, através dessa manobra que é o milagre, poderá ter permitido tal façanha.
Quase toda a acção do livro se passa em pleno Oceano Pacífico. O protagonista não tem com quem falar ou com quem interagir para além dos animais que com ele se encontram a bordo. E digamos que um diálogo com uma hiena, por exemplo, não deve ser agradável ou frutífero. Devido a estas questões, tinha algumas reservas quanto ao filme. Achei que poderia ser um pouco parado. No entanto, Ang Lee, o realizador (O Segredo de Brokeback Mountain ou O Tigre e o Dragão) soube dar a volta ao problema e fazer um filme que faz jus ao livro em que se baseia. O actor que dá a vida ao jovem Pi, penso que desconhecido do grande público, foi um óptima escolha de casting. Irrfan Khan, mais conhecido devido às suas participações em Quem quer ser Bilionário e o Bom Nome, tem a missão de representar Pi na idade adulta. Ambos estão irrepreensíveis.
Quanto aos efeitos especiais, estes não estão exagerados ou desajustados. Ninguém consegue perceber que as filmagens decorreram num tanque gigante ou, exceptuando um par de cenas, se os animais são reais ou saídos de um computador. As primeiras imagens, do zoo onde Pi vivia com a sua família, são de uma beleza visual que chega a emocionar os mais sensíveis.
Aconselho a todos. Um filme que nos faz pensar em que é que acreditamos e no que é que nos faz continuar a ter ou não esperança.
quarta-feira
Downton Abbey - a morte do protagonista
Há já muito tempo que a ficção não me deixava tão revoltada. Como a realidade - na figura dos telejornais - tem sido tão eficiente a consegui-lo achei que nenhuma série de televisão me deixaria em igual estado. Pois que o episódio de ontem do Downton Abbey, há tanto tempo aguardado, conseguiu a proeza. Eu já tinha lido algures que o Dan Stevens, o actor que dá vida a Matthew Crawley, andava com ideias de largar o drama britânico para tentar a sua sorte por terras de Uncle Sam. A verdade é que lhe deve ter tomado o gosto desde que subiu aos palcos da Broadway, ao lado de Jessica Chastain na peça The Heiress. Vai daí, e o que é que se sucede? O homem morre num acidente de carro, depois de ter experimentado a suprema felicidade de pegar no seu primeiro filho. Várias nações estão em lágrimas. Aposto que até a Michelle Obama, que segundo consta, mexeu os cordelinhos para antecipar a estreia nos EUA, se emocionou a valer. Algumas amigas minhas ligaram-me logo a informar que não voltam a ver nem mais um episódio. Eu estou de acordo. Cortei relações com o House, quando a Cuddy saiu da série e agora vou fazer o mesmo com a Downton Abbey.
A isto se chama "uma falta de respeito para com o espectador fiel".
segunda-feira
Um 2013 com muita imaginação...
... é o que tenho desejado a todos com que tenho falado nas últimas horas. A Coco Chanel disse em tempos que uma mulher para ser feliz só precisava de um vestido preto e um homem que a amasse. Eu costumo dizer que uma pessoa para ser feliz só precisa de saúde, amor, dinheiro (sim, não me venham com a história de que o dinheiro não traz felicidade) e muita imaginação. Porque se não tiver imaginação não sabe dar o devido e bom uso aos três "pequenos" detalhes anteriores. Conheço muito boa gente que tem dinheiro e uma excelente condição física e passa férias sentada no sofá a ver documentários sobre animais raros no National Geographic. Este é um bom exemplo do que acontece quando se tem imaginação 0 no espaço do cérebro criado para o efeito. O ser humano dotado de tal qualidade, em vez de ficar no dito sofá, pega em si e transporta-se para o local onde os tais animais raros se passeiam alegremente, deixando perfumados montinhos de excrementos. Outro exemplo que ilustra bem as minhas afirmações: o ser humano que tem amor e não tem imaginação cai rapidamente na rotina do sexo sábado sim, sábado não, quando são mudados os lençóis da cama onde todas as noites se deita. Uma vez por ano perde a cabeça e na habitual semana de férias passada no Algarve em Agosto, faz o amor, vá, dia sim, dia não. Quando se tem dinheiro e não se tem imaginação, escolhe-se sempre o mesmo restaurante para se ir naquela ocasião especial, repete-se sempre o mesmo prato, a mesma sobremesa e o mesmo vinho, compra-se sempre o mesmo tipo de calças de ganga porque aquelas é que são confortáveis, adquire-se sempre o mesmo tipo de sapatos porque aqueles são os únicos que não fazem joanetes, lê-se sempre o mesmo tipo de livros, vê-se sempre o mesmo tipo de filmes.
Em 2013, vamos todos ter de usar ainda mais a nossa imaginação para sermos felizes porque já sabemos que o dinheiro vai sofrer cortes e a saúde (segundo palavras dos responsáveis pela mesma no nosso país) é para manter e não para estragar que isto de recorrer ao SNS está para acabar. Resta-nos o amor mas até esse pode ficar em perigo perante os problemas sociais que inundam as famílias - lá diz o ditado que quando falta o pão todos gritam e ninguém tem razão.
Sendo assim, há que apostar tudo na imaginação, meus amigos. Vão por mim, é esta que está a dar e que nos fará olhar para o lado bom da vida. Eu já tenho umas ideias. Vou fazer a lista das decisões para 2013. E colocar nelas todo o meu poder imaginativo.
Um excelente 2013 para todos!
Sendo assim, há que apostar tudo na imaginação, meus amigos. Vão por mim, é esta que está a dar e que nos fará olhar para o lado bom da vida. Eu já tenho umas ideias. Vou fazer a lista das decisões para 2013. E colocar nelas todo o meu poder imaginativo.
Um excelente 2013 para todos!
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