As nomeações para os Oscars em todas as categorias de representação levaram-me ao cinema para ver este Guia para um Final Feliz. O título também teve o seu mérito. Gosto de finais felizes, sobretudo na vida real, se bem que aí, na maior parte das vezes, os autores das histórias não estão virados para essa coisa da felicidade.
Primeiro facto a mencionar: este é sem dúvida o ano de Bradley Cooper. O actor é brilhante no papel de Pat, um bipolar tardiamente diagnosticado que perdeu o emprego, a casa e a mulher devido a um incidente. Recentemente saído de uma instituição psiquiátrica, regressa a casa dos pais onde luta por se manter positivo e assim reconquistar a mulher. Destaque para as cenas entre Cooper e Robert DeNiro, pai e filho nesta comédia que surpreendeu tudo e todos ao arrebatar nomeações e críticas excelentes. Jennifer Lawrence, prova mais uma vez que apesar dos seus 22 anos, é actriz para se encontrar pela segunda vez no leque das cinco senhoras que vão disputar a célebre estatueta dourada. A sua personagem, uma mulher também ela com distúrbios que vai ajudar Pat a reconciliar-se com a mulher, poderia não apaixonar o público se Lawrence não tivesse sabido conferir-lhe a dose certa de loucura que ela precisava.
Destaque para a personagem de Danny, representada por Chris Tucker, um amigo de Pat que também carece de alguma sanidade mental.
Guia para um Final Feliz é filme que faz qualquer um sair da sala de cinema com aquilo que o psiquiatra de Pat o aconselha a construir: uma estratégia para a vida.
A ver o quanto antes.
A ver o quanto antes.