segunda-feira

Não sei a que se deu o fenómeno. Não sei se foi porque as pessoas receberam o primeiro salário do ano já  com os devidos cortes brutais; não sei se foi porque os que antes só precisavam comprar o passe do metro, viram-se agora obrigados a pagar 35 euros por um tal de Navegante, que lá porque engloba Carris, CP e Metropolitano, não significa outra coisa que não mais um aumento nos transportes; não sei se foi porque muita gente tomou a mesma decisão para 2013. A verdade é que hoje entre a Av. Fontes Pereira de Melo, o Marquês de Pombal e a Av. da Liberdade, as artérias com mais trânsito de Lisboa, contei 23 pessoas a deslocarem-se em bicicleta. Sim, esteve bom tempo mas nem no Verão passado vi tanta gente a usar este meio de transporte, que pelo menos por enquanto, ainda não paga imposto de circulação. 
Estamos mesmo a recorrer a alternativas mais baratas. Esta tem todo o meu apoio. Só gostava era de ver mais ciclovias para também eu me aventurar que isto de andar no meio do trânsito desenfreado não me seduz.       

sábado

Seis Sessões

Gosto de filmes baseados em factos reais que terminam bem. Gostei do francês "Amigos Improváveis" e agora gostei deste "Seis Sessões" baseado na vida de Mark O'Brien, poeta e jornalista paralisado do pescoço para baixo que se via obrigado a passar a maior parte do seu dia num "pulmão de aço" para poder respirar. Decidido a perder a virgindade e após pedir conselho junto do seu padre confessor, contacta uma terapeuta sexual que o inicia nos prazeres carnais. 
Brilhantemente interpretado por John Hawkes, o jornalista é um homem que apesar das suas enormes limitações físicas não perdeu o humor ou a capacidade de amar e ser amado. Ao longo do filme relaciona-se com três mulheres que conseguiram ter a capacidade de ver para além da paralisia. Não sei se é verdade mas foi-me dito que era para ter sido o próprio Mark O'Brien a interpretar o papel no cinema mas que ele faleceu antes do início das filmagens. 
Que não se assustem os mais púdicos com a nudez total de Helen Hunt. Não está a mais ou é desnecessária. É simplesmente a devida ou a adequada à história. 
Um filme bonito com boas doses de humor, sobretudo nas cenas em que O'Brien se confessa ao seu padre (William H. Macy) que prova aquilo que estou constantemente a dizer: é possível ser-se feliz mesmo em condições pouco propícias a isso. Basta ter um pouco de imaginação.


quinta-feira

Os vestidos do Elie Saab...

... fazem qualquer sopeira parecer uma mulher que transpira beleza perfumada e cara. Sendo assim, tornaram-se nos últimos anos dos mais cobiçados para os eventos que envolvem uma passadeira vermelha. Nos Oscars que terão lugar já no próximo mês de Fevereiro, vamos ver com certeza muitas actrizes a desfilarem com eles. Se há senhor que sabe criar trapinhos dignos do majestoso evento é o designer de origem libanesa. Estive a ver alguns dos vestidos da colecção de 2013 e escolhi os que me pareceram mais bonitos. Ora vejam:











domingo

A bicicleta que tem sido protagonista dos meus sonhos...

... mais recentes é esta Specialized Myka 26. Vi-a no El Corte Inglês e foi amor estúpido e louco à primeira vista. É claro que o dote que pedem por ela não me agradou e a nossa relação para já, não passará de amor platónico. É pena, podíamos ser muito felizes juntas mas tendo em conta, as tabelas de retenção anunciadas para 2013 e todo um outro conjunto de surpresas desagradáveis que poderão ainda surgir, o momento exige contenção. 


quinta-feira

Uma boa banda sonora...

... ou apenas uma boa canção, às vezes passam despercebidas aos ouvidos de quem está apenas concentrado na história ou na representação dos actores de um filme. Grande erro. As melhores melodias poderiam ficar na memória mais facilmente se surgissem sempre no genérico como no caso dos filmes do 007. A questão é que a maior parte delas surgem para acompanhar uma determinada cena, a maior parte das vezes sem diálogo e podemos até no momento gostar, mas depois esquecemos-nos.
Os Globos de Ouro deram a Skyfall e a Adele o prémio de Melhor Canção Original. Já o prémio de Melhor Banda Sonora foi para Mychael Nanna que conseguiu a proeza de criar algo mágico para acompanhar o relato de A Vida de Pi. A canção que com maior facilidade se instala no ouvido é Lullaby, talvez devido ao contributo da flauta. Aqui fica ela, assim como Skyfall. 



     

terça-feira

E depois dos Globos de Ouro...

... o que é que se faz? Comentam-se os vestidos das estrelas, claro está. Sendo assim, aqui vão os melhores e os piores na minha humilde opinião.

Os melhores:

Um Chanel branco virgem lindo. Esta foto não faz  jus à obra

A Jennifer foi no seu melhor ver o esposo levar a estatueta para Melhor Realizador

Para mim, Jennifer Lawrence foi a melhor da noite

A 2ª melhor da noite. E mais uma vez a foto não faz justiça ao bela vestido do Elie Saab

E depois há a Sofia Vergara que podia ir de avental ou bata e ia estar sempre maravilhosa

Quanto aos piores, torna-se difícil eleger quem levou o cortinado mais piroso, se a Sienna Miller, se a Lucy Liu ou se a Halle Berry.





domingo

Guia para um Final Feliz

As nomeações para os Oscars em todas as categorias de representação levaram-me ao cinema para ver este Guia para um Final Feliz. O título também teve o seu mérito. Gosto de finais felizes, sobretudo na vida real, se bem que aí, na maior parte das vezes, os autores das histórias não estão virados para essa coisa da felicidade.  
Primeiro facto a mencionar: este é sem dúvida o ano de Bradley Cooper. O actor é brilhante no papel de Pat, um bipolar tardiamente diagnosticado que perdeu o emprego, a casa e a mulher devido a um incidente. Recentemente saído de uma instituição psiquiátrica, regressa a casa dos pais onde luta por se manter positivo e assim reconquistar a mulher. Destaque para as cenas entre Cooper e Robert DeNiro, pai e filho nesta comédia que surpreendeu tudo e todos ao arrebatar nomeações e críticas excelentes. Jennifer Lawrence, prova mais uma vez que apesar dos seus 22 anos, é actriz para se encontrar pela segunda vez no leque das cinco senhoras que vão disputar a célebre estatueta dourada. A sua personagem, uma mulher também ela com distúrbios que vai ajudar Pat a reconciliar-se com a mulher, poderia não apaixonar o público se Lawrence não tivesse sabido conferir-lhe a dose certa de loucura que ela precisava. 
Destaque para a personagem de Danny, representada por Chris Tucker, um amigo de Pat que também carece de alguma sanidade mental.      
Guia para um Final Feliz é filme que faz qualquer um sair da sala de cinema com aquilo que o psiquiatra de Pat o aconselha a construir: uma estratégia para a vida.
A ver o quanto antes.