segunda-feira

O trabalho dos nossos artistas devia ser sempre divulgado...

... é por isso que não posso deixar de falar aqui no facto do fotógrafo português Daniel Rodrigues ter ganho um prémio no World Press Photo na categoria de Vida Quotidiana. Ou de mencionar que a exposição da Joana Vasconcelos no Palácio de Versailles foi a mais visitada dos últimos 50 anos, com 1,6 milhões de visitantes. 
É pena que notícias destas não sejam exploradas na imprensa com a mesma frequência com que são as notícias sobre a crise. 


A foto de Daniel Rodrigues

Uma das peças de Joana Vasconcelos

Uma peça nos jardins exteriores

Os famosos sapatos de Joana Vasconcelos na sala dos espelhos


domingo

O casaco e não um casaco...

... vi eu ontem na nova colecção da Mango. Vou convidá-lo para vir viver cá para casa, claro está! É pena estas fotos não mostrarem o melhor, isto é, o tecido com que é feito. Quem olha para elas vê um simples casaco vermelho, mas ao vivo é muito mais do que isso!



sábado

Argo

Finalmente fui ver o filme que tem vindo a arrebatar tudo o que é prémio. Já tinha ouvido críticas muito boas mas não estava preparada para o excelente resultado final que saiu das mãos do Ben Affleck, já premiado com um Oscar da Academia pelo argumento de O Bom Rebelde. Logo nos primeiros minutos, durante a narração por uma voz feminina do que se passou no Irão antes da tomada de reféns dos norte-americanos em 1979, percebi que aquilo ia correr bem. A montagem é talvez o melhor de Argo, em 2º lugar diria que o desempenho de Alan Arkin que à medida que vai envelhecendo vai ficando cada vez melhor actor. As suas tiradas são os únicos momentos de humor do filme.
A preocupação com os detalhes está presente em todas as cenas, sobretudo no guarda-roupa, caracterização e objectos.  
A personagem de Ben Affleck, derrubado pelo peso da responsabilidade que carrega nos ombros, nunca sorri, demonstrando uma serenidade que esconde a tensão a que está sujeito.   
Argo, assim como Lincoln, o seu maior rival nos Oscars, apresentam-nos dois momentos da história dos EUA. E se há uma função que o cinema tem é o de nos ensinar História. Argo fala de um segredo da CIA muito bem escondido até ter sido autorizada a sua divulgação pelo Presidente Clinton.
Quem não viu deve ir ver. Um dos melhores filmes de 2012, sem dúvida.

  

Andam-me a negar o acesso ao divertimento...

Tentei comprar bilhetes para o concerto dos Mumford & Sons e está esgotadíssimo. Tentei comprar para o da Adriana Calcanhoto e esgotado está. Isto é muito desagradável.

terça-feira

Sempre que é dia de Carnaval recordo com saudade o ano em que, estando eu na 4ª classe, vesti um vestido amarelo de baile todo em tule da minha madrinha. De que estava eu mascarada? perguntam vocês assim como perguntaram aqueles que me viram naqueles propósitos. A resposta, cheia de orgulho, é a mesma de então: de Imperatriz Sissi! Sim, note-se que não era de Princesa ou de Rainha mas de Imperatriz Sissi. A influência da trilogia de filmes protagonizada por Romy Schneider, claro está. Devo tê-los visto umas quinhentas vezes quando era criança. Era tão bonita e romântica a Sissi. Mal sabia eu na altura que a vida dela como esposa do Imperador Austro-Húngaro não fora propriamente um mar de rosas. 

Romy Schneider como Sissi


A verdadeira Sissi


  

segunda-feira

Os Recursos Humanos

Trabalhar e estudar não é fácil. O problema não são as aulas após 8 ou 9 horas de trabalho, mas os fins de semana que é necessário dispensar para se estudarem noções que um par de horas após um exame são devidamente esquecidas. Já me tinha esquecido que nos vemos obrigados a decorar uma série de coisas que depois, se não forem usadas diariamente são votadas ao esquecimento. O saber de facto não ocupa espaço mas há muito saber que é substituído constantemente ou esquecido. 
Receber formação em Recursos Humanos para quem trabalha na área é essencial, daí o esforço a que estarei sujeita até Julho mas a verdadeira aprendizagem faz-se todos os dias no local de trabalho. RH é de facto uma "ciência" interessante e cheia de nuances. Lidar com pessoas é um desafio constante porque é impossível agradar a todos dentro de uma organização. Manter a distância, se numa empresa pequena, também não é fácil. Por muito que tentemos não ceder a emoções, há sempre o perigo à espreita de tomarmos as dores de um ou outro colaborador, de tomar partidos, de ficarmos deprimidos por causa de uma demissão ou de uma saída voluntária. 
As pessoas são complexas. Nunca estamos contentes com o que temos, falamos bem de alguém num momento e mal, minutos depois. Às vezes consideramos o trabalho o inimigo e noutras, o único escape. Tentamos separar a vida profissional da pessoal mas a fronteira entre ambas é muito ténue porque basicamente é a profissão que temos e a remuneração que recebemos que nos permite ter um vida com mais ou menos luxos. 
No meio dos trabalhadores e dos seus problemas, está o departamento de Recursos Humanos. E se antigamente para mim este significava apenas trabalho administrativo relacionado com processamento salarial, hoje acredito na importância que tem em persuadir os colaboradores a alinharem os seus objectivos com os objectivos da empresa, em manter a motivação, em fidelizar o capital humano que constitui uma equipa. E depois há a questão do confessionário. Um bom departamento de RH tem de ter sempre as portas abertas para ouvir as queixas, as reclamações por mais infundadas que sejam ou, pelo contrário, as demonstrações de contentamento (por norma, mais raras). 
Sim, receber formação de académicos respeitados em RH é muito importante mas ouvir e observar as pessoas com quem trabalhamos todos os dias ainda é mais. Nenhum curso poderá ensinar um técnico de RH a perceber quando um colaborador tem problemas familiares ou de saúde ao ponto de afectar a sua produtividade, quando alguém está a ir a entrevistas porque quer sair, quando alguém acha que nunca será devidamente reconhecido e por isso não se esforça mais do que o estritamente necessário.
Sim, as pessoas são complexas mas são mais interessantes de trabalhar do que números, vendas ou produção.  
  

domingo

Doutora no Alabama...

... é o título que deram à série norte-americana Hart of Dixie que tenho seguido religiosamente. Chamo-lhe o meu momento de Missa domingueira visto dar no AXN White aos Domingos às 21h00. Love it! Hoje é o final da primeira temporada. Não é uma série com grande ciência mas é engraçada talvez por retratar uma zona dos EUA que não aparece muitas vezes no pequeno ecrã. Personagens deliciosas e constantes momentos de humor. Depois há o facto de adorar o estilo da protagonista representada por Rachel Bilson ( a Summer do O.C - Na Terra dos Ricos ). Tanto trapinho bonito já ela envergou. Tanto calção, tanto vestido romântico, tanta malinha de mão delicada. Andei à procura de fotos na Net e consegui fazer uma boa compilação para ilustrar as minhas palavras.