... estas senhoras. Este ano, infelizmente não houve grandes espectáculos de terror no que toca a vestimentas. E digo infelizmente porque assim uma pessoa não tem com que se rir. E isso é chato. Jogou tudo pelo seguro. A excepção foi talvez a Jane Fonda que resolveu levar um vestido que saiu da mesma matéria prima que os coletes reflectores. Substituindo as nozes e os dentes lá diz o ditado Dá Deus dinheiro a quem não tem bom gosto. É o que digo sempre.
... grandes estão na moda. A tendência de querermos óculos que passem despercebidos foi substituída pela tendência por óculos de massa, escuros e enormes, muito estilo anos 50.Todas as marcas aderiram. Eu própria aderi. Achei por bem usar o seguro de saúde que a minha empresa me paga por alguma coisa relacionada com moda e lá fui eu em busca de uns óculos fashion, grandes mas que não me dessem um ar de croma. Os eleitos foram estes Ralph Lauren. Agora é esperar que o seguro me reembolse devidamente a despesa. De compras destas é que eu gosto.
D&G
Ray Ban
Ray Ban
Prada
Vogue
sexta-feira
O povo português está a aplicar a minha máxima de fazermos uso da nossa imaginação para sermos mais felizes e contornarmos problemas. Hoje a notícia do dia é o facto de vários contribuintes estarem a pedir facturas com o NIF do nosso Primeiro-Ministro. Somos criativos, muito criativos. Artistas, aliás.
... é por isso que não posso deixar de falar aqui no facto do fotógrafo português Daniel Rodrigues ter ganho um prémio no World Press Photo na categoria de Vida Quotidiana. Ou de mencionar que a exposição da Joana Vasconcelos no Palácio de Versailles foi a mais visitada dos últimos 50 anos, com 1,6 milhões de visitantes.
É pena que notícias destas não sejam exploradas na imprensa com a mesma frequência com que são as notícias sobre a crise.
A foto de Daniel Rodrigues
Uma das peças de Joana Vasconcelos
Uma peça nos jardins exteriores
Os famosos sapatos de Joana Vasconcelos na sala dos espelhos
... vi eu ontem na nova colecção da Mango. Vou convidá-lo para vir viver cá para casa, claro está! É pena estas fotos não mostrarem o melhor, isto é, o tecido com que é feito. Quem olha para elas vê um simples casaco vermelho, mas ao vivo é muito mais do que isso!
Finalmente fui ver o filme que tem vindo a arrebatar tudo o que é prémio. Já tinha ouvido críticas muito boas mas não estava preparada para o excelente resultado final que saiu das mãos do Ben Affleck, já premiado com um Oscar da Academia pelo argumento de O Bom Rebelde. Logo nos primeiros minutos, durante a narração por uma voz feminina do que se passou no Irão antes da tomada de reféns dos norte-americanos em 1979, percebi que aquilo ia correr bem. A montagem é talvez o melhor de Argo, em 2º lugar diria que o desempenho de Alan Arkin que à medida que vai envelhecendo vai ficando cada vez melhor actor. As suas tiradas são os únicos momentos de humor do filme.
A preocupação com os detalhes está presente em todas as cenas, sobretudo no guarda-roupa, caracterização e objectos.
A personagem de Ben Affleck, derrubado pelo peso da responsabilidade que carrega nos ombros, nunca sorri, demonstrando uma serenidade que esconde a tensão a que está sujeito.
Argo, assim como Lincoln, o seu maior rival nos Oscars, apresentam-nos dois momentos da história dos EUA. E se há uma função que o cinema tem é o de nos ensinar História. Argo fala de um segredo da CIA muito bem escondido até ter sido autorizada a sua divulgação pelo Presidente Clinton.
Quem não viu deve ir ver. Um dos melhores filmes de 2012, sem dúvida.