quinta-feira

O consolo do desconhecido

Ontem enquanto jantava com os meus colegas da Pós-Graduação, o tema de conversa era o que nos fazia chorar com mais facilidade. Os homens não se manifestaram muito mas as respostas femininas foram muito variadas. No entanto, a que mais se destacou foi "as cenas tristes dos filmes baseados em histórias verídicas". Uma colega minha entretanto confessou que a vez em que mais chorou na vida foi quando regressava a casa de comboio vinda de um funeral de um amigo. Uma senhora já bastante idosa e que lhe era totalmente desconhecida pousou-lhe a mão no joelho e disse-lhe " não chore menina, tudo passa, vai ver que tudo passa". Isto fez-me recordar um episódio semelhante que ocorreu comigo há uns meses. Dizem-me constantemente os amigos que me encontram por acaso na rua a caminhar, que tenho sempre um semblante muito triste. Eu fico sempre muito surpreendida quando ouço isto mas a verdade é que tive prova disso quando caminhava pela Av. Duque de Loulé há uns tempos. Estava eu absorta nos meus pensamentos e provavelmente com cara de luto quando ouço a seguinte frase vinda de um carro parado num semáforo: "ANIMA-TE RAPARIGA!!!". Olhei e vi dois rapazes de braços de fora das janelas a acenarem divertidos.
A isto eu chamo o consolo do desconhecido que às vezes cai tão bem ou melhor que os dos conhecidos.   

sábado

Hitchcock...

... o mestre do suspense, o cérebro por detrás de filmes como Psycho, Rebecca, Janela Indiscreta ou Os Pássaros, o cineasta inglês que apesar de nomeado para 5 Oscars nunca foi galardoado pela Academia, excepto em 1968 quando recebeu o Irving G. Thalbert Memorial Award. 
No filme de Sacha Gervasi, protagonizado por Anthony Hopkins, uma surpresa, pelo menos para mim: pelos vistos, grande parte do sucesso do famoso realizador era devido à sua mulher, Alma Reville (Helen Mirren), que o ajudava na escrita do argumento e até na montagem final dos filmes.
Hitchcock baseia-se sobretudo no casamento e na relação profissional do casal durante as filmagens de Psycho. O desempenho dos actores é notável. Helen Mirren, apesar de ter revelado que nunca viu qualquer filmagem de Alma Reville e que sendo assim, teve de criar a personagem quase de raiz, mantém a qualidade a que já nos habituou. Anthony Hopkins criou na perfeição os trejeitos de Hichcock, excepto no que respeita aos lábios em que exagera um pouco.
Lembro-me de em miúda ter visto uns quantos filmes do realizador. O que me ficou mais bem gravado na memória é sem dúvida Os Pássaros. Ainda hoje não gosto muito de corvos por causa deste filme. Quanto ao Psycho tenho de o rever. Não me parece que me vá aterrorizar muito mas há que tentar perceber como é que a famosa cena do chuveiro incomodou tanta gente nos anos 60. 

       

terça-feira

E as nomeadas para o Oscar de mais bem vestidas são...

... estas senhoras. Este ano, infelizmente não houve grandes espectáculos de terror no que toca a vestimentas. E digo infelizmente porque assim uma pessoa não tem com que se rir. E isso é chato. Jogou tudo pelo seguro. A excepção foi talvez a Jane Fonda que resolveu levar um vestido que saiu da mesma matéria prima que os coletes reflectores. Substituindo as nozes e os dentes lá diz o ditado Dá Deus dinheiro a quem não tem bom gosto. É o que digo sempre.






A Jane Fonda e o seu vestido amarelo canário


domingo

Óculos graduados...

... grandes estão na moda. A tendência de querermos óculos que passem despercebidos foi substituída pela tendência por óculos de massa, escuros e enormes, muito estilo anos 50.Todas as marcas aderiram. Eu própria aderi. Achei por bem usar o seguro de saúde que a minha empresa me paga por alguma coisa relacionada com moda e lá fui eu em busca de uns óculos fashion, grandes mas que não me dessem um ar de croma. Os eleitos foram estes Ralph Lauren. Agora é esperar que o seguro me reembolse devidamente a despesa. De compras destas é que eu gosto. 




D&G

Ray Ban

Ray Ban
Prada
Vogue


sexta-feira

O povo português está a aplicar a minha máxima de fazermos uso da nossa imaginação para sermos mais felizes e contornarmos problemas. Hoje a notícia do dia é o facto de vários contribuintes estarem a pedir facturas com o NIF do nosso Primeiro-Ministro. Somos criativos, muito criativos. Artistas, aliás.

segunda-feira

O trabalho dos nossos artistas devia ser sempre divulgado...

... é por isso que não posso deixar de falar aqui no facto do fotógrafo português Daniel Rodrigues ter ganho um prémio no World Press Photo na categoria de Vida Quotidiana. Ou de mencionar que a exposição da Joana Vasconcelos no Palácio de Versailles foi a mais visitada dos últimos 50 anos, com 1,6 milhões de visitantes. 
É pena que notícias destas não sejam exploradas na imprensa com a mesma frequência com que são as notícias sobre a crise. 


A foto de Daniel Rodrigues

Uma das peças de Joana Vasconcelos

Uma peça nos jardins exteriores

Os famosos sapatos de Joana Vasconcelos na sala dos espelhos