Ontem enquanto jantava com os meus colegas da Pós-Graduação, o tema de conversa era o que nos fazia chorar com mais facilidade. Os homens não se manifestaram muito mas as respostas femininas foram muito variadas. No entanto, a que mais se destacou foi "as cenas tristes dos filmes baseados em histórias verídicas". Uma colega minha entretanto confessou que a vez em que mais chorou na vida foi quando regressava a casa de comboio vinda de um funeral de um amigo. Uma senhora já bastante idosa e que lhe era totalmente desconhecida pousou-lhe a mão no joelho e disse-lhe " não chore menina, tudo passa, vai ver que tudo passa". Isto fez-me recordar um episódio semelhante que ocorreu comigo há uns meses. Dizem-me constantemente os amigos que me encontram por acaso na rua a caminhar, que tenho sempre um semblante muito triste. Eu fico sempre muito surpreendida quando ouço isto mas a verdade é que tive prova disso quando caminhava pela Av. Duque de Loulé há uns tempos. Estava eu absorta nos meus pensamentos e provavelmente com cara de luto quando ouço a seguinte frase vinda de um carro parado num semáforo: "ANIMA-TE RAPARIGA!!!". Olhei e vi dois rapazes de braços de fora das janelas a acenarem divertidos.
A isto eu chamo o consolo do desconhecido que às vezes cai tão bem ou melhor que os dos conhecidos.























