sábado

Lincoln

O filme mais nomeado para os Oscars e que perdeu o mais importante para Argo tem a qualidade a que Steven Spielberg há muito nos habituou. Se é, na minha opinião, o melhor do realizador, a minha resposta é não. Para mim nenhum até agora conseguiu a proeza de retirar esse titulo a "A Lista de Schindler". Dizem que Daniel Day Lewis não estava inicialmente disposto a aceitar o papel do Presidente dos EUA que aboliu a escravatura. Spielberg conseguiu convencê-lo depois de lhe dizer que não conseguiria fazer o filme sem o actor britânico. Foi a melhor decisão de Daniel Day Lewis, não só em benefício dele, que se viu devidamente recompensado pela Academia, como em benefício nosso. A representação de Lewis é irrepreensível. A caracterização ajuda mas ele por si só está perfeito. Aliás, perfeição é a palavra que mais se adequa à prestação de todo o elenco. Se não fosse por isso, diria que se tratava de um filme que não me tinha preenchido as medidas, talvez por ser longo e às vezes a precisar de mais acção.
Como em todos os filmes baseados em factos verídicos, há sempre detalhes da História que ficamos a conhecer. Devido a um comentário de um personagem, descobri que Abraham Lincoln era muito alto, sobretudo para a época. O Presidente que enfrentou a Guerra Civil Norte-Americana tinha 1,93m, o que quer dizer que Daniel Day Lewis teve de "crescer artificialmente" um bocadinho visto que na realidade tem 1,87m.
Por fim, destaque para a banda sonora de John Williams que conseguiu com esta a 48ª nomeação para o Oscar (entre as quais a da "Memórias de uma Gueixa", a minha favorita) . Desta vez não ganhou mas penso que não ficou muito triste visto que já tem em casa, o célebre homenzinho dourado por E.T, A Lista de Schindler, Tubarão ou Star Wars em 1977.


A banda sonora que me acompanha...

... sempre que faço desporto tem nova aquisição. Acabou de entrar para as minhas preferidas esta canção elaborada por David Guetta e cantada por Sia: "She Wolf (Falling to pieces)". Este homem há muito que é responsável por manter animadas as pistas de danças dos bares e discotecas deste mundo. E faz sempre as melhores parcerias. Que ele nunca perca o talento e que continue a contribuir para o nosso bem. 


domingo

As minhas péssimas fotos da Moda Lisboa que...

... apenas servem para mostrar algumas das cores que predominam na Colecção Outono/Inverno 2013/2014 de Nuno Baltazar: preto e camel. Como de costume, o designer do Norte apresentou uns trapinhos muito, repito, muito interessantes. Destaque para os vestidos. Os óculos de sol é que não tinham muita graça e os saltos dos sapatos eram proibitivos. 
De resto, se há coisa que tem piada na Moda Lisboa é ver os outfits de alguns indivíduos que por lá circulam. Conseguem a proeza de fazer dos fatos dos palhaços profissionais uma farda de trabalho discreta. 










sábado

Ando numa de riscas...

... logo, este vestido, mesmo a grande distância, fintou a minha miopia e agradou aos meus olhos.  Na Massimo Dutti.


Moda Lisboa - é hoje que...

... mais uma vez vejo a colecção do Nuno Baltazar em primeira mão. Faz falta uma loja deste senhor em Lisboa...


quinta-feira

O consolo do desconhecido

Ontem enquanto jantava com os meus colegas da Pós-Graduação, o tema de conversa era o que nos fazia chorar com mais facilidade. Os homens não se manifestaram muito mas as respostas femininas foram muito variadas. No entanto, a que mais se destacou foi "as cenas tristes dos filmes baseados em histórias verídicas". Uma colega minha entretanto confessou que a vez em que mais chorou na vida foi quando regressava a casa de comboio vinda de um funeral de um amigo. Uma senhora já bastante idosa e que lhe era totalmente desconhecida pousou-lhe a mão no joelho e disse-lhe " não chore menina, tudo passa, vai ver que tudo passa". Isto fez-me recordar um episódio semelhante que ocorreu comigo há uns meses. Dizem-me constantemente os amigos que me encontram por acaso na rua a caminhar, que tenho sempre um semblante muito triste. Eu fico sempre muito surpreendida quando ouço isto mas a verdade é que tive prova disso quando caminhava pela Av. Duque de Loulé há uns tempos. Estava eu absorta nos meus pensamentos e provavelmente com cara de luto quando ouço a seguinte frase vinda de um carro parado num semáforo: "ANIMA-TE RAPARIGA!!!". Olhei e vi dois rapazes de braços de fora das janelas a acenarem divertidos.
A isto eu chamo o consolo do desconhecido que às vezes cai tão bem ou melhor que os dos conhecidos.   

sábado

Hitchcock...

... o mestre do suspense, o cérebro por detrás de filmes como Psycho, Rebecca, Janela Indiscreta ou Os Pássaros, o cineasta inglês que apesar de nomeado para 5 Oscars nunca foi galardoado pela Academia, excepto em 1968 quando recebeu o Irving G. Thalbert Memorial Award. 
No filme de Sacha Gervasi, protagonizado por Anthony Hopkins, uma surpresa, pelo menos para mim: pelos vistos, grande parte do sucesso do famoso realizador era devido à sua mulher, Alma Reville (Helen Mirren), que o ajudava na escrita do argumento e até na montagem final dos filmes.
Hitchcock baseia-se sobretudo no casamento e na relação profissional do casal durante as filmagens de Psycho. O desempenho dos actores é notável. Helen Mirren, apesar de ter revelado que nunca viu qualquer filmagem de Alma Reville e que sendo assim, teve de criar a personagem quase de raiz, mantém a qualidade a que já nos habituou. Anthony Hopkins criou na perfeição os trejeitos de Hichcock, excepto no que respeita aos lábios em que exagera um pouco.
Lembro-me de em miúda ter visto uns quantos filmes do realizador. O que me ficou mais bem gravado na memória é sem dúvida Os Pássaros. Ainda hoje não gosto muito de corvos por causa deste filme. Quanto ao Psycho tenho de o rever. Não me parece que me vá aterrorizar muito mas há que tentar perceber como é que a famosa cena do chuveiro incomodou tanta gente nos anos 60.