quinta-feira

Ainda sobre o tema da felicidade...

... parece que foi ontem que se celebrou o seu dia. Tomei conhecimento do facto quando um dos meus professores a meio da aula o mencionou inesperadamente e nos desejou a todos muitas felicidades. Depois comentou-se o facto de que quando se coloca a pergunta aos portugueses: É feliz? raros são aqueles que  dizem que sim sem hesitações. Parece que as pessoas têm medo de dizer em voz alta que são felizes, não vá a infelicidade ouvi-las e decidir atacar sem piedade. Mas o mais engraçado é que se colocarmos a pergunta ao contrário, ou seja: É infeliz? a resposta é quase sempre um peremptório Não!
Acho que para percebermos que somos felizes precisamos ter tido contacto com a situação oposta, ter conhecido as zonas cinzentas, ter passado por dificuldades. Caso contrário, como fazer a distinção, como apreciar devidamente o travo da felicidade?
Se há coisa que os últimos anos me têm vindo a demonstrar é que é demasiado ambicioso almejar-se um estado de felicidade permanente, constante. Todos os momentos do dia, todos os dias. E que a felicidade está nos pequenos detalhes, nos pequenos confortos. E que os momentos felizes que temos podem muitas vezes ser da responsabilidade dos que nos rodeiam mas é sobretudo da nossa responsabilidade. E que sou tão feliz se jantar numa cadeia de fast food como num restaurante badalado, desde que a companhia seja de luxo. E que o cinema, os livros e as séries (aka, ficção) me fazem bem mais feliz do que telejornais (aka, realidade). E que ter colegas de trabalho maravilhosos contribuem para 9 horas diárias de riso, alegria mas também de muita produtividade. E que às vezes mais vale não entrar em discussões do que ganhar discussões. E que às vezes também é preciso discutir. E que o chocolate faz milagres. E que o gelado de doce de leite da Haagen Dazs também. Ou as pipocas. E comprar uma mala e um par de sapatos caros. E que ainda por cima não magoam!
Outra coisa que aprendi ultimamente é que aquilo que pode representar a felicidade suprema para mim pode não o ser para os demais. Apenas cada um de nós poderá saber identificar o que nos causa mais satisfação. Não são os nossos pais, os nossos amigos, as nossas caras metades. Só nós poderemos criar um projecto que nos fará mais felizes. E se na sua concretização fizermos outros felizes, melhor ainda!      
         

terça-feira

A felicidade está nas pequenas coisas...

...como por exemplo nestes maravilhosos chás que a Lipton lançou recentemente. Coisa mai boa. Banho a ferver, seguido de visualização de filme ou série deitada no sofá sob manta grossa, bolacha de canela numa mão e chá na outra é um conjunto de elementos a que baptizei de Spa caseiro. Não há nada melhor. Na altura convém desligar os telemóveis que é para ninguém interromper o descanso do guerreiro. 
Hum, acho que já não é a primeira vez que menciono aqui esta receita de relax... 



sábado

Lincoln

O filme mais nomeado para os Oscars e que perdeu o mais importante para Argo tem a qualidade a que Steven Spielberg há muito nos habituou. Se é, na minha opinião, o melhor do realizador, a minha resposta é não. Para mim nenhum até agora conseguiu a proeza de retirar esse titulo a "A Lista de Schindler". Dizem que Daniel Day Lewis não estava inicialmente disposto a aceitar o papel do Presidente dos EUA que aboliu a escravatura. Spielberg conseguiu convencê-lo depois de lhe dizer que não conseguiria fazer o filme sem o actor britânico. Foi a melhor decisão de Daniel Day Lewis, não só em benefício dele, que se viu devidamente recompensado pela Academia, como em benefício nosso. A representação de Lewis é irrepreensível. A caracterização ajuda mas ele por si só está perfeito. Aliás, perfeição é a palavra que mais se adequa à prestação de todo o elenco. Se não fosse por isso, diria que se tratava de um filme que não me tinha preenchido as medidas, talvez por ser longo e às vezes a precisar de mais acção.
Como em todos os filmes baseados em factos verídicos, há sempre detalhes da História que ficamos a conhecer. Devido a um comentário de um personagem, descobri que Abraham Lincoln era muito alto, sobretudo para a época. O Presidente que enfrentou a Guerra Civil Norte-Americana tinha 1,93m, o que quer dizer que Daniel Day Lewis teve de "crescer artificialmente" um bocadinho visto que na realidade tem 1,87m.
Por fim, destaque para a banda sonora de John Williams que conseguiu com esta a 48ª nomeação para o Oscar (entre as quais a da "Memórias de uma Gueixa", a minha favorita) . Desta vez não ganhou mas penso que não ficou muito triste visto que já tem em casa, o célebre homenzinho dourado por E.T, A Lista de Schindler, Tubarão ou Star Wars em 1977.


A banda sonora que me acompanha...

... sempre que faço desporto tem nova aquisição. Acabou de entrar para as minhas preferidas esta canção elaborada por David Guetta e cantada por Sia: "She Wolf (Falling to pieces)". Este homem há muito que é responsável por manter animadas as pistas de danças dos bares e discotecas deste mundo. E faz sempre as melhores parcerias. Que ele nunca perca o talento e que continue a contribuir para o nosso bem. 


domingo

As minhas péssimas fotos da Moda Lisboa que...

... apenas servem para mostrar algumas das cores que predominam na Colecção Outono/Inverno 2013/2014 de Nuno Baltazar: preto e camel. Como de costume, o designer do Norte apresentou uns trapinhos muito, repito, muito interessantes. Destaque para os vestidos. Os óculos de sol é que não tinham muita graça e os saltos dos sapatos eram proibitivos. 
De resto, se há coisa que tem piada na Moda Lisboa é ver os outfits de alguns indivíduos que por lá circulam. Conseguem a proeza de fazer dos fatos dos palhaços profissionais uma farda de trabalho discreta. 










sábado

Ando numa de riscas...

... logo, este vestido, mesmo a grande distância, fintou a minha miopia e agradou aos meus olhos.  Na Massimo Dutti.


Moda Lisboa - é hoje que...

... mais uma vez vejo a colecção do Nuno Baltazar em primeira mão. Faz falta uma loja deste senhor em Lisboa...