Fui muito recentemente ao Oceanário no Parque das Nações. Não foi a primeira vez mas a verdade é que já há muito tempo que lá não ia. Infelizmente já me tinha esquecido do que este lugar maravilhoso tem de melhor para oferecer: a possibilidade de poder ficar durante horas sentada em frente ao aquário principal desfrutando de uma sensação de pura tranquilidade. Não sei o que é que aquele aquário tem mas a verdade é que, mesmo apesar das pessoas que estão constantemente a circular por ali a elevar a voz de excitação (sobretudo as crianças), é possível experimentar uma sentimento de descontracção e conforto a que chamo o efeito calmante. Uma vez uma amiga minha comentou comigo que quando a mãe dela teve uma depressão, tinha por hábito sentar-se em frente a um aquário com peixes dourados que tinha no quarto e ficar ali, simplesmente a olhar para eles. Dizia que isto a deixava mais calma. Agora percebo. Gostamos de olhar para um universo onde a existência de stress é quase ou totalmente nula. Onde predomina a cor, a beleza natural, o silêncio. De certa forma, onde predomina a magia. Sim, se há adjectivo que podemos aplicar correctamente ao oceanário será o de mágico.
Acho que não levarei tantos anos até lá regressar outra vez. 13 Euros por um bilhete para uma sessão de terapia não me parece caro.


















